O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
O Google Trends é uma ferramenta gratuita do Google que mostra como o interesse por um termo de busca varia ao longo do tempo e entre regiões, em uma escala de 0 a 100. Ele não informa quantas buscas foram feitas. Serve para enxergar sazonalidade, comparar termos, descobrir assuntos em alta e decidir quando e onde concentrar conteúdo e verba de anúncios.
O Google Trends é a ferramenta gratuita do Google que mostra a evolução do interesse por um termo de busca. Você digita uma palavra, escolhe o país e o período, e recebe um gráfico com os altos e baixos da procura. É a forma mais rápida de responder a perguntas como "em que mês as pessoas começam a procurar por ar-condicionado" ou "o público fala mais em 'plano de saúde' ou em 'convênio médico'".
O acesso é livre, sem cadastro, em trends.google.com.br.
O ponto que mais confunde quem abre o Trends pela primeira vez é a escala. Os números do gráfico vão de 0 a 100 e representam interesse relativo. O valor 100 marca o momento de maior procura pelo termo dentro do período e da região selecionados, e os demais pontos são proporcionais a esse pico. Um valor 50 significa metade do interesse do pico, e nada diz sobre quantidade de buscas.
Duas consequências práticas. Um termo com gráfico bonito pode ter procura minúscula em números absolutos. E, ao mudar o período ou a região, a escala inteira é recalculada, então dois gráficos gerados com filtros diferentes não podem ser comparados entre si.
Para saber volume, a ferramenta certa é o Planejador de palavras-chave do Google Ads, que informa faixas de buscas mensais. O Trends mostra a forma da curva, e o Planejador mostra o tamanho dela. Os dois se completam.
Ao digitar, a ferramenta costuma oferecer duas opções para a mesma palavra: "termo de pesquisa" e "assunto". O termo considera aquelas palavras exatas. O assunto agrupa variações, sinônimos e buscas em outros idiomas sobre o mesmo tema. Para comparar marcas ou conceitos, o assunto tende a dar um retrato mais fiel; para decidir qual palavra usar em um título, o termo é o que interessa.
Abaixo do gráfico ficam as listas de assuntos e pesquisas relacionadas, que podem ser ordenadas pelas principais ou pelas que estão em ascensão. A segunda ordenação mostra o que começou a crescer agora.

Quem investe em links patrocinados usa o Trends principalmente para três decisões.
A primeira é de calendário. Olhando cinco anos de histórico de um termo como "material escolar", fica visível em que semana a procura começa a subir, quando atinge o pico e quando cai. Com isso a campanha entra no ar no início da subida, e a verba maior fica reservada para as semanas de pico. Quem só percebe a alta quando ela já está no relatório de vendas chega atrasado e paga o clique mais caro do ano.
A segunda é de vocabulário. Uma empresa de energia solar pode comparar "energia solar", "placa solar" e "painel fotovoltaico" e descobrir qual expressão o público usa de fato. O termo técnico preferido pela equipe interna raramente é o mais buscado.
A terceira é geográfica. O mapa por estado mostra onde o interesse é proporcionalmente maior, o que ajuda a decidir em quais regiões concentrar o orçamento ou testar uma campanha antes de expandir. Como o dado é proporcional, um estado pequeno pode aparecer à frente de São Paulo; isso indica interesse concentrado, e o volume total continua sendo maior onde há mais gente.
Para blog, o uso mais valioso é separar o tema perene do tema de momento. Um termo cujo gráfico é uma linha estável ou que sobe todo ano na mesma época justifica um artigo completo, que vai receber visitas por muito tempo. Um termo com um único pico seguido de queda foi notícia. Pode render uma publicação rápida em rede social, mas dificilmente compensa um artigo longo, que levaria semanas para ganhar posição na busca e chegaria depois do interesse.
As pesquisas relacionadas em ascensão funcionam como fonte de pauta. Se você pesquisa "previdência privada" e a lista mostra uma dúvida específica crescendo, há ali uma pergunta que as pessoas começaram a fazer e que talvez ainda tenha pouca resposta publicada. Ajuda também na hora de montar o texto: os termos relacionados indicam os subtemas que o leitor espera encontrar. Outras opções para essa etapa estão no nosso artigo sobre ferramentas de marketing de conteúdo.
A sazonalidade serve ao conteúdo tanto quanto aos anúncios. Um artigo sobre declaração de imposto de renda precisa estar publicado e indexado antes de a procura subir, o que na prática significa publicar ou atualizar o texto com um ou dois meses de antecedência.

O Trends tem uma área dedicada às pesquisas em alta, com os assuntos que tiveram crescimento súbito nas últimas horas em cada país. Para quem cuida de redes sociais, é um termômetro do que as pessoas estão comentando no dia. No fim de cada ano o Google publica também uma retrospectiva com as buscas que mais cresceram, útil para entender o que marcou o período.
O cuidado aqui é de critério. Nem todo assunto em alta combina com a marca, e entrar em uma conversa sem ter nada a acrescentar soa oportunista. Assuntos ligados a tragédia, saúde ou política pedem distância. Uma regra simples: só aproveite o tema se a empresa tiver algo próprio para dizer sobre ele.
O Trends trabalha com uma amostra das buscas, e termos de procura muito baixa aparecem com dados insuficientes ou com um gráfico cheio de zeros. Para nichos pequenos e para pesquisas restritas a uma cidade, isso é comum.
Outro limite: interesse de busca não é intenção de compra. Um produto pode ter pico de procura porque apareceu em uma reportagem negativa. Antes de mover verba por causa de um gráfico, confira nas pesquisas relacionadas o que as pessoas estão de fato perguntando sobre aquele termo e cruze com os dados da sua própria conta de anúncios e do Search Console. O Trends mostra o comportamento do mercado inteiro, e a decisão de investimento depende de como o seu público específico responde.
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