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Qual a diferença entre Inbound e Outbound marketing?

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Em resumo

No inbound marketing, o cliente vem até a empresa: ele encontra um conteúdo, um resultado de busca ou uma indicação e deixa o contato por iniciativa própria. No outbound, a empresa vai até o cliente, por prospecção ativa ou por anúncios que interrompem o que ele estava fazendo. O inbound demora a engrenar e custa menos por contato no longo prazo; o outbound dá resultado mais rápido e exige equipe comercial. A maioria das empresas que vendem para outras empresas usa os dois ao mesmo tempo.

A diferença está em quem dá o primeiro passo. No inbound marketing, a pessoa procura a empresa: pesquisa no Google, lê um artigo, assiste a um vídeo, preenche um formulário. No outbound marketing, a empresa procura a pessoa: liga, manda e-mail, aborda pelo LinkedIn ou coloca um anúncio no meio do que ela estava assistindo.

O restante decorre disso. Quem chega pelo inbound já demonstrou interesse, e chega no tempo dele. Quem é abordado pelo outbound foi escolhido pela empresa por ter o perfil de comprador, e pode nem saber ainda que tem o problema que o produto resolve.

Inbound e outbound lado a lado

Inbound vs. Outbound

InboundOutbound
Quem inicia o contatoO clienteA empresa
Canais típicosBlog, SEO, redes sociais, materiais para download, newsletterLigação, e-mail de prospecção, LinkedIn, feiras, mídia de massa
Tempo até o primeiro resultadoMesesSemanas
Onde está o custoProdução de conteúdo, site, ferramenta de automaçãoSalário e comissão da equipe comercial, listas, ferramentas de prospecção
Controle sobre quem entraMenor: chega quem encontrou o conteúdoMaior: a empresa escolhe quem abordar
O que acontece ao parar de investirO conteúdo publicado continua trazendo visitas por um tempoOs contatos cessam no mesmo dia

Os anúncios ficam no meio do caminho. Um anúncio de pesquisa no Google aparece para quem já está buscando, e por isso se comporta como inbound. Um anúncio em vídeo ou em rede social interrompe o usuário e se aproxima do outbound. Na prática a classificação importa menos do que saber se a pessoa estava procurando ou foi surpreendida, porque isso muda a mensagem.

Como o inbound funciona, e onde ele falha

O inbound marketing se apoia em conteúdo que responde às dúvidas do comprador, publicado onde ele procura. O visitante que se interessa troca seu contato por algo útil, entra em uma sequência de e-mails e, quando dá sinais de que está perto de comprar, é passado ao vendedor. As etapas estão descritas no artigo sobre as ações do inbound marketing.

A vantagem é a qualidade do contato. O lead que leu três artigos e pediu uma conversa já entende o problema e chega com menos resistência. Outra vantagem é o efeito acumulado: um artigo bem posicionado no Google traz visitas por anos.

Os limites são dois. O primeiro é o prazo. Um blog novo leva meses para aparecer nas buscas, e uma empresa que precisa de vendas no próximo trimestre não pode depender só dele. O segundo é a falta de controle sobre o perfil. Conteúdo atrai estudante, concorrente, curioso e empresa pequena demais para o seu produto, e alguém precisa separar esses contatos dos que valem a ligação. Para mercados com poucos compradores possíveis, como fornecedores de equipamento para um tipo específico de indústria, esperar que os duzentos decisores do país encontrem o seu blog é pouco realista.

Como o outbound funciona, e onde ele falha

O outbound de hoje tem pouco a ver com a mala direta para listas genéricas. O trabalho começa pela definição do perfil de cliente ideal (ICP): setor, porte, cargo de quem decide. Com esse recorte, um pré-vendedor monta a lista de empresas, pesquisa cada uma e faz uma sequência de contatos por e-mail, telefone e LinkedIn. Quem aceita conversar é passado ao vendedor que conduz a negociação.

A vantagem é a previsibilidade. Se a equipe sabe que de cada 100 empresas abordadas saem 5 reuniões e 1 venda, ela consegue calcular quantas abordagens precisa fazer para bater a meta. E a empresa fala exatamente com quem quer.

O limite é o custo por pessoa. Cada contato exige tempo de alguém, então o outbound só fecha a conta quando o valor da venda é alto, como em contratos de serviço recorrente e equipamentos. Para um produto de R$ 80 não há margem que pague um pré-vendedor. Há também o desgaste: abordagem mal segmentada irrita, e mensagem igual para todos vai parar no spam. No Brasil, a LGPD exige cuidado com a origem dos dados pessoais usados na prospecção, o que torna a compra de listas um risco.

Três formas de combinar os dois

As duas estratégias costumam ser desenhadas como um funil em Y: duas entradas de contatos, uma receptiva e uma ativa, que se juntam na etapa de negociação. Veja como isso aparece na operação.

O conteúdo aquece a prospecção

Uma empresa de software de gestão para transportadoras prospecta gerentes de frota por e-mail. Em vez de pedir uma reunião no primeiro contato, o pré-vendedor envia um artigo do blog da empresa sobre como reduzir o custo com manutenção. O primeiro contato entrega algo útil antes de pedir tempo, e o gerente que abre o link já conhece a empresa quando recebe a ligação.

O lead do inbound recebe abordagem ativa

Alguém de uma empresa que se encaixa no perfil ideal baixa um material e não pede contato. No inbound puro, ele ficaria recebendo e-mails até levantar a mão. No modelo combinado, o CRM sinaliza que aquele lead é de uma empresa-alvo e um vendedor liga no dia seguinte, citando o material. A velocidade pesa: o interesse esfria em poucos dias.

A lista de prospecção vira público de anúncio

As empresas e os cargos que a equipe comercial está abordando podem ser usados como segmentação em campanhas no LinkedIn ou em listas de clientes nas plataformas de anúncio. O decisor vê a marca e o conteúdo antes e depois de receber o e-mail do pré-vendedor, e a taxa de resposta tende a subir.

Por onde começar com orçamento curto

Quando só dá para investir em um, o critério é o tipo de venda. Valor alto, poucos compradores possíveis e necessidade de resultado no trimestre apontam para o outbound, com uma pessoa dedicada e uma lista bem definida. Valor baixo ou médio, muitos compradores possíveis e gente pesquisando o assunto no Google apontam para o inbound, apoiado por anúncios de pesquisa enquanto o conteúdo não se posiciona.

Em qualquer dos dois, o gargalo costuma aparecer depois da geração do contato. Lead que ninguém atende em 24 horas e reunião sem acompanhamento desperdiçam o investimento da etapa anterior. Antes de aumentar o volume de entrada, confira em um CRM quantos contatos do mês passado ficaram sem resposta.

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