SEO para médicos
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O melhor horário para postar é aquele em que os seus seguidores estão usando a rede, e isso muda de uma conta para outra. As tabelas prontas com horário por rede envelhecem rápido e ignoram o seu público. O caminho é consultar os dados de audiência que cada plataforma oferece, escolher duas ou três faixas e testar por algumas semanas, comparando o resultado dos posts.

O melhor horário para postar é aquele em que os seus seguidores estão com a rede aberta. Parece resposta de quem foge da pergunta, mas é a única honesta: o público de uma hamburgueria olha o Instagram às 18h pensando no jantar, e o de um escritório de contabilidade abre o LinkedIn de manhã, entre uma reunião e outra. Uma tabela única para os dois erra com pelo menos um deles.
Este artigo já trouxe uma tabela dessas, com horário de pico por rede. Tiramos. Aqueles números vinham de levantamentos feitos com contas de outros países, em uma época em que os feeds mostravam os posts em ordem cronológica. Hoje a ordem é decidida por recomendação, e um post pode continuar aparecendo dois dias depois de publicado.
Faz, só que menos do que fazia. As plataformas costumam mostrar um post novo primeiro a uma parte dos seguidores e ampliar a distribuição conforme a reação desse primeiro grupo. Se você publica quando quase ninguém do seu público está online, esse primeiro empurrão sai fraco. Publicar na hora certa não salva um conteúdo ruim, mas publicar na hora errada pode esconder um bom.
Para quem impulsiona o post ou roda campanha, o raciocínio muda. O anúncio é entregue ao longo do dia inteiro, dentro do orçamento, e o relógio da publicação quase não pesa. Se a maior parte do seu alcance é paga, vale gastar a energia na segmentação e no criativo, assunto do nosso trabalho de gestão de tráfego pago.
Quase toda rede entrega esse dado de graça para contas comerciais. Os nomes dos menus mudam com frequência, então procure sempre pela área de público ou de seguidores.
Gravamos um vídeo mostrando esse caminho na página do Facebook. A tela mudou bastante desde a gravação, mas o raciocínio de leitura do gráfico é o mesmo.
Um cuidado ao ler esses gráficos: eles mostram quando os seguidores estão online, o que é diferente de quando eles reagem ao seu conteúdo. Muita gente rola o feed no ônibus às 7h30 e só comenta ou clica à noite, no sofá. O gráfico dá as faixas candidatas. Quem decide é o teste.
Escolha duas ou três faixas a partir do gráfico de audiência. Durante quatro semanas, alterne os posts entre elas, mantendo parecido todo o resto, principalmente o formato e o tema. Se o vídeo sempre sai às 12h e a foto de produto sempre às 19h, você vai medir a diferença entre vídeo e foto achando que mediu horário.
Um exemplo de calendário para uma loja de roupas que publica três vezes por semana:
| Semana | Segunda | Quarta | Sexta |
|---|---|---|---|
| 1 | 12h | 18h30 | 21h |
| 2 | 18h30 | 21h | 12h |
| 3 | 21h | 12h | 18h30 |
| 4 | 12h | 18h30 | 21h |
O rodízio serve para que cada horário passe por dias diferentes. No fim, compare o alcance e as interações de cada post nas primeiras 24 horas, agrupados por faixa. Use a mediana, e não a média, porque um único post que viraliza distorce a conta inteira. Com doze publicações o resultado é uma indicação, longe de ser prova. Se uma faixa ficar na frente com folga, adote e siga observando. Se as três empatarem, você descobriu que, para o seu público, o horário pesa pouco, e pode publicar quando for mais prático para a equipe.
Para escolher quais números acompanhar, temos um artigo sobre como mensurar resultados nas redes sociais.

O gráfico de audiência também mostra os dias. Em geral a diferença entre eles é menor que a diferença entre horários, com uma exceção previsível: negócios que vendem para outras empresas costumam ver a atividade cair no fim de semana, e negócios de lazer, alimentação e varejo veem o contrário.
Pense na rotina de quem compra de você. Um restaurante que publica o prato do dia às 15h perdeu o almoço. Uma escola de idiomas que fala com pais tende a ir melhor à noite, depois que as crianças dormem. Uma distribuidora que atende lojistas pode ter o melhor momento logo cedo, antes de o comércio abrir. Essas hipóteses entram no teste junto com as faixas do gráfico.

Na frequência, a regra é parecida com a do horário: nenhum número pronto serve. O limite real costuma ser a capacidade da equipe. Três posts bons por semana, mantidos por um ano, rendem mais que um post por dia durante um mês seguido de silêncio. Aumente a frequência só enquanto a qualidade se mantiver e o alcance médio por post não cair. Quando cai, os posts estão disputando a atenção do mesmo seguidor.
Stories e vídeos curtos aceitam um ritmo maior que o feed, porque somem rápido ou são consumidos em sequência. Artigos e posts longos no LinkedIn pedem intervalo.
O hábito do público muda. Férias escolares, horário de funcionamento novo, uma leva grande de seguidores vinda de uma campanha: tudo isso mexe no gráfico de audiência. Olhe os dados a cada três meses e repita o rodízio quando a faixa campeã começar a perder para as outras.
E não deixe o horário virar desculpa. Se os posts não geram resposta em nenhuma faixa, o problema está no conteúdo, e aí a leitura seguinte é sobre como aumentar o engajamento nas redes sociais.
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