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O que é nutrição de leads?

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Em resumo

Nutrição de leads é o envio programado de conteúdos a um contato que demonstrou interesse, mas ainda não está pronto para comprar. A sequência é disparada por uma ação dele, como baixar um material ou pedir orçamento, e tem um objetivo definido: levá-lo até a conversa com o vendedor ou até a compra. Costuma acontecer por e-mail e, cada vez mais, por WhatsApp, com uma ferramenta de automação ligada ao CRM.

Nutrir um lead é manter contato com ele entre o primeiro sinal de interesse e o momento da compra, enviando conteúdo que o ajude a decidir. A maior parte de quem preenche um formulário não compra no mesmo dia. Sem acompanhamento, esse contato esfria e, quando finalmente decide, lembra do concorrente que continuou aparecendo. Se o conceito de lead ainda não está claro, comece por o que é lead.

Nutrição de leads

A diferença para a newsletter está no disparo. A newsletter sai para a base inteira na mesma data. A nutrição é individual: cada contato entra na sequência no dia em que fez a ação e recebe as mensagens contadas a partir dali.

Quando a nutrição compensa

Ela rende mais em vendas que levam tempo: software, curso, consórcio, reforma, serviço B2B. Nesses casos o comprador pesquisa por semanas, e uma sequência bem feita responde às dúvidas na ordem em que elas aparecem. Em compra por impulso e de valor baixo, um ou dois lembretes de carrinho abandonado bastam.

O ganho prático aparece na equipe comercial. Em vez de ligar para todo mundo que baixou um e-book, o vendedor fala com quem abriu a mensagem de preços, clicou no caso de cliente e pediu demonstração. Menos ligações, com gente mais disposta a ouvir.

Os tipos de fluxo mais comuns

  • Boas-vindas: para quem acabou de entrar na base. Apresenta a empresa e os melhores conteúdos.
  • Por interesse: disparado pelo tema do material baixado ou da página visitada.
  • Pós-orçamento: para quem pediu proposta e não respondeu.
  • Reativação: para contatos parados há meses.
  • Pós-venda: orienta o uso do produto e prepara a recompra ou a indicação.

Como montar um fluxo de nutrição

Objetivo

Um fluxo, um objetivo. "Agendar uma demonstração" é um objetivo. "Educar o mercado" é vago demais para se medir. Quando o lead cumpre o objetivo, ele sai do fluxo; continuar mandando e-mail de convencimento para quem já agendou a reunião é um erro frequente.

Gatilho

É a ação que coloca o contato na sequência: preencher um formulário, baixar um material, visitar a página de preços, ficar 90 dias sem interagir. O gatilho informa o que a pessoa quer naquele momento, e o primeiro e-mail deve conversar com isso.

Cadência

Para a maioria dos negócios, de quatro a seis mensagens em três ou quatro semanas é um bom ponto de partida. O primeiro envio sai na hora, enquanto o interesse está fresco. Os seguintes vão se espaçando. Um exemplo para uma escola de idiomas que oferece um teste de nível:

QuandoMensagemPara quê
Na horaResultado do teste e o que ele significaEntregar o prometido
Dia 2Como é uma aula, em vídeo curtoMostrar o método
Dia 5História de um aluno que começou no mesmo nívelDar prova
Dia 9Dúvidas comuns sobre horários, valores e contratoTirar objeções
Dia 14Convite para aula experimentalPedir a ação

Conteúdo

Cada mensagem trata de um assunto e tem um link principal. O texto é curto, escrito como uma pessoa escreveria para outra, com remetente de nome próprio. A ordem costuma ir do problema para a solução e da solução para a oferta; os materiais do final da sequência são os de decisão, como comparativos, casos e demonstrações, tema do artigo sobre conteúdo de fundo de funil.

Qualificação

Enquanto o fluxo roda, a ferramenta registra quem abriu, clicou e voltou ao site. Esses sinais alimentam o lead scoring, a pontuação que indica quando avisar o vendedor. Combine com o time comercial qual pontuação ou qual ação dispara o aviso, e em quanto tempo o contato deve ser abordado.

Ferramentas de automação

Quais ferramentas de automação utilizar

RD Station Marketing, HubSpot, ActiveCampaign e Mailchimp estão entre as opções comuns para pequenas e médias empresas no Brasil. Todas montam fluxos com gatilho, espera e condição ("se clicou, envie A; se não clicou, envie B"). Na escolha, três perguntas pesam mais que a lista de recursos: a ferramenta conversa com o CRM que o time de vendas usa? O preço cresce de que forma conforme a base aumenta? Alguém da equipe vai conseguir operá-la sem depender de fornecedor?

Para sequências por WhatsApp, é preciso usar a API oficial por meio de uma plataforma de atendimento, e o contato tem de ter autorizado o recebimento.

Métricas para avaliar o fluxo

A taxa de abertura perdeu confiabilidade desde 2021, quando o aplicativo Mail da Apple passou a carregar as mensagens automaticamente e a registrar aberturas que não aconteceram. Ela ainda serve para comparar dois assuntos de e-mail entre si, mas não para decidir sozinha se o fluxo vai bem.

A taxa de cliques mostra se o conteúdo interessou. A taxa de descadastro, quando sobe numa mensagem específica, aponta o envio que incomodou. A métrica que decide é a conversão: de cada cem pessoas que entraram no fluxo, quantas cumpriram o objetivo. Se um fluxo recebeu 400 leads no trimestre e 28 agendaram demonstração, a conversão é de 7%. É esse número que se tenta melhorar ao mexer em cadência e conteúdo, uma mudança por vez.

Erros que estragam a nutrição

Enviar para quem não pediu é o primeiro. Lista comprada gera denúncia de spam, derruba a reputação do domínio e contraria a LGPD, que exige base legal para o tratamento de dados pessoais. Todo e-mail precisa de um link de descadastro que funcione com um clique.

O segundo é técnico. Gmail e Yahoo exigem que remetentes de grande volume autentiquem o domínio com SPF, DKIM e DMARC. Sem isso, as mensagens vão para o spam ou são recusadas, e nenhum texto bom resolve.

O terceiro é tratar todo mundo igual: o cliente antigo recebendo o fluxo de quem nunca comprou, o lead que pediu orçamento de um serviço recebendo conteúdo de outro. Segmentar pelo gatilho e retirar do fluxo quem já converteu evita a maior parte desses casos.

Por último, montar e esquecer. Preço muda, produto sai de linha, link quebra. Vale reler cada fluxo ativo a cada três meses.

Se a empresa ainda não tem nenhum, o primeiro a construir é o de pós-orçamento. Ele fala com quem já demonstrou intenção de compra e costuma recuperar vendas que se perderiam por falta de retorno. Quando o gargalo é anterior, com leads espalhados em planilhas e sem histórico, o trabalho começa pela estruturação do CRM.

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