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Qual a diferença entre e-mail marketing e newsletter?

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Em resumo

E-mail marketing é o canal inteiro: todo e-mail que a empresa envia à sua base para se relacionar ou vender. Newsletter é um dos formatos dentro dele, um envio periódico de conteúdo, com data certa e sem a obrigação de vender a cada edição. Campanhas promocionais, automações e e-mails transacionais são os outros formatos.

E-mail marketing é o canal. Newsletter é um dos formatos que cabem nele. Toda newsletter é e-mail marketing, mas uma promoção de Dia das Mães, um aviso de carrinho abandonado e uma sequência de boas-vindas também são, e nenhum deles é newsletter.

A confusão vem do uso. Muita empresa chama de newsletter qualquer disparo para a base, inclusive o de oferta. A diferença aparece quando se olha para o que cada e-mail pretende e para o que o assinante espera encontrar ao abri-lo.

O que é e-mail marketing

O que é o E-mail Marketing?

É o uso do e-mail para se relacionar com quem autorizou o contato: clientes, leads, assinantes. Entram aqui quatro grandes tipos de mensagem:

  • campanhas promocionais, com oferta, prazo e um botão de compra ou de orçamento;
  • automações, disparadas por um comportamento, como o cadastro, o abandono de carrinho ou um período longo sem comprar;
  • e-mails transacionais, que confirmam pedido, pagamento ou agendamento;
  • newsletters, de que tratamos adiante.

O que une os quatro é a base própria. A lista de contatos pertence à empresa, que consegue alcançá-la sem depender do algoritmo de uma rede social nem do preço do clique. Em outro texto explicamos por que investir em e-mail marketing continua valendo a pena.

O que é newsletter

O que é Newsletter?

Newsletter é um envio com periodicidade fixa (semanal, quinzenal, mensal) cujo produto é o próprio conteúdo. O assinante se inscreveu para receber aquilo: uma seleção de notícias do setor, uma análise, dicas de uso, novidades da empresa. Ela tem linha editorial, costuma repetir o formato a cada edição e pode ou não trazer uma oferta no rodapé.

O ganho é indireto. Uma distribuidora de materiais elétricos que manda toda terça uma edição curta, com mudanças de norma e lançamentos de fabricantes, dificilmente fecha pedido por causa daquele e-mail. Ela é lembrada quando o eletricista precisa comprar.

Temos textos específicos sobre como criar uma newsletter eficiente e sobre a frequência de envio.

As diferenças lado a lado

NewsletterCampanha promocionalAutomação
ObjetivoManter a marca presente e útilVender ou gerar pedido agoraResponder a uma ação do contato
Quando saiEm data fixaQuando há oferta ou data comercialQuando o gatilho acontece
ConteúdoInformação, curadoria, bastidoresOferta, prazo, condiçãoMensagem ligada ao que a pessoa fez
Quem recebeQuem assinouSegmento com interesse na ofertaSó quem acionou o gatilho
Como medirCliques, respostas e descadastros ao longo das ediçõesVendas ou leads gerados pelo envioConversão da sequência

Quando usar cada formato

A newsletter faz sentido para quem tem venda de ciclo longo ou recorrente e assunto para sustentar a periodicidade: empresas B2B, consultorias, escolas, software, lojas de nicho cujo público gosta do tema. Sem assunto, ela vira um informativo sobre a própria empresa que ninguém pediu.

A campanha promocional serve a quem tem o que anunciar com data: lançamento, liquidação, evento, reabertura de agenda. A automação é o primeiro investimento para lojas virtuais e para quem recebe leads todos os dias, porque trabalha sozinha depois de configurada.

Os formatos convivem bem. O cuidado é não quebrar o combinado: quem assinou uma newsletter de conteúdo e passa a receber três ofertas por semana tem motivo para sair da lista ou, pior, marcar a mensagem como spam.

Erros que prejudicam os dois

Enviar sem permissão

1ª dica: Falta de permissão para enviar e-mail

Só entra na lista quem pediu para entrar, o chamado opt-in. Com a LGPD, a empresa precisa conseguir mostrar de onde veio cada contato e oferecer o descadastro em todo envio. Lista comprada fere essa regra e ainda derruba a entrega: denúncias de spam em volume fazem os provedores mandarem para o lixo eletrônico até as mensagens destinadas aos contatos legítimos.

Escrever demais

Muita gente lê e-mail no celular, entre uma tarefa e outra. Newsletter com dez assuntos e dezenas de links dilui o clique. Três ou quatro itens bem escolhidos, cada um com uma linha de contexto, são lidos. O resto pode ficar no blog.

Tratar a base inteira como uma pessoa só

Colocar o primeiro nome no assunto é o mínimo e, sozinho, muda pouco. Personalizar é mandar o que tem a ver com o histórico do contato: quem comprou ração para gato dispensa a promoção de coleira para cães de grande porte. Segmentar por interesse, por última compra ou por etapa da negociação costuma reduzir descadastros e aumentar cliques.

Enviar e não medir

Acompanhe cliques, descadastros e, quando há oferta, vendas. A taxa de abertura ficou menos confiável desde 2021, quando o aplicativo de e-mail da Apple passou a carregar as mensagens automaticamente, e hoje serve como tendência. Detalhamos o assunto no texto sobre as métricas do e-mail marketing.

Para começar na próxima semana, liste os e-mails que a sua empresa enviou nos últimos três meses e classifique cada um como newsletter, promoção ou automação. Se todos caíram em "promoção", a base só ouve falar de você quando há algo à venda, e esse é o primeiro ponto a corrigir.

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