O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
O LinkedIn Ads atrai o público corporativo porque permite segmentar anúncios por cargo, função, setor, tamanho e até nome da empresa, dados que as pessoas mantêm atualizados no próprio perfil. As campanhas são criadas no Gerenciador de Campanhas, em formatos como conteúdo patrocinado, mensagens e formulários de geração de leads. O clique custa mais caro que em outras redes, por isso o canal compensa para vendas B2B de ticket alto.
Quem vende para empresas raramente precisa falar com muita gente. Precisa falar com o diretor financeiro de indústrias de médio porte, ou com gerentes de RH de empresas com mais de quinhentos funcionários. O LinkedIn é a rede em que dá para escrever esse recorte na segmentação do anúncio, porque cada usuário informa onde trabalha, em que cargo e há quanto tempo.
"LinkedIn Ads" é o apelido. O nome oficial da área é Soluções de Marketing do LinkedIn, e as campanhas são criadas no Gerenciador de Campanhas, a partir de uma conta de anúncios ligada à página da empresa.
Nas outras plataformas, o público B2B é inferido por comportamento. No LinkedIn ele é declarado. Os critérios mais usados são:
O ponto de partida é o perfil de cliente ideal (ICP). Se os melhores contratos da sua empresa são com redes de varejo de 200 a 1.000 funcionários, e quem assina é o diretor de operações, a segmentação já está quase escrita. Vale incluir os cargos que influenciam a compra, como o gerente que vai usar o produto no dia a dia.
Dois cuidados. Título de cargo varia muito de empresa para empresa, e combinar função com nível hierárquico costuma alcançar mais gente certa que listar títulos um a um. E público pequeno demais não tem entrega: se o recorte ficar com poucos milhares de pessoas, afrouxe um critério em vez de empilhar outro.
| Formato | Onde aparece | Quando usar |
|---|---|---|
| Conteúdo patrocinado (imagem, vídeo, carrossel, documento) | No feed, como uma publicação | Divulgar material, estudo, evento ou demonstração |
| Mensagens patrocinadas | Na caixa de mensagens do usuário | Convite direto e pessoal, como webinar ou reunião |
| Anúncios de texto | Na lateral, no computador | Manter presença com custo baixo |
| Anúncios dinâmicos | Na lateral, com foto e nome de quem vê | Ganhar seguidores para a página ou divulgar vaga |
Os anúncios de documento merecem atenção em B2B. O usuário folheia um PDF dentro do próprio feed, e você pode liberar as primeiras páginas e pedir o cadastro para o restante. Sobre vídeo, temos um artigo específico com formatos e dicas de vídeos no LinkedIn, e os demais tipos estão em formatos de anúncios no LinkedIn.
Quase todos podem ser combinados com o formulário de geração de leads. A pessoa clica e encontra um formulário já preenchido com nome, e-mail, empresa e cargo, puxados do perfil. Como ninguém precisa digitar nada no celular, a taxa de preenchimento costuma ser bem maior que a de uma landing page. O efeito colateral é que parte desses leads se cadastra por impulso, e por isso convém o time comercial qualificar antes de ligar.
O LinkedIn funciona por leilão, com orçamento diário ou total e cobrança por clique, por impressão ou por mensagem enviada, conforme o objetivo. O custo por clique é sensivelmente mais alto que o da Meta, com frequência várias vezes maior. O preço reflete a disputa por um público restrito e valioso.
A conta que decide se vale a pena parte do valor do contrato. Imagine uma empresa de software com ticket anual de R$ 40.000, que fecha um em cada vinte leads qualificados. Se cada lead qualificado sair por R$ 600 no LinkedIn, o custo de mídia por cliente fica em R$ 12.000, o que cabe na margem de um contrato desse tamanho que se renova. Já para um serviço de R$ 300 por mês sem fidelidade, a mesma campanha dá prejuízo. Os números são um exemplo, e o raciocínio serve para qualquer caso: calcule quanto você pode pagar por cliente antes de olhar o custo por clique.
O canal tende a render mais para empresas que já sabem descrever o cliente ideal e têm um processo comercial para atender os leads em poucas horas. Sem isso, o lead caro esfria na caixa de entrada.
O relatório do Gerenciador de Campanhas mostra a distribuição dos cliques por cargo, função, setor e empresa. É a primeira coisa a conferir depois de uma semana no ar. Se a campanha era para diretores e os cliques vêm de estagiários e consultores autônomos, corrija a segmentação e exclua esses perfis.
O custo por lead, sozinho, engana. O que importa é quantos desses leads viraram reunião e proposta, informação que só aparece quando o CRM guarda a origem de cada contato. Em vendas com ciclo de três a seis meses, uma campanha de LinkedIn pode parecer cara no primeiro mês e se pagar no quarto. Antes de pausar, olhe o funil inteiro.
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
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