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O que é um playbook de marketing e para que serve

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Em resumo

Playbook de marketing é o documento que registra como a empresa executa cada atividade de marketing: quem faz, em que ordem, com quais ferramentas e como saber que ficou pronto. Serve para treinar quem chega, manter o padrão quando alguém sai de férias e evitar que o conhecimento fique na cabeça de uma pessoa só.

Playbook de marketing é um manual de operação. Ele descreve, passo a passo, como a empresa executa as atividades de marketing que se repetem: quem é o responsável, o que dispara a tarefa, quais ferramentas entram, em quanto tempo ela precisa sair e como conferir que ficou certa. O nome vem do esporte americano, em que o livro de jogadas reúne o que o time ensaiou para cada situação da partida.

Na prática, ele serve para três coisas: treinar quem acabou de chegar, manter o padrão quando o responsável está ausente e tirar o conhecimento da cabeça de uma pessoa só. Uma empresa pequena sente a falta dele no dia em que o analista que cuidava das campanhas pede demissão e ninguém sabe onde estão os acessos, qual era a rotina de conferência do orçamento ou por que aquele público foi excluído dos anúncios.

O que entra em um playbook

O que é um Playbook em Marketing?

Um playbook é feito de processos, e cada processo descrito costuma ser chamado de play. O formato pode ser texto, vídeo com gravação de tela ou os dois juntos. O que importa é que cada play responda às mesmas perguntas, sempre na mesma ordem, para que a pessoa encontre a informação sem precisar ler tudo.

CampoO que registrarExemplo: lead novo vindo do formulário do site
GatilhoO que faz a tarefa começarFormulário de orçamento preenchido
ResponsávelCargo, e quem cobre na ausênciaPré-vendas; na falta, o gerente comercial
PrazoTempo máximo para executarPrimeiro contato em até 15 minutos no horário comercial
PassosSequência numerada, com telas ou vídeoConferir dados no CRM, ligar, registrar o resultado, mandar mensagem se não atender
FerramentasSistemas e onde ficam os acessosCRM, WhatsApp da empresa, modelo de mensagem
Critério de prontoComo saber que terminouLead com etapa atualizada e próxima tarefa agendada

Repare que o exemplo traz número. "Responder rápido" não orienta ninguém, enquanto "em até 15 minutos" permite cobrar e medir. O mesmo vale para os outros processos: frequência de conferência das campanhas, quantas revisões um texto recebe antes de ser publicado, em que dia do mês sai o relatório.

Quando vale a pena escrever um

Quando usar um playbook?

Nem tudo precisa virar playbook. Tarefa que acontece uma vez por ano e muda a cada edição dificilmente compensa o esforço de documentar. Os melhores candidatos são os processos que acontecem toda semana, os que dão prejuízo quando saem errados e os que só uma pessoa sabe fazer.

Alguns sinais de que chegou a hora:

  • a mesma dúvida é respondida várias vezes por mês no chat interno;
  • cada vendedor aborda o lead de um jeito e ninguém sabe qual abordagem converte melhor;
  • o gestor gasta a primeira semana de todo contratado explicando as mesmas rotinas;
  • um fornecedor ou agência novo demora semanas para entender como a empresa aprova peças e libera verba;
  • erros repetidos, como campanha publicada sem parâmetro de rastreamento ou e-mail disparado para a lista errada.

O playbook também funciona para fora. Agências e prestadores de serviço costumam entregar ao cliente novo um material curto explicando como aprovar posts, como enviar acessos e a quem recorrer em cada situação. Isso encurta o começo do projeto, que é a fase em que mais se perde tempo com idas e vindas.

Como montar o primeiro

Comece pequeno. A tentativa de documentar a operação inteira de uma vez costuma morrer no terceiro processo, porque quem escreve também precisa trabalhar. Escolha um único processo, o que mais dói hoje, e siga esta ordem:

  1. Peça para quem executa escrever. O gestor sabe como o processo deveria ser. Quem faz todo dia sabe como ele é, com os atalhos e as exceções.
  2. Grave a tela. Para rotinas dentro de ferramentas, um vídeo de cinco minutos com narração substitui páginas de texto e é mais rápido de produzir.
  3. Teste com alguém de fora. Entregue o material a uma pessoa que nunca fez a tarefa e observe onde ela trava. Cada dúvida aponta um passo que estava só na cabeça de quem escreveu.
  4. Defina um dono e uma data de revisão. Processo sem dono fica desatualizado na primeira mudança de ferramenta.
  5. Guarde tudo em um lugar só, com busca. Pode ser uma pasta compartilhada, uma wiki ou a base de conhecimento do sistema que a empresa já usa.

Depois do primeiro, os próximos saem mais rápido porque o modelo está pronto. Em marketing, a ordem que costuma dar retorno mais cedo é: atendimento ao lead, rotina de acompanhamento das campanhas pagas, produção e aprovação de conteúdo, relatório mensal. Se o atendimento ao lead ainda depende de planilha e memória, o playbook vai expor isso, e o passo seguinte costuma ser a estruturação do CRM para que as etapas escritas existam também no sistema.

Erros que fazem o playbook ser ignorado

O mais comum é escrever o processo ideal e não o real. Se o documento diz que todo lead recebe ligação em 15 minutos e a equipe só consegue em duas horas, as pessoas percebem a distância e param de consultar o material. Registre o que acontece hoje e melhore depois, com o processo já visível.

O segundo é o excesso de detalhe. Um play de doze páginas não é lido. Se a descrição passou de uma página, provavelmente são dois processos misturados.

O terceiro é tratar o playbook como projeto concluído. Ferramentas mudam de tela, a equipe muda de tamanho, a empresa troca de CRM. Uma revisão a cada trimestre, de meia hora por processo, mantém o material confiável. Sem ela, em um ano a equipe volta a perguntar tudo no chat, e o documento vira um arquivo que ninguém abre.

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