O que avaliar na hora de escolher um gestor de tráfego
Critérios práticos para avaliar um gestor de tráfego: as perguntas que ele faz, como mede, quem é dono da conta e o que entra no contrato.
Os 8 Ps do Marketing Digital são um método de trabalho em oito etapas: Pesquisa, Planejamento, Produção, Publicação, Promoção, Propagação, Personalização e Precisão. Foi proposto pelo brasileiro Conrado Adolpho e funciona como um ciclo, em que a medição da última etapa alimenta uma nova rodada de pesquisa. Ele não substitui os 4 Ps clássicos (produto, preço, praça e promoção); parte deles para organizar a atuação da empresa na internet.
Os 8 Ps do Marketing Digital são uma sequência de oito etapas para planejar e executar a presença de uma empresa na internet: Pesquisa, Planejamento, Produção, Publicação, Promoção, Propagação, Personalização e Precisão. O método foi criado pelo consultor brasileiro Conrado Adolpho e apresentado no livro Os 8 Ps do Marketing Digital. A ideia central é que as etapas formam um ciclo. A oitava mede o que foi feito, e os dados dela abrem uma nova rodada a partir da primeira.

O nome faz referência ao mix de marketing, formulado por Jerome McCarthy em 1960 e difundido por Philip Kotler. Os 4 Ps descrevem as decisões básicas de qualquer negócio:
Os 8 Ps partem do princípio de que essas quatro decisões já foram tomadas. Nenhuma campanha na internet conserta um produto que o mercado não quer ou um preço que não fecha a conta. Com os 4 Ps definidos, o método organiza o trabalho digital, que na classificação antiga caberia quase todo dentro do P de promoção e, no caso do e-commerce, do P de praça.

Para acompanhar cada etapa, considere uma torrefação de café especial que vende pela loja virtual para todo o país.
Tudo começa por descobrir quem é o cliente e como ele se comporta na internet. As fontes são os termos que as pessoas buscam (o Planejador de palavras-chave do Google Ads e o Google Trends mostram volume e sazonalidade), os dados do próprio site no GA4, as perguntas que chegam ao atendimento, o que os concorrentes publicam e anunciam, e entrevistas ou questionários com clientes. A torrefação descobre, por exemplo, que há muita busca por "como fazer café coado" e "diferença entre moagens", e que os compradores recorrentes são pessoas que já têm moedor em casa.

Com a pesquisa em mãos, escreve-se o plano: objetivo em número e prazo, persona, canais, calendário, verba e indicadores. Um objetivo utilizável seria "chegar a 300 pedidos por mês em seis meses, com custo por pedido de até R$ 25". O plano também define como cada ação será medida, antes de qualquer coisa ir ao ar. Sem essa definição, a última etapa do ciclo fica sem dados.

É a preparação da estrutura. O site precisa carregar rápido e funcionar bem no celular, as páginas de produto precisam de boas fotos e descrições, a medição de conversões tem de estar instalada, as ferramentas de e-mail e de CRM configuradas. Na torrefação, entra aqui a criação de uma página de assinatura mensal e de um guia de moagens para oferecer em troca do e-mail. A produção executa o que o planejamento desenhou, e um site lento ou um checkout confuso desperdiçam tudo o que vem depois.
A empresa passa a publicar conteúdo para a persona: artigos de blog otimizados para busca, vídeos, posts, páginas de perguntas frequentes. O conteúdo responde às dúvidas levantadas na pesquisa, de modo que o artigo sobre café coado e o vídeo comparando moagens entram na pauta. Vale distribuir os temas pelo funil, com conteúdo para quem está aprendendo, para quem compara opções e para quem já quer comprar. Temos um guia sobre como produzir conteúdo de qualidade.

Conteúdo publicado precisa ser distribuído. Entram os anúncios no Google Ads e no Meta Ads, o e-mail marketing para a base, as parcerias com criadores de conteúdo e as campanhas com oferta e prazo. A torrefação anuncia a assinatura para quem visitou a loja e não comprou e impulsiona o vídeo das moagens para pessoas interessadas em café. Na proposta original, a promoção é pensada para dar o empurrão inicial, deixando a etapa seguinte fazer o resto.
É o boca a boca em versão digital: clientes que avaliam, comentam, compartilham e indicam. A empresa não controla isso, mas pode facilitar. Pedir avaliação depois da entrega, responder a todas as avaliações, criar um programa de indicação e cuidar do pós-venda são as ações práticas. Um pacote que chega amassado e sem resposta do atendimento também se propaga, na direção contrária.
A comunicação deixa de ser igual para todos. Com os dados do CRM e da ferramenta de e-mail, a base é segmentada por comportamento. Quem comprou café em grãos recebe conteúdo sobre moagem, quem comprou cápsula recebe outra sequência, e quem não compra há sessenta dias recebe um lembrete com sugestão baseada no último pedido. O mesmo vale para anúncios de remarketing. A LGPD exige que o cliente saiba como os dados são usados e possa sair da lista a qualquer momento. Sobre interação nas redes, veja como aumentar o engajamento nas redes sociais.

A última etapa mede o resultado contra as metas do planejamento. Os indicadores mais usados são taxa de conversão, custo por lead, custo de aquisição de cliente, tíquete médio e retorno sobre o investimento. A leitura dos números mostra o que manter e o que cortar. Se a torrefação descobre que os assinantes vêm quase todos do e-mail e quase nenhum do vídeo impulsionado, a verba muda de lugar e a pesquisa da rodada seguinte vai investigar por quê.
Algumas orientações para quem vai aplicar o método pela primeira vez:
O método tem limites que convém conhecer. Ele foi desenhado quando o alcance gratuito nas redes sociais era bem maior, e hoje a propagação espontânea raramente sustenta uma operação sem mídia paga contínua. Também não entra em detalhes sobre vendas consultivas, com vendedor e negociação longa. Use os 8 Ps como roteiro para não esquecer nenhuma etapa e adapte o peso de cada uma ao seu negócio. Para a parte de medição, que costuma ser a mais difícil de montar sozinho, a Post Digital tem um serviço de inteligência de dados aplicada ao marketing.
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