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Como produzir conteúdo de qualidade?

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Em resumo

Conteúdo de qualidade é o que responde por completo à dúvida de uma pessoa específica, no formato em que ela prefere consumir, com informação que ela consegue aplicar. Para produzir, defina para quem você escreve, levante as perguntas reais desse público, escolha o formato pelo tipo de dúvida, escreva com exemplo e revise no dia seguinte. Depois de publicar, acompanhe os números e atualize o que envelheceu.

Um conteúdo é bom quando a pessoa que chegou com uma dúvida sai sem ela. Para produzir assim você precisa saber quem é essa pessoa, que pergunta ela fez, em que formato a resposta fica mais clara e o que ela deve conseguir fazer depois de ler, ver ou ouvir. O resto, da gramática ao SEO, serve a esses quatro pontos.

Abaixo está o método que a gente usa nos projetos da Post Digital, na ordem em que as decisões aparecem.

O que é um conteúdo de qualidade

Pense em uma loja de materiais de construção que publica "Como calcular a quantidade de piso para um cômodo". O texto mostra a conta, dá um exemplo com um quarto de 3 por 4 metros, avisa sobre a sobra para recortes e diz o que muda quando o assentamento é na diagonal. Quem leu consegue ir à loja e comprar a quantidade certa. Esse texto é útil, completo dentro do recorte que escolheu e escrito na língua do cliente.

O mesmo tema vira conteúdo ruim quando abre com três parágrafos sobre a importância de planejar a reforma, explica o cálculo por alto e termina pedindo para o leitor entrar em contato. A pessoa volta ao Google e clica no resultado seguinte.

Dá para conferir a qualidade com um teste simples antes de publicar: entregue o material a alguém do atendimento ou de vendas e pergunte se ele mandaria aquilo para um cliente que fez a pergunta do título. Se a pessoa hesitar, falta alguma coisa.

Como produzir conteúdo de qualidade, passo a passo

1. Defina para quem você está escrevendo

Antes de tudo, seja organizado!

Antes de abrir o editor de texto, escreva em uma linha quem vai ler. "Dona de salão de beleza com dois funcionários que nunca anunciou na internet" orienta o vocabulário, os exemplos e até o tamanho do texto. "Empreendedores" não orienta nada. Se a empresa ainda não tem esse retrato, o caminho é criar uma buyer persona a partir de conversas com clientes de verdade.

2. Levante as perguntas que o público já faz

As melhores pautas estão dentro da empresa. Peça ao time de vendas as dez dúvidas que mais ouve antes de fechar negócio. Leia as mensagens do WhatsApp e do direct, os comentários das redes, as avaliações no Perfil da Empresa no Google. Depois complete com pesquisa de palavras-chave: o Planejador de palavras-chave do Google Ads e o Google Search Console mostram como as pessoas escrevem a dúvida na busca, e a própria página de resultados do Google exibe perguntas relacionadas.

Com a lista pronta, monte um calendário. Uma pauta por semana, mantida por seis meses, rende mais que dez textos publicados em janeiro e silêncio até julho. Datas do setor e sazonalidade entram no calendário com antecedência, porque o conteúdo de Dia das Mães precisa estar no ar semanas antes da data para ser encontrado.

3. Escolha o formato pelo tipo de dúvida

Cada formato resolve melhor um tipo de pergunta. A tabela ajuda a decidir.

FormatoFunciona bem paraCuidado
Artigo de blogDúvidas que as pessoas digitam no Google e que pedem explicação com exemploPrecisa de revisão periódica para não envelhecer
VídeoDemonstração de produto, tutorial em que ver o passo ajudaRoteiro antes de gravar; áudio ruim derruba a audiência
Vídeo curto e post para redes sociaisAssunto do momento, bastidor, dica rápida, prova de que a empresa está ativaVida útil de poucos dias
E-book, planilha ou modeloTema extenso ou ferramenta que o leitor vai usar; serve para captar contatosSó peça cadastro se o material entregar o que o formulário promete
InfográficoProcesso com etapas ou comparação com muitos númerosO buscador entende mal o texto que está dentro da imagem; publique a versão escrita junto
PodcastEntrevista e conversa longa com especialistaExige constância de publicação e divulgação própria

Um mesmo assunto pode render mais de uma peça. O artigo sobre cálculo de piso vira um vídeo de um minuto mostrando a conta e uma planilha para baixar. Comece pelo formato que a sua equipe consegue manter.

4. Pesquise antes de escrever

Quem escreve sobre o próprio mercado tem uma vantagem sobre qualquer redator genérico: acesso a quem faz o trabalho. Converse quinze minutos com o técnico, o vendedor ou o dono antes de redigir. Dali saem o detalhe e o exemplo que não estão em nenhum concorrente. Para dados, vá à fonte primária, como o órgão oficial, a documentação da ferramenta ou a pesquisa original, e cite o nome dela. Número copiado de outro blog, sem origem, é melhor deixar de fora.

5. Escreva na língua do cliente e revise depois

Responda à pergunta do título no primeiro parágrafo e use o restante para explicar, exemplificar e tratar das exceções. Uma empresa de engenharia que fala com o consumidor final troca o termo técnico pela palavra que o cliente usa ao telefone. Se o leitor for engenheiro, o termo técnico fica.

Parágrafos curtos, subtítulos que dizem o que vem abaixo e listas para sequências de passos ajudam quem lê no celular.

Terminou? Guarde e releia no dia seguinte. Na segunda leitura aparecem a frase longa demais, o trecho que repete o anterior e o ponto em que faltou exemplo. Vale pedir a alguém de fora da área que leia e diga onde travou.

Particularidades de cada canal

Conteúdo para site e blog

O artigo de blog é feito para ser encontrado na busca durante anos. Por isso precisa do básico de SEO: um título que contenha a dúvida, subtítulos organizados, links para outras páginas do site que aprofundam o tema e um site que carregue rápido no celular. Texto e experiência de navegação pesam juntos. Um bom artigo em uma página que demora a abrir perde o leitor antes da primeira linha.

Conteúdo em vídeo

Como produzir conteúdo em vídeo

Escreva o roteiro, mesmo que em tópicos, e diga nos primeiros segundos o que o vídeo vai ensinar. Um celular atual e um microfone de lapela bastam para começar. Na edição, corte as pausas e acrescente legendas, porque muita gente assiste sem som. Ao publicar no YouTube, capriche no título e na descrição, que são o que a plataforma usa para entender o assunto. O artigo sobre SEO no YouTube detalha essa parte.

Conteúdo para redes sociais

Nas redes o conteúdo dura pouco e compete com o post do amigo e o vídeo do humorista. Funciona o que é específico e tem cara de gente: o bastidor da produção, a dúvida de um cliente respondida em trinta segundos, o antes e depois de um serviço. Respeite o formato de cada rede em vez de replicar a mesma arte em todas. E reserve tempo para responder a comentários e mensagens, já que para boa parte dos clientes a rede social é o canal de atendimento da empresa.

Depois de publicar

O trabalho continua. Uma vez por mês, abra o Search Console e o GA4 e olhe quais conteúdos trazem visitas, por quais buscas e se essas visitas viram contato ou venda. Os textos que aparecem na segunda página do Google costumam subir com uma atualização: um exemplo novo, uma seção respondendo a uma dúvida que faltava, a correção de um nome de ferramenta que mudou.

Conteúdo desatualizado custa caro de um jeito silencioso. O cliente lê uma instrução que não vale mais, tenta aplicar, não consegue e conclui que a empresa parou no tempo. Marque no calendário a revisão dos dez artigos mais acessados a cada seis meses, antes de pensar em pautas novas.

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