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Os 5 principais erros nas redes sociais

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Em resumo

Os cinco erros mais comuns de empresas nas redes sociais são publicar sem acompanhar o resultado, usar o perfil só para anunciar produto, aplicar hashtags sem critério, mudar de tom e de visual a cada post e medir sucesso por número de seguidores. Todos têm a mesma origem: postar sem saber para quem e para quê. A correção começa por revisar o que já foi publicado.

Os cinco erros que mais vemos em perfis de empresas são estes: publicar e não acompanhar o resultado, usar a rede só como vitrine de produto, aplicar hashtags sem critério, mudar de tom e de visual a cada post e medir sucesso por quantidade de seguidores. Nenhum deles derruba um perfil sozinho. Juntos, explicam por que tanta empresa posta três vezes por semana há anos e não consegue apontar uma venda que tenha vindo dali.

1. Publicar e não acompanhar

O post vai ao ar e ninguém volta para ver o que aconteceu. Esse erro tem duas faces.

A primeira é a revisão. Erro de português, preço desatualizado, link que não abre e imagem cortada passam porque não existe uma segunda pessoa lendo antes de publicar. Um cardápio com o valor antigo gera discussão no balcão. Resolver custa cinco minutos de alguém que não escreveu o texto.

A segunda é o resultado. Todas as redes mostram, de graça, alcance, salvamentos, compartilhamentos, cliques no link e visitas ao perfil de cada publicação. Quem olha esses números uma vez por mês percebe padrões rápido: o vídeo curto mostrando o serviço sendo feito vai bem, a arte com frase motivacional some. Formato que funcionava há seis meses e parou de funcionar pede troca, e só dá para saber disso comparando.

Entra aqui também o comentário e a mensagem sem resposta. Pergunta de preço que fica dois dias parada é venda entregue ao concorrente que respondeu em vinte minutos.

2. Usar as redes sociais somente como forma de publicidade

Usar as redes sociais somente como forma de publicidade

Abra o perfil e conte os últimos doze posts. Se dez são foto de produto com preço e "peça já o seu", o perfil virou um panfleto, e as pessoas tratam panfleto do jeito que sempre trataram.

Quem segue uma empresa quer alguma coisa em troca da atenção: aprender a usar o que comprou, ver como é feito, resolver uma dúvida, rir. Uma loja de tintas que ensina a calcular quantos litros cabem numa parede de 12 m² é lembrada na hora da obra. A oferta continua existindo, só que aparece entre conteúdos que a pessoa escolheria ver. Não há proporção oficial entre conteúdo e oferta; o que os números costumam mostrar é que o perfil que só vende perde alcance post a post. Se faltam ideias, o artigo sobre como produzir conteúdo de qualidade ajuda a montar a pauta.

3. Utilizar as hashtags de forma errada

Utilizar as hashtags de forma errada

Dois exageros convivem. De um lado, a legenda com trinta hashtags genéricas, de #amor a #instagood, que não descrevem o post e disputam espaço com milhões de publicações. Do outro, a hashtag inventada para parecer moderna, que ninguém vai procurar.

A hashtag hoje serve para classificar o assunto. Instagram e TikTok passaram a ler as palavras da legenda e do próprio vídeo para decidir a quem mostrar o conteúdo, então uma legenda bem escrita faz mais pelo alcance do que uma fileira de tags. Três a cinco, específicas, bastam: #marcenariasobmedida e #moveisplanejadoscampinas descrevem o post, enquanto #decor serve para qualquer coisa. Hashtag própria vale quando existe uma campanha ou um evento e você quer reunir o que os clientes publicam. Temos um guia só sobre como usar hashtags em cada rede.

4. Não obedecer a um padrão de comunicação

Padrão aqui quer dizer que qualquer post, visto sem o nome do perfil, seja reconhecido como da empresa. Isso se perde quando cada publicação é feita por uma pessoa diferente, num aplicativo diferente, com o humor do dia: segunda-feira um meme, terça um comunicado em tom de ofício, quarta uma arte com outra fonte e outra cor.

Uma página de regras costuma resolver. Nela cabem as cores e as fontes, o tratamento (você ou senhor, com ou sem emoji), os assuntos de que a empresa fala e os que evita, e o jeito de responder a uma reclamação. Quem publica consulta a página; quem entra na equipe recebe a página no primeiro dia.

5. Só pensar em quantidade

Quantidade de seguidores e quantidade de posts são os dois números mais fáceis de aumentar e os que menos dizem sobre o negócio.

Seguidor conquistado em sorteio de celular some depois do sorteio ou fica sem interagir, o que ensina o algoritmo que o seu conteúdo interessa pouco. Uma clínica veterinária com 2.000 seguidores do próprio bairro tem mais clientes possíveis no perfil que outra com 20.000 espalhados pelo país. Com o volume de posts acontece algo parecido: publicar todo dia sem ter o que dizer enche o perfil de conteúdo fraco e consome o tempo que faria um post bom por semana.

Troque as perguntas. Em vez de quantos seguidores entraram, quantas pessoas da região ou do perfil certo passaram a seguir. Em vez de quantos posts saíram, quantos geraram mensagem, clique ou visita à loja. Saber em que dias e horários o seu público está ativo ajuda a aproveitar melhor cada publicação.

Por onde começar a corrigir

Separe os últimos vinte posts e anote, para cada um, o alcance, as interações e se era oferta ou conteúdo. Em meia hora dá para ver qual dos cinco erros pesa mais no seu caso. Corrija esse primeiro e repita o levantamento no mês seguinte.

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