SEO para médicos
Como um consultório ou clínica aparece no Google: Perfil da Empresa, páginas por especialidade, conteúdo assinado e o que o CFM permite.
Link building é o trabalho de conquistar links de outros sites para o seu, os chamados backlinks. O Google trata cada link como uma indicação e usa esse sinal para avaliar a autoridade de uma página. Conta mais a qualidade e a relação de assunto do site que indica do que a quantidade, e links comprados ou trocados em massa violam as políticas de spam do buscador.
Link building é o conjunto de ações para fazer com que outros sites publiquem links apontando para o seu. Cada link desses é um backlink. O Google interpreta o backlink como uma indicação: se um portal do seu setor aponta para o seu artigo, é sinal de que alguém com conhecimento do assunto achou aquele conteúdo digno de referência. Páginas com boas indicações tendem a aparecer acima de páginas equivalentes que ninguém cita.
Esse foi o princípio que diferenciou o Google dos buscadores anteriores, e ele continua em uso. O peso relativo diminuiu com os anos, à medida que o buscador passou a entender melhor o conteúdo das páginas, mas em buscas concorridas os links ainda ajudam a separar quem fica na primeira página de quem fica na segunda.

Dois links nunca valem o mesmo. Para uma fábrica de embalagens, um link vindo do site da associação do setor de plásticos tem peso bem maior que o de cinquenta links de blogs sobre assuntos aleatórios. Os critérios que explicam essa diferença:
Quem publica um link pode marcá-lo com um atributo que orienta o buscador. Sem atributo nenhum, o link é tratado como indicação normal, o que o mercado apelidou de "dofollow".
| Atributo | Significado | Uso típico |
|---|---|---|
| nofollow | O site não endossa o destino | Links em que o autor não quer transferir autoridade |
| sponsored | O link foi pago ou faz parte de publicidade | Publieditorial, anúncio, parceria comercial |
| ugc | Conteúdo gerado pelo usuário | Comentários e fóruns |
Desde 2019 o Google trata esses atributos como dicas, podendo considerá-los ou não. Links nofollow não são prejudiciais e não precisam ser evitados. Um perfil de backlinks natural tem de tudo: links comuns, nofollow, de redes sociais, de diretórios do setor. As redes sociais, aliás, marcam os links como nofollow. Eles trazem visitas, o que é bom, sem transferir autoridade.
As políticas de spam do Google listam como violação qualquer link criado com o objetivo de manipular a classificação. Na prática, entram aí:
Links pagos não são proibidos. Publieditoriais e patrocínios são publicidade legítima, desde que o link leve o atributo sponsored ou nofollow. A violação está em pagar por um link que finge ser indicação espontânea.
O risco tem duas formas. A mais comum hoje é o desperdício: os sistemas automáticos do Google identificam os links artificiais e passam a ignorá-los, de modo que o dinheiro gasto no pacote de links não produz efeito. A mais grave é a ação manual, quando um revisor do Google constata o esquema e o site perde posições até corrigir o problema e pedir reconsideração. O aviso chega pelo Search Console. Desconfie de qualquer oferta de "500 backlinks de alta autoridade" por preço fixo. Reunimos outras práticas do tipo no artigo sobre black hat SEO.
O que funciona é ter no site algo que outro site queira citar e fazer esse material chegar a quem pode citar. As frentes abaixo estão em ordem de esforço, da mais simples à mais trabalhosa.
Associações de classe, sindicatos patronais, câmaras de comércio, fornecedores que listam revendedores, clientes que publicam casos, eventos que a empresa patrocina. Quase toda empresa tem meia dúzia de links legítimos esperando para ser pedidos. Uma revenda autorizada que não aparece na página "onde comprar" do fabricante está deixando um bom link na mesa.
Quando um portal cita a sua marca em uma matéria e não coloca link, um e-mail educado ao autor pedindo a inclusão costuma resolver. Para saber quando isso acontece, configure avisos com o nome da empresa e dos produtos.
Matérias e entrevistas em veículos do setor geram links de sites com reputação. Rende mais quando a empresa oferece ao jornalista algo que ele não tem: um dado próprio, uma análise de quem vive o mercado, um porta-voz disponível.
Alguns formatos atraem links porque outros autores precisam de uma fonte: levantamentos com dados próprios, calculadoras, glossários, modelos de planilha, guias completos sobre um procedimento, infográficos que explicam um processo. Uma contabilidade que publica uma tabela atualizada de alíquotas, por exemplo, tende a ser citada por blogs de empreendedorismo sem precisar pedir.
Escrever para o blog de um parceiro ou de um veículo do setor continua válido quando o texto é bom e o público do outro site tem interesse real no assunto. O guest post vira problema quando passa a ser produzido em série, com o mesmo artigo reaproveitado em dezenas de sites e o link forçado em uma palavra-chave.
Tecnicamente não são link building, mas trabalham junto. A autoridade que chega por um backlink se distribui pelo site através dos links internos. Se o seu artigo mais citado não aponta para as páginas de serviço, o ganho fica parado nele.
O Google Search Console é gratuito e tem um relatório de links que mostra quais sites apontam para o seu, quais páginas recebem mais links e quais textos âncora são usados. É o ponto de partida, e para muitas empresas é o suficiente.

O Google Alertas, também gratuito, envia um e-mail quando o termo que você cadastrou aparece em uma página nova. Cadastre o nome da empresa, dos sócios que dão entrevistas e dos principais produtos para encontrar as menções sem link.

Semrush e Ahrefs são ferramentas pagas que mantêm bases próprias de backlinks. A vantagem sobre o Search Console é poder analisar qualquer site, inclusive os concorrentes. Ver quem indica os três primeiros colocados de uma busca mostra de onde vêm os links do seu mercado e gera uma lista de sites para abordar. As notas de autoridade que essas ferramentas calculam são métricas delas, úteis para comparar sites entre si. O Google não as utiliza.
Sobre links ruins que apontam para o seu site sem que você tenha feito nada: todo site recebe alguns, e o Google afirma que os ignora na maioria dos casos. A ferramenta de rejeição de links existe para situações específicas, como uma ação manual ou um histórico de compra de links feito por um fornecedor anterior. Usá-la por precaução pode descartar links que estavam ajudando.
Abra o relatório de links do Search Console e veja quantos domínios apontam para o seu site hoje. Em seguida, liste as relações que a empresa já tem e que ainda não renderam link; essa lista sozinha costuma ocupar o primeiro mês. Link building é trabalho lento. Um bom link por mês, vindo de um site do seu setor, constrói em um ano um perfil que pacote nenhum entrega, e que não corre o risco de ser anulado na próxima atualização do Google.
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