Como construir um modelo de briefing de marketing digital
Os campos que um briefing precisa ter, um exemplo preenchido e os erros que fazem o documento virar burocracia em vez de evitar retrabalho.
Para melhorar o posicionamento no Google, comece escolhendo buscas que o seu cliente realmente faz e escreva páginas que respondam a elas por inteiro. Depois cuide da parte técnica: título e descrição de cada página, subtítulos em ordem, endereços legíveis, carregamento rápido no celular, sitemap enviado ao Search Console, conteúdo revisado, links de outros sites e imagens com texto alternativo.
Posicionamento no Google depende, antes de tudo, de a página responder bem ao que a pessoa buscou. As dez práticas abaixo estão em ordem de prioridade: as duas primeiras decidem se a página tem chance de aparecer, e as outras oito ajudam o Google a encontrar, entender e confiar no que você publicou. Se SEO ainda é um termo novo para você, vale ler a explicação básica antes.
Um aviso sobre o que ficou de fora. Não existe segredo em SEO, e várias dicas antigas perderam a validade: repetir a palavra-chave em uma porcentagem fixa do texto, colocá-la em negrito para "chamar a atenção do buscador" e preencher a meta tag de palavras-chave, que o Google ignora há mais de uma década.
Antes de escrever, descubra como o seu cliente pesquisa. Quem digita "o que é consórcio" quer uma explicação. Quem digita "consórcio de imóvel simulação" já está comparando propostas. São páginas diferentes, e tentar atender às duas buscas com um texto só deixa as duas mal atendidas.
Para levantar os termos, use o Planejador de palavras-chave do Google Ads ou uma ferramenta como a Semrush, que também mostra para quais buscas os concorrentes aparecem. O relatório de desempenho do Google Search Console completa o trabalho com um dado que nenhuma ferramenta externa tem: as buscas em que o seu site já é exibido. O artigo sobre como definir palavras-chave para SEO detalha o processo.

Digite a palavra-chave no Google e leia os primeiros resultados. Eles mostram o que o buscador entende como boa resposta para aquela pergunta. A sua página precisa cobrir o mesmo terreno e acrescentar algo que as outras não têm, como um exemplo de conta, uma tabela comparativa ou a experiência de quem já fez aquilo.
O Google avalia se o texto foi escrito para ajudar pessoas ou só para ocupar posição. Texto esticado, que demora três parágrafos para chegar ao assunto, perde para o que responde na primeira linha. Use a palavra-chave e suas variações onde elas aparecem naturalmente, sem contar repetições. Temos um artigo sobre como produzir conteúdo de qualidade com mais critérios.

A tag de título é o texto azul que aparece no resultado da busca e é um dos sinais que o Google usa para entender o tema da página. Escreva um título único para cada página, com o termo principal perto do começo e curto o bastante para não ser cortado na tela do celular.
A meta description é o resumo que fica embaixo do título. Ela não melhora a posição, mas influencia a decisão de clicar. Descreva o que a pessoa vai encontrar, sem prometer o que a página não entrega. O Google às vezes troca a sua descrição por um trecho do próprio texto quando acha que ele responde melhor à busca, e isso é normal. Há mais detalhes no artigo sobre meta tags.
Cada página tem um h1, que é o título principal. As seções levam h2 e as subdivisões de cada seção levam h3. Essa hierarquia mostra ao Google e aos leitores de tela, usados por pessoas com deficiência visual, como o conteúdo está dividido.
O erro frequente é escolher a tag pelo tamanho da letra, usando h3 em um trecho só porque ele fica menor na tela. Aparência se resolve no CSS. E evite repetir o mesmo h1 e o mesmo título em páginas diferentes, porque o buscador fica sem saber qual delas mostrar.
Compare seusite.com.br/?p=2876 com seusite.com.br/blog/como-calcular-frete. O segundo diz do que a página trata antes mesmo do clique. Uma URL amigável é curta, usa letras minúsculas, separa as palavras com hífen e não tem acentos.
Depois de publicada, não mude o endereço sem necessidade. Se precisar mudar, configure um redirecionamento permanente do antigo para o novo, senão os links que apontavam para a página passam a dar erro.

O Google avalia os sites pela versão para celular, e a velocidade faz parte do que ele chama de experiência da página. O PageSpeed Insights, gratuito, testa qualquer endereço e mede três coisas: quanto tempo o conteúdo principal leva para aparecer, quanto a página demora para reagir a um toque e se os elementos ficam pulando de lugar enquanto ela carrega.
Na maioria dos sites de empresas pequenas, o maior ganho vem de três ajustes: reduzir o peso das imagens, remover plugins e scripts que ninguém usa mais e trocar uma hospedagem lenta.

O sitemap XML é a lista das páginas que você quer ver no Google. WordPress, plataformas de loja virtual e a maioria dos sistemas atuais geram esse arquivo sozinhos. O que falta, quase sempre, é enviá-lo pelo Google Search Console.
O Search Console também mostra quais páginas foram indexadas, quais ficaram de fora e por qual motivo. Uma página pode estar bloqueada por engano há meses sem que ninguém perceba, e nenhuma das outras práticas adianta se ela não está no índice.
Publicar toda semana não melhora o posicionamento por si só. O que conta é a informação estar correta hoje. Um artigo de 2019 que cita ferramenta descontinuada, preço antigo ou regra que mudou vai perdendo posição para textos mais recentes.
Uma vez por semestre, abra o Search Console, liste as páginas que perderam cliques e atualize essas primeiro. Corrigir e ampliar um texto que já tem histórico costuma dar resultado mais rápido que escrever um novo sobre o mesmo tema.

Um link de outro site para o seu funciona como uma recomendação, e continua entre os sinais de maior peso para o Google. Vale a qualidade de quem indica: um link do portal da associação do seu setor ajuda mais que dezenas vindos de diretórios que ninguém visita.
As formas legítimas de conseguir esses links são publicar material que mereça citação, como uma pesquisa própria, uma planilha ou um guia bem-feito, e escrever como convidado em sites da sua área. O guest post funciona quando o artigo interessa ao público do outro site. Comprar links ou trocar em massa viola as diretrizes do Google e pode derrubar o site inteiro nos resultados.
Os links internos também contam. Ligar um artigo a outros do mesmo assunto ajuda o leitor a continuar e mostra ao Google quais são as páginas principais do seu site.
O Google usa o texto alternativo, o atributo alt, para entender o que uma imagem mostra. Escreva uma descrição objetiva, como "cadeira de escritório com apoio de braço regulável", em vez de empilhar palavras-chave. O mesmo texto é lido em voz alta para quem usa leitor de tela.
Dê ao arquivo um nome descritivo antes de subir e reduza o tamanho, o que também ajuda na prática 6.
Se o site nunca passou por esse trabalho, cadastre-o no Google Search Console hoje. É gratuito, e em poucos dias você saberá quais páginas estão indexadas e em quais buscas aparecem. Com esses dados dá para escolher as cinco páginas mais importantes para o negócio e aplicar nelas as práticas de 1 a 6. O resultado de SEO costuma levar meses para aparecer, então quanto antes essas cinco páginas estiverem em ordem, antes a contagem começa.
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