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Vídeos no LinkedIn, dos formatos às dicas de produção

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Em resumo

No LinkedIn, vídeo funciona quando ensina algo ligado ao trabalho de quem assiste. Os formatos vão do comentário gravado no celular ao depoimento de cliente e à transmissão ao vivo. Publique o arquivo direto na rede, com legenda, em formato que funcione no celular e com o assunto anunciado nos primeiros segundos.

Vídeo no LinkedIn funciona quando ajuda a pessoa a trabalhar melhor. Quem abre a rede está com a cabeça em carreira, mercado e negócios, e reage a conteúdo que ensina algo aplicável, comenta uma mudança do setor ou mostra como uma empresa resolveu um problema. O vídeo de entretenimento que vai bem no Instagram costuma passar em branco ali.

Isso faz do LinkedIn o canal de vídeo mais interessante para empresas B2B. O público é menor que o de outras redes, mas inclui quem decide ou influencia a compra, e dá para segmentar por cargo, setor e tamanho de empresa.

Por que fazer vídeos no LinkedIn

Por que fazer vídeos no LinkedIn?

O primeiro motivo é a concorrência menor. A maior parte do que se publica na rede ainda é texto e imagem, e um vídeo bem-feito se destaca no feed.

O segundo é a confiança. Venda B2B envolve contrato longo e valor alto, e o comprador quer saber quem está do outro lado. Ver o especialista da empresa explicando um assunto, com rosto e voz, encurta a distância de um jeito que um artigo não consegue.

O terceiro é a rede de contatos dos funcionários. Quando alguém da equipe publica ou compartilha o vídeo no perfil pessoal, ele chega a conexões que a página da empresa não alcança. Em muitos casos, o perfil do sócio ou do diretor rende mais que a página. Tratamos dessa dinâmica no artigo sobre como aumentar o engajamento em perfis e páginas no LinkedIn.

Sete formatos, do mais simples ao mais elaborado

A lista abaixo foi apresentada por Michelle Schneider, então gerente de vendas e soluções de marketing do LinkedIn, em palestra na conferência CASE de 2018. Ela continua útil porque está ordenada por custo: dá para começar pelo primeiro item com um celular e subir a escada conforme o resultado aparece.

  1. Comentarista. Um profissional fala para a câmera sobre um tema do momento ou uma experiência de mercado. Um a dois minutos, gravado no celular. Só exige boa luz e som limpo.
  2. Entrevista. Duas ou mais pessoas conversam sobre um assunto específico. Pede um microfone para cada participante e alguma edição para cortar os trechos mornos.
  3. Webinar ou transmissão ao vivo. Permite aprofundar o tema e responder perguntas na hora. A rede tem recurso próprio de transmissão ao vivo e de eventos, e o conteúdo também pode ser feito em outra plataforma e divulgado no LinkedIn. Veja o que é webinar para entender a mecânica.
  4. Instrutivo. Demonstração de produto, explicação de um conceito, passo a passo de uma tarefa. É o formato que melhor atende quem usa a rede para aprender.
  5. Depoimento. Cliente, parceiro ou funcionário conta a própria experiência, sem entrevistador em cena.
  6. Experiência. Um registro mais completo de um evento, um projeto ou uma campanha, combinando imagens e falas de várias pessoas.
  7. Destaque. O mais próximo do filme publicitário, com produção profissional. Costuma ser usado em anúncios.

Para a maioria das empresas pequenas e médias, os formatos um, quatro e cinco dão conta do recado. Um diretor comentando uma mudança de legislação que afeta os clientes, um técnico mostrando como configurar o produto e um cliente contando o resultado já formam uma boa programação mensal.

Cinco cuidados na produção

Suba o arquivo direto na rede

As redes sociais, de modo geral, preferem manter o usuário dentro delas, e um link que leva para fora tende a ter menos distribuição do que um vídeo publicado na própria plataforma. Se o vídeo também está no YouTube, publique o arquivo no LinkedIn e deixe o link do canal para os comentários ou para o perfil.

Coloque legenda

Muita gente rola o feed no escritório ou no transporte, com o som desligado. Sem legenda, o vídeo é uma pessoa mexendo a boca.

Diga o assunto nos primeiros segundos

Nada de vinheta ou de "olá, tudo bem, hoje eu vou falar sobre". Comece pela promessa: "três erros no cálculo do frete que reduzem a margem do e-commerce". Quem se interessa fica, quem não se interessa sairia de qualquer jeito.

Pense no celular

Boa parte dos acessos vem do aplicativo. Vídeo vertical ou quadrado ocupa mais tela que o horizontal, e textos na imagem precisam ter tamanho legível em tela pequena.

Escreva um bom texto de apoio

O texto do post aparece antes de o vídeo ser reproduzido. Use as duas primeiras linhas para dizer o que a pessoa ganha assistindo, e termine com uma pergunta específica que convide ao comentário. Publicação que gera conversa nos comentários tende a ser mostrada a mais gente.

Vídeo em anúncios

O LinkedIn aceita vídeo em campanhas pagas, com segmentação por cargo, setor, tamanho de empresa e até lista de empresas específicas. O custo por clique costuma ser mais alto que o do Meta Ads, e o que justifica o investimento é a precisão do público. Faz sentido para tíquete alto e público restrito, como software corporativo ou serviço para um setor específico. Para produto de consumo, o dinheiro rende mais em outras redes.

Uma prática que funciona: publique o vídeo de forma orgânica, veja se ele retém a audiência e só então coloque verba nos que se saíram melhor.

Para outras ideias de formato, fora do LinkedIn, veja 7 maneiras de fazer video marketing. E antes de comprar equipamento, grave um vídeo de comentarista nesta semana. O retorno do primeiro post mostra melhor do que qualquer planejamento quais temas o seu público quer ver.

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