1. Início
  2. Blog
  3. Performance
  4. Quais são as principais métricas de vaidade?

Quais são as principais métricas de vaidade?

métricas de vaidade

Em resumo

As métricas de vaidade mais comuns são seguidores, curtidas, compartilhamentos e visualizações. Fora das redes sociais, entram na lista as visitas ao site e o tamanho da base de e-mails. São números que crescem com facilidade e não dizem se a empresa vendeu mais. No lugar deles, acompanhe taxa de conversão, custo por lead, CAC, ROI e receita por canal.

Métrica de vaidade é o número que fica bonito no relatório e não ajuda a decidir nada. As mais comuns vêm das redes sociais: seguidores, curtidas, compartilhamentos e visualizações. Fora delas, as visitas ao site e o tamanho da lista de e-mails cumprem o mesmo papel quando são apresentados sozinhos. Todos podem subir durante meses sem que entre um cliente a mais.

Como reconhecer uma métrica de vaidade

O que são métricas de vaidade?

Três testes resolvem a maior parte dos casos.

  1. Se o número dobrar amanhã, alguma decisão muda? Quando a resposta é "nenhuma", ele serve só para enfeitar.
  2. Dá para ligar o número a receita ou a custo? Dez mil curtidas não têm preço nem valor. Dez contatos que pediram orçamento têm os dois.
  3. Ele pode ser inflado sem trazer cliente? Sorteio de celular aumenta seguidores. Vídeo engraçado fora do tema aumenta visualizações. Nenhum dos dois aumenta venda.

A classificação depende do negócio. Para um portal que vive de vender espaço publicitário, visualização de página é receita. Para uma empresa de software, o mesmo dado é apenas o começo do funil.

As mais comuns, uma a uma

Seguidores

Mostram quantas pessoas clicaram em "seguir" em algum momento. Não dizem se elas ainda veem as publicações, se moram na região que a empresa atende ou se têm perfil de cliente. Um perfil de dois mil seguidores formado por clientes e indicações tende a vender mais que um de cinquenta mil montado com sorteios.

Curtidas

Curtidas

É a interação mais barata que existe: um toque na tela, muitas vezes sem ler a legenda. Fotos de equipe, frases motivacionais e memes recebem muitas, e por isso quem persegue curtida acaba publicando cada vez menos sobre o que vende.

Compartilhamentos

Valem um pouco mais, porque levam a publicação a gente nova. Ainda assim, o motivo do compartilhamento pode não ter relação com a empresa. A pessoa repassa a dica ou a piada, e quem recebe nem repara em quem publicou.

Visualizações

Visualizações

As plataformas contam como visualização poucos segundos de vídeo rodando, às vezes sem som e no meio da rolagem. Um Reels com cem mil visualizações e nenhuma visita ao perfil trouxe o mesmo resultado comercial de um vídeo que ninguém viu.

Visitas ao site e base de e-mails

Tráfego que não converte é custo de hospedagem. Lista de e-mails grande com endereços inativos piora a entrega das campanhas. A taxa de abertura também merece desconfiança: desde que o aplicativo Mail da Apple passou a carregar as mensagens automaticamente, muitas aberturas são registradas sem que a pessoa tenha lido.

O que acompanhar no lugar

Para cada número de vaidade existe uma pergunta de negócio por trás, e ela aponta a métrica certa.

Em vez dePergunteAcompanhe
SeguidoresQuantos contatos e vendas vieram do perfil?Leads e receita por origem
CurtidasQuantas pessoas fizeram algo depois de ver o post?Cliques no link, mensagens recebidas
VisualizaçõesQuem assistiu chegou ao site?Visitas e conversões geradas pelo vídeo
Visitas ao siteQuantas visitas viraram contato?Taxa de conversão por página e por canal
Tamanho da listaQuanto cada envio vendeu?Cliques e receita por campanha

As métricas de negócio que não podem faltar são poucas. Um exemplo com números ajuda a ver como elas se encadeiam. Uma empresa investe R$ 6.000 em anúncios no mês, recebe 3.000 visitas, 120 pedidos de orçamento e fecha 12 vendas de R$ 2.000.

  • Taxa de conversão: 120 contatos em 3.000 visitas, ou 4%. Mostra se a página convence.
  • Custo por lead (CPL): R$ 6.000 divididos por 120, ou R$ 50. Mostra se a campanha traz contato a um preço viável.
  • CAC, o custo de aquisição de cliente: R$ 6.000 divididos por 12 vendas, ou R$ 500. A conta completa inclui também salários e ferramentas de marketing e vendas.
  • ROI, o retorno sobre o investimento: a receita de R$ 24.000 menos os R$ 6.000 investidos, dividida pelos R$ 6.000, dá 300%. A versão mais rigorosa usa a margem no lugar da receita.

Em negócios de recompra ou assinatura, some a esses o valor que o cliente deixa ao longo do relacionamento, o LTV. Um CAC de R$ 500 é caro para quem compra uma vez e barato para quem paga mensalidade por três anos. Para escolher quais desses números viram indicador-chave da sua operação, temos um artigo que explica o que é KPI.

Quando vale olhar para as métricas de vaidade

Elas não precisam sair do painel. Funcionam como pista para explicar o resultado. Se os contatos vindos do Instagram caíram, o alcance das publicações é o primeiro lugar para procurar a causa. Se um vídeo teve boa retenção e trouxe visitas ao site, vale repetir o formato. O problema começa quando o número intermediário vira a meta e a equipe passa a ser cobrada por ele.

Um jeito prático de manter a ordem é montar o relatório mensal de cima para baixo: receita e clientes novos primeiro, depois CAC, depois contatos e conversão, e só no fim alcance e engajamento, como explicação do que aconteceu acima. Juntar as fontes em um único lugar dá trabalho, porque os dados estão espalhados entre plataformas de anúncio, GA4 e CRM. É esse o tipo de projeto que fazemos em inteligência de dados.

Se o relatório da sua empresa abre com o gráfico de seguidores, troque a primeira página. A conversa na reunião muda no mesmo dia.

Continue lendo

Quer aplicar isso na sua empresa?

Conte o que você está tentando resolver em mídia paga, CRM ou dados. A resposta chega por e-mail ou WhatsApp.

+55 11 91306-3173 oi@postdigital.cc