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Como atrair o público corporativo com LinkedIn Ads

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Em resumo

O LinkedIn Ads atrai o público corporativo porque permite segmentar anúncios por cargo, função, setor, tamanho e até nome da empresa, dados que as pessoas mantêm atualizados no próprio perfil. As campanhas são criadas no Gerenciador de Campanhas, em formatos como conteúdo patrocinado, mensagens e formulários de geração de leads. O clique custa mais caro que em outras redes, por isso o canal compensa para vendas B2B de ticket alto.

Quem vende para empresas raramente precisa falar com muita gente. Precisa falar com o diretor financeiro de indústrias de médio porte, ou com gerentes de RH de empresas com mais de quinhentos funcionários. O LinkedIn é a rede em que dá para escrever esse recorte na segmentação do anúncio, porque cada usuário informa onde trabalha, em que cargo e há quanto tempo.

"LinkedIn Ads" é o apelido. O nome oficial da área é Soluções de Marketing do LinkedIn, e as campanhas são criadas no Gerenciador de Campanhas, a partir de uma conta de anúncios ligada à página da empresa.

A segmentação é o motivo para estar ali

Nas outras plataformas, o público B2B é inferido por comportamento. No LinkedIn ele é declarado. Os critérios mais usados são:

  • Empresa: setor de atuação, número de funcionários e nome da companhia. É possível subir uma lista de empresas-alvo, o que serve a estratégias de vendas por conta (ABM).
  • Cargo e função: o título exato ("gerente de compras"), a área (compras, finanças, TI) e o nível hierárquico (analista, gerente, diretor, sócio).
  • Formação e competências: habilidades listadas no perfil, cursos e grupos de que a pessoa participa.
  • Dados da sua empresa: visitantes do site, lista de contatos do CRM e quem interagiu com seus anúncios ou com a página.

O ponto de partida é o perfil de cliente ideal (ICP). Se os melhores contratos da sua empresa são com redes de varejo de 200 a 1.000 funcionários, e quem assina é o diretor de operações, a segmentação já está quase escrita. Vale incluir os cargos que influenciam a compra, como o gerente que vai usar o produto no dia a dia.

Dois cuidados. Título de cargo varia muito de empresa para empresa, e combinar função com nível hierárquico costuma alcançar mais gente certa que listar títulos um a um. E público pequeno demais não tem entrega: se o recorte ficar com poucos milhares de pessoas, afrouxe um critério em vez de empilhar outro.

Formatos de anúncio

FormatoOnde apareceQuando usar
Conteúdo patrocinado (imagem, vídeo, carrossel, documento)No feed, como uma publicaçãoDivulgar material, estudo, evento ou demonstração
Mensagens patrocinadasNa caixa de mensagens do usuárioConvite direto e pessoal, como webinar ou reunião
Anúncios de textoNa lateral, no computadorManter presença com custo baixo
Anúncios dinâmicosNa lateral, com foto e nome de quem vêGanhar seguidores para a página ou divulgar vaga

Os anúncios de documento merecem atenção em B2B. O usuário folheia um PDF dentro do próprio feed, e você pode liberar as primeiras páginas e pedir o cadastro para o restante. Sobre vídeo, temos um artigo específico com formatos e dicas de vídeos no LinkedIn, e os demais tipos estão em formatos de anúncios no LinkedIn.

Quase todos podem ser combinados com o formulário de geração de leads. A pessoa clica e encontra um formulário já preenchido com nome, e-mail, empresa e cargo, puxados do perfil. Como ninguém precisa digitar nada no celular, a taxa de preenchimento costuma ser bem maior que a de uma landing page. O efeito colateral é que parte desses leads se cadastra por impulso, e por isso convém o time comercial qualificar antes de ligar.

Quanto custa e para quem compensa

O LinkedIn funciona por leilão, com orçamento diário ou total e cobrança por clique, por impressão ou por mensagem enviada, conforme o objetivo. O custo por clique é sensivelmente mais alto que o da Meta, com frequência várias vezes maior. O preço reflete a disputa por um público restrito e valioso.

A conta que decide se vale a pena parte do valor do contrato. Imagine uma empresa de software com ticket anual de R$ 40.000, que fecha um em cada vinte leads qualificados. Se cada lead qualificado sair por R$ 600 no LinkedIn, o custo de mídia por cliente fica em R$ 12.000, o que cabe na margem de um contrato desse tamanho que se renova. Já para um serviço de R$ 300 por mês sem fidelidade, a mesma campanha dá prejuízo. Os números são um exemplo, e o raciocínio serve para qualquer caso: calcule quanto você pode pagar por cliente antes de olhar o custo por clique.

O canal tende a render mais para empresas que já sabem descrever o cliente ideal e têm um processo comercial para atender os leads em poucas horas. Sem isso, o lead caro esfria na caixa de entrada.

O que preparar antes da primeira campanha

  1. Uma página de empresa completa e ativa. O anúncio leva muita gente a visitá-la, e uma página abandonada depõe contra. Veja como aumentar o engajamento em perfis e Company Pages.
  2. A Insight Tag instalada no site, respeitando o consentimento de cookies, para medir conversões e criar públicos de visitantes.
  3. Uma oferta à altura do público. Diretor não preenche formulário por um e-book genérico. Funciona melhor o que resolve um problema do cargo: um estudo com dados do setor, uma calculadora, um diagnóstico, uma demonstração.
  4. A integração do formulário com o CRM, para o lead chegar ao vendedor no mesmo dia e a origem ficar registrada.

Como medir

O relatório do Gerenciador de Campanhas mostra a distribuição dos cliques por cargo, função, setor e empresa. É a primeira coisa a conferir depois de uma semana no ar. Se a campanha era para diretores e os cliques vêm de estagiários e consultores autônomos, corrija a segmentação e exclua esses perfis.

O custo por lead, sozinho, engana. O que importa é quantos desses leads viraram reunião e proposta, informação que só aparece quando o CRM guarda a origem de cada contato. Em vendas com ciclo de três a seis meses, uma campanha de LinkedIn pode parecer cara no primeiro mês e se pagar no quarto. Antes de pausar, olhe o funil inteiro.

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