Como construir um modelo de briefing de marketing digital
Os campos que um briefing precisa ter, um exemplo preenchido e os erros que fazem o documento virar burocracia em vez de evitar retrabalho.
Links patrocinados são anúncios pagos que aparecem nos resultados de busca, marcados como “Patrocinado”, quando alguém pesquisa um termo que o anunciante escolheu. No Google Ads, a posição é decidida por um leilão que considera o lance e a qualidade do anúncio, e a cobrança acontece por clique. Para começar é preciso ter uma página de destino adequada, medir conversões, escolher palavras-chave e definir orçamento e estratégia de lances.
Links patrocinados são os anúncios que aparecem no topo e no rodapé dos resultados de busca, identificados pela palavra “Patrocinado”. O anunciante escolhe os termos de pesquisa em que quer aparecer, escreve o anúncio, indica a página para onde o clique leva e paga quando alguém clica. No Brasil, quase sempre que se fala em links patrocinados fala-se do Google Ads, embora o Microsoft Advertising (do Bing) funcione de modo parecido.
A diferença em relação a outros tipos de anúncio está no momento. Um anúncio em rede social interrompe quem estava vendo outra coisa. O link patrocinado aparece para quem acabou de digitar “dedetizadora em Campinas” ou “conserto de notebook perto de mim”, ou seja, para quem já está procurando.

O anúncio de texto na busca é o link patrocinado no sentido estrito. A mesma plataforma, porém, vende outros espaços, e convém saber o que cada tipo de campanha faz antes de anunciar no Google.
| Tipo de campanha | Onde aparece | Quando costuma ser usada |
|---|---|---|
| Pesquisa | Resultados de busca do Google | Captar quem já procura o produto ou serviço |
| Shopping | Vitrine de produtos com foto e preço | Lojas virtuais com catálogo |
| Display | Banners em sites e aplicativos parceiros | Remarketing e alcance |
| Vídeo | YouTube | Apresentar a marca ou demonstrar o produto |
| Performance Max | Todos os canais do Google na mesma campanha | Contas que já medem conversões com confiança |
Para quem está começando com orçamento limitado, a campanha de pesquisa é o ponto de partida mais seguro, porque você decide em quais buscas quer aparecer e consegue ler os resultados termo a termo. Meta Ads, no Instagram e no Facebook, atende a outro objetivo, e a comparação está no artigo sobre anunciar no Google ou no Facebook.
Toda busca dispara um leilão entre os anunciantes que escolheram palavras-chave relacionadas àquele termo. Quem oferece o maior lance não leva automaticamente a primeira posição. O Google calcula uma classificação para cada anúncio que combina o lance com a qualidade, e a qualidade é resumida no Índice de Qualidade, uma nota de 1 a 10 formada por três componentes: a taxa de cliques esperada, a relevância do anúncio para a busca e a experiência na página de destino.
Na prática, um anunciante com anúncio bem escrito e página que responde à busca pode ficar acima de um concorrente que oferece lance maior, e pagando menos por clique. O valor cobrado é o mínimo necessário para manter a posição conquistada, e fica quase sempre abaixo do lance máximo.
Por isso um orçamento pequeno ainda compete. Uma dedetizadora de bairro não vai superar uma rede nacional em todas as buscas, mas pode vencer nas buscas com o nome da cidade, nas quais o anúncio e a página dela são mais específicos.

O formato atual é o anúncio responsivo de pesquisa. Você cadastra vários títulos e descrições e o sistema testa combinações.

A cobrança na rede de pesquisa é por clique (CPC). O que mudou nos últimos anos é a forma de definir o lance. Antes, o gestor escolhia manualmente o valor máximo de cada palavra-chave. Esse modo ainda existe, mas a maior parte das contas usa estratégias automáticas, em que o Google ajusta o lance a cada leilão conforme a probabilidade de aquele clique gerar resultado. As principais são:
As duas últimas dependem de uma condição: a conta precisa registrar conversões corretamente. Sem isso, o sistema otimiza no escuro.
Uma confusão frequente envolve três siglas. CPC é o que você paga por clique. CTR é a porcentagem de pessoas que clicaram entre as que viram o anúncio, uma métrica de desempenho e não uma forma de pagamento. CPA é quanto custou cada conversão, calculado dividindo o gasto pelo número de conversões.
O orçamento é definido por campanha, como uma média diária. Em dias de mais procura o Google pode gastar acima dessa média e compensa nos dias fracos, de modo que o total do mês fica dentro do previsto.
Uma conta de exemplo ajuda a dimensionar. A dedetizadora investe R$ 1.500 por mês e paga em média R$ 3 por clique, o que rende 500 visitas. Se 5% dos visitantes pedirem orçamento, são 25 pedidos a R$ 60 cada. Se ela fecha um em cada três, cada cliente novo custou R$ 180 em anúncios, e a decisão de aumentar ou cortar a verba sai da comparação desse número com o valor médio do serviço.
Campanha de pesquisa raramente dá certo no primeiro formato. O comum é o primeiro mês servir para descobrir quais termos trazem contato e quais só gastam, e o resultado melhorar a partir dos ajustes. Quem não tem tempo para essa rotina semanal costuma ter retorno melhor entregando a conta a uma equipe de gestão de tráfego pago do que deixando a campanha rodar sozinha.
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