O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
Google Trends é a ferramenta gratuita do Google que mostra como o interesse por um termo de busca varia ao longo do tempo e entre regiões. Ela não informa o número de buscas: entrega um índice de 0 a 100, em que 100 é o pico do período escolhido. Serve para enxergar sazonalidade, comparar termos e descobrir buscas relacionadas antes de planejar anúncios e conteúdo.
O Google Trends é uma ferramenta gratuita que mostra como o interesse por um termo de busca muda ao longo do tempo e de uma região para outra. Você digita uma palavra, escolhe o país ou o estado e o período, e recebe um gráfico. Com ele dá para saber em que meses a procura sobe, onde ela é maior e que outras buscas as pessoas fazem sobre o mesmo assunto.
O que ele não mostra é a quantidade de buscas. Esse é o ponto que mais confunde quem abre a ferramenta pela primeira vez.
O eixo vertical vai de 0 a 100. O número 100 marca o momento de maior interesse dentro do período e do local que você selecionou, e os demais pontos são proporcionais a ele. Um valor 50 quer dizer metade do interesse do pico. Se você mudar o período de doze meses para cinco anos, o pico pode cair em outra data e a escala inteira se reorganiza.
A comparação aceita até cinco termos por vez, todos na mesma escala: o 100 fica com o ponto mais alto entre todos eles. É assim que se vê, por exemplo, que a busca por ar-condicionado cresce nos meses quentes enquanto a de aquecedor sobe no inverno, e qual das duas é maior em cada estado.
Os filtros ficam logo acima do gráfico:
Ao digitar, a ferramenta oferece duas opções para a mesma palavra, o termo de pesquisa e o tópico. O termo considera as palavras do jeito que foram escritas. O tópico agrupa variações, erros de grafia e outros idiomas sob o mesmo assunto, e costuma dar uma leitura mais limpa quando a palavra tem mais de um sentido.
Volume absoluto e custo. Para saber quantas buscas mensais um termo tem e quanto se paga pelo clique, use o Planejador de palavras-chave do Google Ads ou ferramentas pagas como Semrush e Ubersuggest. As duas consultas se completam. O Trends diz quando e onde a procura acontece; o planejador diz de que tamanho ela é.
Termos com pouca busca também ficam de fora. Quando o volume é baixo demais, o gráfico aparece zerado ou com um aviso de dados insuficientes, o que é comum em nichos B2B e em buscas restritas a uma cidade pequena.
Uma papelaria que vende material escolar pode olhar os últimos cinco anos do termo e ver em que semana a curva começa a subir. A campanha entra no ar um pouco antes desse ponto, e a verba se concentra nas semanas de pico em vez de ser dividida igualmente pelos doze meses. O mapa por estado ajuda a decidir onde anunciar primeiro quando o orçamento não cobre o país todo.
Esse raciocínio vale principalmente para links patrocinados na rede de pesquisa, no Shopping e no YouTube, em que o anúncio depende de alguém estar procurando. Falamos sobre esse formato de mídia em um episódio do PostCast:
Abaixo do gráfico ficam os blocos de assuntos e pesquisas relacionadas, cada um com duas listas. "Principais" traz o que mais se busca junto com o seu termo. "Em ascensão" traz o que mais cresceu no período, e a marcação "Aumento repentino" indica um salto muito grande a partir de uma base pequena.

A lista em ascensão é um bom ponto de partida para pauta de blog, porque mostra perguntas novas que ainda têm pouca concorrência nos resultados. A lista principal serve para conferir se o artigo está usando as palavras que o público usa. Para cuidar do resto do processo, temos uma seleção de ferramentas de marketing de conteúdo.
A página de tendências do dia lista as buscas que dispararam nas últimas horas, e no fim de cada ano o Google publica uma retrospectiva com os termos que mais cresceram. Para redes sociais, que vivem de assunto quente, é uma fonte rápida. Blog pede mais cautela: texto sobre notícia perde visitas em poucos dias, enquanto um artigo que responde a uma dúvida permanente continua recebendo acesso por anos.
Antes de pegar carona em um assunto, vale perguntar se ele tem relação com o que a empresa vende. Post sobre o tema da semana que não conversa com o negócio gera curtida e nenhum cliente.
O primeiro é tratar pico como intenção de compra. Uma reportagem na TV faz a curva de um termo dobrar em um dia sem que ninguém esteja querendo comprar nada. Confira o tipo de busca e as pesquisas relacionadas antes de concluir que a demanda cresceu.
O segundo é comparar termos de tamanhos muito diferentes. Colocar o nome da sua marca ao lado de uma palavra genérica do setor achata a sua linha até ela parecer zero. Compare com concorrentes de porte parecido.
Há ainda a questão do período curto. Os dados são uma amostra das buscas, e em janelas de poucos dias a linha oscila bastante. Para decidir verba, olhe pelo menos doze meses, e de preferência cinco anos, para separar o que é sazonal do que foi acaso.
Um exercício de quinze minutos para começar: pesquise os três termos que melhor descrevem o que você vende, nos últimos cinco anos, no seu estado. Anote os meses em que cada curva sobe e leve essa lista para a próxima reunião de planejamento de mídia. É comum descobrir que a verba está igual o ano inteiro enquanto a procura se concentra em três ou quatro meses.
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