SEO para médicos
Como um consultório ou clínica aparece no Google: Perfil da Empresa, páginas por especialidade, conteúdo assinado e o que o CFM permite.
As meta tags que valem o seu tempo são a title, a meta description, a meta robots, a viewport e as tags Open Graph. A title ajuda no posicionamento; a description e as Open Graph influenciam o clique; a robots controla o que entra no índice do Google. A meta keywords é ignorada pelo Google há muitos anos e pode ser deixada em branco.
Meta tags são linhas de código que ficam no cabeçalho do HTML de uma página, dentro da seção head. O visitante não as vê no corpo da página. Quem lê são os buscadores, as redes sociais e os aplicativos de mensagem, que usam essas informações para decidir como mostrar a página e, em alguns casos, se devem mostrá-la.
Cinco delas merecem atenção hoje. A tabela resume o papel de cada uma, e os detalhes vêm em seguida.
| Tag | Onde aparece | O que ela muda |
|---|---|---|
| title | Aba do navegador e título do resultado na busca | Posicionamento e taxa de clique |
| meta description | Texto abaixo do título no resultado da busca | Taxa de clique |
| meta robots | Não aparece | Se a página entra ou não no índice do buscador |
| viewport | Não aparece | Como a página se ajusta à tela do celular |
| Open Graph | Prévia do link no WhatsApp, Facebook, LinkedIn e outros | Aparência do link compartilhado |

Tecnicamente a title é uma tag própria, e não uma meta tag, mas entra em toda lista porque é a mais influente do cabeçalho. É o texto azul clicável do resultado de busca e um dos sinais que o Google usa para entender o assunto da página.
Escreva uma title diferente para cada página, com a palavra-chave principal perto do começo e o nome da marca no fim. Algo como "Aluguel de andaimes em Campinas | Locadora Silva". O Google corta títulos longos na tela de resultados; mantendo o texto em torno de 60 caracteres, ele costuma aparecer inteiro. O buscador também pode reescrever o título por conta própria quando julga que o seu não descreve bem a página, o que acontece mais com títulos genéricos ("Home", "Produtos") ou recheados de palavra-chave repetida.
É o resumo de uma ou duas linhas exibido abaixo do título. O Google já afirmou que não usa a description como fator de posicionamento. O trabalho dela é outro: convencer quem está vendo dez resultados a clicar no seu.
Uma description útil diz o que a pessoa encontra na página e dá um motivo para entrar. Compare "Bem-vindo ao site da Locadora Silva, a melhor da região" com "Andaimes tubulares e fachadeiros com entrega no mesmo dia em Campinas e região. Peça orçamento pelo WhatsApp". A segunda responde à busca de quem precisa do equipamento amanhã cedo.
Fique em até 155 ou 160 caracteres para reduzir o risco de corte. Quando a página não tem description, ou quando o Google entende que um trecho do conteúdo responde melhor à busca feita, ele monta o resumo sozinho com pedaços do texto. Isso é normal e acontece com frequência, então a description bem escrita é uma sugestão forte, sem garantia de exibição.
Essa tag dá instruções aos robôs de busca sobre o que fazer com a página. Sem ela, o comportamento padrão é indexar a página e seguir os links, de modo que você só precisa declará-la quando quer restringir algo. As diretivas mais usadas:
O noindex serve para páginas que precisam existir e não têm por que receber visita da busca: a página de agradecimento depois de um formulário, resultados da busca interna, o carrinho, ambientes de teste.
Dois cuidados evitam os acidentes mais comuns. O primeiro: para o noindex funcionar, o robô precisa conseguir ler a página. Se ela estiver bloqueada no arquivo robots.txt, o Google nunca chega a ver a instrução e o endereço pode continuar aparecendo na busca. O segundo é o inverso, e já vimos acontecer em mais de um projeto. O site novo é desenvolvido com noindex em todas as páginas, para não ser indexado antes da hora, e vai ao ar com a tag ainda lá. As visitas orgânicas despencam em poucas semanas e ninguém entende o motivo. Conferir a meta robots deve estar na lista de publicação de qualquer site.
A meta viewport informa ao navegador do celular que a página deve se ajustar à largura da tela. Sem ela, o aparelho exibe a versão de computador em miniatura e o visitante precisa dar zoom para ler. Como o Google avalia os sites pela versão para celular, uma página sem viewport começa em desvantagem. Temas e construtores atuais já incluem essa tag; vale conferir em sites antigos ou feitos sob medida.
Quando alguém cola o link do seu site no WhatsApp, no LinkedIn ou no Facebook, a prévia com imagem, título e descrição é montada a partir das tags Open Graph. As quatro básicas são og:title, og:description, og:image e og:url. O X tem um conjunto próprio de tags para os seus cards e, na falta delas, recorre às Open Graph.
Elas não mexem no posicionamento do Google. O ganho está no clique: um link compartilhado sem imagem, ou com o logotipo cortado ao meio, passa batido em um grupo de WhatsApp. Para uma loja virtual, em que o cliente manda o link do produto para alguém antes de comprar, a foto certa na prévia faz diferença visível. Defina uma imagem específica para cada página importante, em formato horizontal e com tamanho suficiente para não ficar borrada.

A meta keywords nasceu quando os buscadores não conseguiam identificar sozinhos o tema de um texto, e o dono do site listava ali as palavras-chave da página. Como qualquer um podia escrever o que quisesse, a tag virou ferramenta de manipulação, com listas enormes de termos sem relação com o conteúdo. O Google declarou publicamente, em 2009, que não a utiliza no ranqueamento da busca.
Preencher esse campo hoje é tempo perdido, com um efeito colateral: qualquer concorrente que abrir o código-fonte vê a lista de termos que você está tentando disputar. Se o seu sistema tem o campo, deixe vazio. O trabalho de escolher os termos continua valendo, só que aplicado ao título, aos subtítulos e ao texto, como explicamos no artigo sobre como definir palavras-chave para SEO.
Para ver, abra a página, clique com o botão direito, escolha exibir código-fonte e procure por <title e <meta. Para editar, quase todo gerenciador de conteúdo oferece campos de título e descrição de SEO em cada página, de forma nativa ou por plugin, sem necessidade de mexer em código. As Open Graph costumam ficar na mesma tela.
Depois de publicar, a ferramenta de inspeção de URL do Google Search Console mostra se a página pode ser indexada e acusa um noindex esquecido. Para as prévias de compartilhamento, a Meta e o LinkedIn têm depuradores de link que exibem como o cartão vai aparecer e forçam a atualização da imagem quando você troca.
Se o tempo for curto, a ordem de prioridade é esta: confirmar que nenhuma página importante está com noindex, reescrever title e description das dez páginas que mais recebem impressões na busca e, por último, acertar as imagens de compartilhamento. Meta tags bem preenchidas não compensam conteúdo raso nem site lento, que pesam muito mais no trabalho de SEO. Elas garantem que uma página boa seja apresentada do jeito certo quando aparecer.
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