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Marketing viral em 4 dicas para fazer um conteúdo viralizar

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Em resumo

Um conteúdo viraliza quando as pessoas ganham alguma coisa ao repassá-lo: parecer bem informadas, fazer um amigo rir, ajudar alguém com uma dica útil. Não existe fórmula que garanta o resultado, mas dá para aumentar as chances com uma ideia simples, uma emoção forte, um tema que muita gente reconheça e uma distribuição inicial bem feita.

Ninguém consegue encomendar um viral. O que dá para fazer é produzir conteúdo com as características que levam as pessoas a repassar e colocá-lo na frente de um primeiro público grande o bastante para que a corrente comece. As quatro dicas deste artigo tratam disso. Antes delas, convém entender o mecanismo.

O que significa viralizar

Afinal, o que significa viralizar?

Viralizar é se espalhar de pessoa para pessoa, como um vírus: cada um que recebe o conteúdo o envia para mais de um contato, e o alcance cresce sem que a marca pague por cada exibição. Marketing viral é o esforço de criar peças com esse potencial.

Hoje há dois caminhos para isso acontecer. Um é o compartilhamento direto, em grupos de WhatsApp, mensagens privadas e republicações. O outro é o algoritmo: TikTok, Reels do Instagram e Shorts do YouTube mostram vídeos para quem não segue o perfil, e ampliam a distribuição quando percebem que as pessoas assistem até o fim, salvam e enviam para alguém. Nos dois casos quem decide é o comportamento do público.

Por que as pessoas compartilham

Por que as pessoas compartilham

A referência mais usada sobre o assunto é o livro "Contágio", do professor Jonah Berger. Ele descreve seis princípios presentes nas ideias que se espalham:

  • Moeda social. As pessoas repassam o que melhora a imagem delas. Quem envia uma novidade parece atualizado; quem envia uma piada boa parece engraçado.
  • Gatilhos. Conteúdo ligado a uma situação frequente é lembrado com frequência. Um vídeo sobre segunda-feira volta a circular toda segunda-feira.
  • Emoção. Emoções que agitam, como riso, surpresa, admiração e indignação, movem o dedo até o botão de enviar. Tristeza e contentamento morno movem pouco.
  • Público. O que é visível é imitado. Desafios, trends e áudios reutilizados funcionam assim: o usuário vê outros fazendo e faz também.
  • Valor prático. Dica, tutorial, atalho e oferta são repassados porque ajudam quem recebe.
  • Histórias. Informação embrulhada em narrativa viaja mais longe. O cuidado é fazer a marca parte indispensável da história, para que não dê para contá-la sem citar o produto.

Nenhuma peça precisa reunir os seis. Dois ou três bem executados bastam.

Exemplos de marketing viral

Exemplos de marketing viral

Um caso clássico de moeda social são as latas de Coca-Cola com nomes próprios. Achar a lata com o seu nome, ou com o de um amigo, era motivo suficiente para fotografar e postar, e a embalagem fazia o trabalho de mídia.

Outro padrão comum é pegar carona em um assunto que já está circulando. Durante a Copa de 2018, um torcedor russo que aparecia nas arquibancadas com a bandeira do Brasil virou meme, e marcas brasileiras publicaram peças com o personagem enquanto o assunto estava quente. Na mesma época, a Prefeitura de Curitiba aproveitou o formato de um vídeo popular sobre o preço das roupas de adolescentes para divulgar uma campanha de adoção de animais. O risco desse caminho é o relógio: uma trend dura dias, e a peça que chega atrasada passa vergonha.

Há também a parceria com quem já tem o público. O McDonald's lançou um festival de sanduíches com uma paródia cantada pelo próprio autor de um funk de sucesso. A música era conhecida, e a versão da marca aproveitou a familiaridade.

4 dicas para o seu conteúdo viralizar

1. Seja criativo dentro do território da marca

seja criativo

Copiar o viral de outra empresa quase nunca funciona, porque o efeito depende da surpresa. Use os formatos em alta como molde e coloque neles algo que só o seu negócio tem: o bastidor da cozinha, o erro mais comum que os clientes cometem, a pergunta estranha que o atendimento recebe toda semana.

O teste é simples. Depois de assistir, a pessoa consegue dizer de quem era o vídeo? Se o conteúdo faz sucesso e ninguém lembra da marca, o ganho foi do entretenimento, e a empresa ficou só com a conta da produção.

2. Parta de um motivo de compartilhamento

Antes de produzir, complete a frase: "alguém vai mandar isso para um amigo porque...". Se a resposta for "porque é a cara dele", "porque resolve um problema que ele tem" ou "porque é inacreditável", siga em frente. Se não houver resposta, a peça pode até ser boa, mas vai depender de mídia paga para circular.

Cuidado com temas sensíveis. Indignação viraliza rápido, e uma piada mal calibrada sobre tragédia, religião ou política espalha a marca pelo motivo errado. Uma segunda pessoa revisando antes de publicar evita boa parte das crises.

3. Mantenha o conteúdo abrangente e simples

Conteúdo abrangente

Quanto mais gente se reconhece na situação, maior o público possível. Uma piada interna do setor de contabilidade circula entre contadores; uma cena sobre declarar o imposto de renda na última noite do prazo circula entre todos os que já passaram por isso. Vale o mesmo para a forma: uma ideia por peça, compreensível nos três primeiros segundos e sem depender do som, já que muita gente assiste com o celular no mudo.

4. Dê o primeiro empurrão

Conteúdo bom parado em um perfil com poucos seguidores não começa corrente nenhuma. Publique no horário em que a sua audiência está ativa (o artigo sobre o melhor horário para postar nas redes sociais ajuda a descobrir), envie para a base de e-mail e de WhatsApp, peça aos funcionários e parceiros que repassem e considere um valor pequeno de impulsionamento nas primeiras horas. Criadores com público no seu nicho encurtam esse caminho.

Responder aos comentários logo depois da publicação também conta, porque a conversa sinaliza interesse para a plataforma. Há outras práticas no texto sobre como aumentar o engajamento nas redes sociais.

Viralizar é meio, e nem sempre é o melhor

Um milhão de visualizações de pessoas que nunca vão comprar de você enfeita o relatório e não paga boleto. Para uma loja de móveis planejados em Belo Horizonte, um vídeo visto por 5 mil moradores da cidade que estão reformando a casa vale mais que um meme assistido no país inteiro. Antes de perseguir alcance, defina o que você quer que aconteça depois da visualização, seja visita ao site, mensagem ou cadastro, e meça isso. As visualizações sozinhas entram na lista das métricas de vaidade.

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