O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
Um conteúdo viraliza quando as pessoas ganham alguma coisa ao repassá-lo: parecer bem informadas, fazer um amigo rir, ajudar alguém com uma dica útil. Não existe fórmula que garanta o resultado, mas dá para aumentar as chances com uma ideia simples, uma emoção forte, um tema que muita gente reconheça e uma distribuição inicial bem feita.
Ninguém consegue encomendar um viral. O que dá para fazer é produzir conteúdo com as características que levam as pessoas a repassar e colocá-lo na frente de um primeiro público grande o bastante para que a corrente comece. As quatro dicas deste artigo tratam disso. Antes delas, convém entender o mecanismo.
Viralizar é se espalhar de pessoa para pessoa, como um vírus: cada um que recebe o conteúdo o envia para mais de um contato, e o alcance cresce sem que a marca pague por cada exibição. Marketing viral é o esforço de criar peças com esse potencial.
Hoje há dois caminhos para isso acontecer. Um é o compartilhamento direto, em grupos de WhatsApp, mensagens privadas e republicações. O outro é o algoritmo: TikTok, Reels do Instagram e Shorts do YouTube mostram vídeos para quem não segue o perfil, e ampliam a distribuição quando percebem que as pessoas assistem até o fim, salvam e enviam para alguém. Nos dois casos quem decide é o comportamento do público.
A referência mais usada sobre o assunto é o livro "Contágio", do professor Jonah Berger. Ele descreve seis princípios presentes nas ideias que se espalham:
Nenhuma peça precisa reunir os seis. Dois ou três bem executados bastam.
Um caso clássico de moeda social são as latas de Coca-Cola com nomes próprios. Achar a lata com o seu nome, ou com o de um amigo, era motivo suficiente para fotografar e postar, e a embalagem fazia o trabalho de mídia.
Outro padrão comum é pegar carona em um assunto que já está circulando. Durante a Copa de 2018, um torcedor russo que aparecia nas arquibancadas com a bandeira do Brasil virou meme, e marcas brasileiras publicaram peças com o personagem enquanto o assunto estava quente. Na mesma época, a Prefeitura de Curitiba aproveitou o formato de um vídeo popular sobre o preço das roupas de adolescentes para divulgar uma campanha de adoção de animais. O risco desse caminho é o relógio: uma trend dura dias, e a peça que chega atrasada passa vergonha.
Há também a parceria com quem já tem o público. O McDonald's lançou um festival de sanduíches com uma paródia cantada pelo próprio autor de um funk de sucesso. A música era conhecida, e a versão da marca aproveitou a familiaridade.
Copiar o viral de outra empresa quase nunca funciona, porque o efeito depende da surpresa. Use os formatos em alta como molde e coloque neles algo que só o seu negócio tem: o bastidor da cozinha, o erro mais comum que os clientes cometem, a pergunta estranha que o atendimento recebe toda semana.
O teste é simples. Depois de assistir, a pessoa consegue dizer de quem era o vídeo? Se o conteúdo faz sucesso e ninguém lembra da marca, o ganho foi do entretenimento, e a empresa ficou só com a conta da produção.
Antes de produzir, complete a frase: "alguém vai mandar isso para um amigo porque...". Se a resposta for "porque é a cara dele", "porque resolve um problema que ele tem" ou "porque é inacreditável", siga em frente. Se não houver resposta, a peça pode até ser boa, mas vai depender de mídia paga para circular.
Cuidado com temas sensíveis. Indignação viraliza rápido, e uma piada mal calibrada sobre tragédia, religião ou política espalha a marca pelo motivo errado. Uma segunda pessoa revisando antes de publicar evita boa parte das crises.
Quanto mais gente se reconhece na situação, maior o público possível. Uma piada interna do setor de contabilidade circula entre contadores; uma cena sobre declarar o imposto de renda na última noite do prazo circula entre todos os que já passaram por isso. Vale o mesmo para a forma: uma ideia por peça, compreensível nos três primeiros segundos e sem depender do som, já que muita gente assiste com o celular no mudo.
Conteúdo bom parado em um perfil com poucos seguidores não começa corrente nenhuma. Publique no horário em que a sua audiência está ativa (o artigo sobre o melhor horário para postar nas redes sociais ajuda a descobrir), envie para a base de e-mail e de WhatsApp, peça aos funcionários e parceiros que repassem e considere um valor pequeno de impulsionamento nas primeiras horas. Criadores com público no seu nicho encurtam esse caminho.
Responder aos comentários logo depois da publicação também conta, porque a conversa sinaliza interesse para a plataforma. Há outras práticas no texto sobre como aumentar o engajamento nas redes sociais.
Um milhão de visualizações de pessoas que nunca vão comprar de você enfeita o relatório e não paga boleto. Para uma loja de móveis planejados em Belo Horizonte, um vídeo visto por 5 mil moradores da cidade que estão reformando a casa vale mais que um meme assistido no país inteiro. Antes de perseguir alcance, defina o que você quer que aconteça depois da visualização, seja visita ao site, mensagem ou cadastro, e meça isso. As visualizações sozinhas entram na lista das métricas de vaidade.
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
Critérios práticos para avaliar um gestor de tráfego: as perguntas que ele faz, como mede, quem é dono da conta e o que entra no contrato.
Como escolher entre SEO, links patrocinados, e-mail, redes sociais e conteúdo conforme a demanda, o ciclo de venda e a margem do negócio.
Conte o que você está tentando resolver em mídia paga, CRM ou dados. A resposta chega por e-mail ou WhatsApp.
+55 11 91306-3173 oi@postdigital.cc