O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
Benchmarking é o método de comparar processos, produtos e resultados da sua empresa com os de outras, concorrentes ou não, para descobrir onde há diferença e o que pode ser adaptado. Funciona em cinco passos: escolher o que comparar, definir com quem, levantar os dados, entender a causa da diferença e testar a mudança.
Benchmarking é comparar, de forma organizada, o que a sua empresa faz com o que outras fazem, para encontrar práticas que valha a pena adaptar. A palavra vem de benchmark, o ponto de referência usado em medições. O método ficou conhecido nos anos 1980, quando a Xerox passou a estudar em detalhe os custos e processos de concorrentes japoneses e, depois, de empresas de outros setores que eram excelentes em alguma atividade específica, como logística.
Duas coisas o benchmarking não faz. Ele não autoriza copiar, porque a prática que funciona em uma empresa depende de condições que talvez você não tenha. E não envolve espionagem: trabalha com informação pública, com dados de mercado e com o que as empresas aceitam compartilhar.
A classificação mais comum tem quatro tipos, e a diferença entre eles está em quem serve de referência.
Interno. A comparação acontece dentro da própria organização. Uma rede com oito lojas descobre que a unidade do centro converte o dobro dos orçamentos das outras, investiga o motivo e leva a rotina de atendimento dela para as demais. É o tipo mais barato, porque os dados já estão em casa.
Competitivo. A referência são os concorrentes diretos: preço, prazo de entrega, condições de pagamento, canais de venda, comunicação. É o mais lembrado e o que tem os dados mais difíceis de obter.
Funcional. Compara uma função específica com a de empresas de outros setores que são boas nela. Uma clínica pode aprender sobre confirmação de agenda com uma companhia aérea, que lida com o mesmo problema de faltas em escala muito maior.
O quarto tipo, o genérico, olha para processos que existem em qualquer negócio, como cobrança, recrutamento ou atendimento ao cliente, e busca as melhores práticas independentemente do ramo. Na prática, a fronteira entre o funcional e o genérico é tênue, e muitos autores tratam os dois juntos.
O marketing digital tem uma vantagem para quem quer comparar: boa parte do que os concorrentes fazem é pública. Estas são as fontes que usamos com mais frequência.
Um cuidado com os números. As ferramentas de terceiros trabalham com estimativas, úteis para comparar ordens de grandeza e tendências, e imprecisas no valor absoluto. E as médias de mercado que circulam em relatórios, como "taxa de conversão média do setor", juntam empresas de porte, preço e modelo de venda muito diferentes. Um e-commerce de tíquete baixo e uma indústria que vende por proposta não deveriam ter a mesma taxa. A referência mais confiável continua sendo o seu próprio histórico: melhorar o custo por venda em relação ao trimestre passado é uma informação mais útil que estar acima ou abaixo de uma média genérica.
Para isso, a empresa precisa ter os próprios dados organizados, assunto do artigo sobre Business Intelligence.
O ganho mais imediato é trocar opinião por referência. A discussão "nosso site é lento?" acaba quando alguém mostra o tempo de carregamento ao lado do de três concorrentes. O método também encurta o aprendizado, já que aproveita testes que outras empresas pagaram para fazer, e revela espaços vazios: o canal que ninguém do setor usa, a dúvida que nenhum concorrente responde no site.
O risco está em parar na comparação. Quem só imita chega, no máximo, aonde o concorrente já esteve. Use o levantamento para alcançar o padrão do mercado no que é básico, como velocidade de resposta e clareza de preço, e para escolher com consciência o ponto em que a sua empresa vai fazer diferente.
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
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