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O que é o Planejador de Palavras-Chave do Google e como usar

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Em resumo

O Planejador de Palavras-Chave do Google é a ferramenta gratuita do Google Ads que mostra quantas vezes um termo é buscado por mês, o nível de disputa entre anunciantes e a faixa de lance para aparecer no topo da página. Serve para escolher as palavras de uma campanha e também para pautar conteúdo de SEO. Para usar, basta ter uma conta no Google Ads.

O Planejador de Palavras-Chave do Google é uma ferramenta gratuita que fica dentro do Google Ads. Você informa um termo ou o endereço de um site e ela devolve uma lista de buscas relacionadas, com a média de pesquisas por mês, o grau de disputa entre anunciantes e a faixa de lance cobrada para aparecer no topo dos resultados. Com isso dá para decidir quais palavras entram em uma campanha e quanto reservar de verba antes de gastar o primeiro real.

O que é Planejador de Palavras-Chaves do Google?

Como acessar

É preciso ter uma conta no Google Ads. O planejador fica no menu de ferramentas, na parte de planejamento. Na criação de uma conta nova, o Google conduz você a montar uma primeira campanha; dá para pausá-la logo em seguida e ficar apenas com a ferramenta.

Há um detalhe que confunde quem está começando. Contas sem campanha ativa veem o volume de buscas em faixas largas, do tipo "1 mil a 10 mil". Os números mais precisos aparecem para contas que estão anunciando.

As duas funções da ferramenta

A primeira se chama Descobrir novas palavras-chave. Você digita alguns termos que descrevem o produto, ou cola o endereço do seu site ou de um concorrente, e recebe sugestões. É a função para quem ainda não sabe como o público pesquisa.

A segunda é Ver volume de pesquisas e previsões. Aqui você já chega com a lista pronta, e a ferramenta estima cliques, impressões e custo para um determinado orçamento. Serve para dimensionar a campanha.

Nas duas, ajuste primeiro o local e o idioma. Uma clínica que atende em Campinas não tem o que fazer com o volume de buscas do Brasil inteiro.

Como ler os resultados

ColunaO que mostraComo usar
Média de pesquisas mensaisQuantas vezes o termo e suas variações próximas foram buscados por mês, no local e no período escolhidosEstimar o tamanho da demanda
Variação em três meses e ano a anoSe a procura está subindo ou caindoIdentificar sazonalidade e termos em alta
ConcorrênciaBaixa, média ou alta, conforme a quantidade de anunciantes dando lance no termoPrever a disputa no leilão
Lance na parte superior da página (faixa baixa e faixa alta)Quanto os anunciantes pagaram por clique para aparecer no topoCalcular a verba necessária

Dois cuidados na leitura. A coluna de concorrência mede a disputa entre quem paga por anúncio e nada informa sobre a dificuldade de aparecer no resultado orgânico. E o planejador agrupa variações parecidas: singular, plural e erros de digitação comuns recebem o mesmo número, então somar as linhas infla a demanda.

Um exemplo do começo ao fim

Pense em uma clínica de fisioterapia em Campinas que vai anunciar no Google pela primeira vez. A dona digita "fisioterapia" na função de descoberta, com o local ajustado para a cidade.

A lista traz termos de três tipos. Há buscas de quem procura atendimento, como "fisioterapia para coluna", "fisioterapeuta a domicílio" e "pilates clínico". Há buscas de quem quer outra coisa, como "faculdade de fisioterapia", "curso de fisioterapia" e "salário de fisioterapeuta". E há termos amplos, como a própria palavra "fisioterapia", em que as duas intenções se misturam.

O primeiro grupo vira a lista da campanha. O segundo vira a lista de palavras negativas, aquelas para as quais o anúncio não deve aparecer. Sem esse cuidado, boa parte da verba iria para cliques de estudantes.

Falta a conta. Se os termos escolhidos têm lance em torno de R$ 3 e a clínica quer cerca de 300 visitas por mês, o ponto de partida é uma verba de R$ 900. O número é uma estimativa para começar, e o custo real depende da qualidade do anúncio e da página de destino. Quem ainda está entendendo o modelo pode ler antes o nosso artigo sobre links patrocinados.

O planejador também serve para SEO

A ferramenta foi feita para anunciantes, mas a média de pesquisas mensais ajuda a decidir sobre o que escrever. Termos em formato de pergunta, com volume menor e intenção clara, rendem bons temas de artigo. Só não use a coluna de concorrência para avaliar se dá para ranquear: ela fala do leilão de anúncios.

Limites e complementos

Os números são estimativas, arredondadas e baseadas em histórico. Buscas muito específicas, que somadas costumam trazer boa parte das vendas, aparecem com volume baixo ou sem dado nenhum. Por isso o planejador funciona melhor acompanhado de outras fontes:

  • O Google Trends mostra a curva de interesse ao longo do ano e compara termos entre si.
  • O Search Console lista as buscas que já trazem visitas orgânicas ao seu site, com posição média e cliques.
  • O relatório de termos de pesquisa, dentro do Google Ads, revela o que as pessoas digitaram de fato antes de clicar no seu anúncio.
  • Ferramentas pagas, como Semrush e Ahrefs, estimam a dificuldade no resultado orgânico e mostram por quais palavras os concorrentes aparecem.

Desses quatro, o relatório de termos de pesquisa é o que mais corrige o planejamento. Depois de duas ou três semanas de campanha no ar, abra o relatório e compare com a lista original. Sempre aparecem buscas que ninguém previu e que merecem entrar, e outras tantas que devem ser negativadas. É a rotina que a gente segue na gestão de tráfego pago: o planejador dá a hipótese, e os termos reais dizem onde a verba está indo.

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