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Como incluir um CRM na rotina da clínica ou do consultório

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Em resumo

Para incluir um CRM em uma clínica, comece registrando todo contato que chega (WhatsApp, telefone, formulário, anúncio) em um único lugar, defina as etapas entre o primeiro contato e o retorno do paciente e treine a recepção para atualizar cada uma. Como os dados são de saúde, a LGPD exige cuidado extra: o CRM guarda dados de contato e de agendamento, com consentimento para comunicação, e o prontuário fica fora dele.

Implantar um CRM na clínica começa por uma decisão simples: todo contato de paciente passa a ser registrado em um só lugar, venha ele do WhatsApp, do telefone, do site ou de um anúncio. Em seguida vêm as etapas do atendimento, o treinamento da recepção e as regras de privacidade. A ferramenta escolhida pesa menos que essas definições. Clínica que compra o sistema antes de combinar quem registra o quê acaba com um cadastro vazio e uma mensalidade.

O que o CRM faz que o sistema da clínica não faz

CRM é a sigla de Customer Relationship Management, gestão do relacionamento com o cliente. O software de gestão da clínica cuida da agenda, do prontuário e do faturamento de quem já é paciente. O CRM cuida do que acontece antes e entre as consultas: a pessoa que pediu informação e não agendou, a que agendou e faltou, a que recebeu um plano de tratamento e sumiu, a que deveria ter voltado há seis meses.

Na prática, ele responde a perguntas que a agenda sozinha não responde. De cada dez pessoas que chamam no WhatsApp, quantas marcam avaliação. Qual campanha trouxe pacientes que fecharam tratamento, e qual trouxe só curiosos. Quantos orçamentos estão em aberto e há quantos dias.

As etapas que valem a pena configurar

O funil de uma clínica é curto. Um desenho que serve para a maioria dos consultórios:

  1. Novo contato: a pessoa escreveu ou ligou e ainda não foi atendida.
  2. Em atendimento: a recepção respondeu e está tirando dúvidas.
  3. Avaliação agendada.
  4. Compareceu: aqui se separa quem veio de quem faltou.
  5. Plano de tratamento ou orçamento apresentado.
  6. Fechou, ou não fechou, com o motivo anotado.
  7. Retorno previsto: a data em que o paciente deve ser chamado de novo.

Dois campos fazem diferença desde o primeiro dia: a origem do contato (indicação, Google, Instagram, convênio) e o procedimento de interesse. Com eles, a clínica consegue comparar canais e mandar mensagens que fazem sentido para cada pessoa.

LGPD: dado de saúde pede mais cuidado

A Lei Geral de Proteção de Dados classifica dado referente à saúde como dado pessoal sensível, a categoria com as regras mais rígidas. Para a clínica que usa CRM, isso se traduz em algumas práticas.

  • Prontuário fica fora do CRM. Diagnóstico, exame, evolução clínica e foto de tratamento pertencem ao sistema clínico, com o sigilo profissional que os conselhos exigem. No CRM entram nome, contato, origem, procedimento de interesse e situação do agendamento.
  • Consentimento para comunicação. Lembrete de consulta marcada faz parte do atendimento. Mensagem de divulgação é outra finalidade e pede autorização específica do paciente, registrada com data, e um jeito fácil de sair da lista.
  • Acesso por perfil. A recepcionista precisa ver contato e agenda. Não precisa exportar a base inteira. Cada pessoa com o seu usuário, nada de senha compartilhada, e bloqueio no dia em que alguém sai da equipe.
  • Contrato com o fornecedor. A empresa do CRM trata dados em nome da clínica. O contrato deve dizer onde os dados ficam, como são protegidos e como são devolvidos ou apagados no fim da relação.
  • Cuidado com segmentação por condição de saúde. Usar o histórico clínico de alguém para montar público de anúncio ou campanha de oferta é o tipo de uso que a lei e os conselhos profissionais restringem. Segmentar por data do último atendimento ou por interesse que a própria pessoa declarou é o caminho seguro.

Em caso de dúvida sobre um uso específico, a consulta a um advogado ou ao encarregado de dados custa pouco perto de um incidente com informação de paciente.

Verifique as integrações antes de contratar

O CRM só fica atualizado se a informação entrar sozinha ou com um clique. Antes de assinar, confirme se ele conversa com o que a clínica já usa: o WhatsApp da recepção, o formulário do site, os formulários de anúncio do Meta Ads e do Google Ads e o sistema de agenda. Quando não há integração com a agenda, alguém terá de marcar à mão quem compareceu, e esse é o primeiro hábito a se perder em semana cheia.

Peça uma demonstração com um caso real da clínica e aproveite o período de teste para cadastrar os contatos de uma semana. Se a troca for de um CRM para outro, pergunte como os dados antigos são exportados e importados.

Treine quem atende

Quem alimenta o CRM é a recepção, e ela costuma enxergar o sistema como trabalho a mais. O treinamento precisa mostrar o que cada etapa significa e o que a equipe ganha: a lista de quem ligar hoje já pronta, em vez de procurar conversa por conversa no celular.

Combine regras curtas. Todo contato novo é cadastrado no mesmo dia. Falta é registrada como falta, com tentativa de reagendar em até 24 horas. Orçamento sem resposta recebe um retorno em três dias e outro em dez.

Três usos que pagam a ferramenta

Retorno periódico: um consultório odontológico registra a data da limpeza e o CRM gera, seis meses depois, a tarefa de chamar o paciente. Sem esse lembrete, o retorno depende de a pessoa lembrar sozinha.

Recuperação de faltas: quem não compareceu entra numa lista do dia seguinte. Uma mensagem educada oferecendo dois novos horários recupera parte dessas consultas, que de outro modo ficariam esquecidas.

Orçamentos em aberto: tratamentos de valor mais alto raramente são decididos na hora. Ver em uma tela todos os planos apresentados e não fechados permite retomar a conversa com quem pediu tempo para pensar.

Mantenha a base em dia

Cadastro desatualizado gera mensagem para telefone errado, convite de retorno para quem já voltou e relatório que ninguém confia. Reserve um horário fixo por semana para revisar contatos parados em cada etapa e encerrar os que não responderam. Uma vez por mês, olhe três números: contatos recebidos, avaliações realizadas e tratamentos fechados, separados por origem. Eles mostram se o problema está na divulgação ou no atendimento.

Se a clínica não tem quem desenhe esse processo, a nossa equipe de estruturação de CRM faz a configuração, as integrações e o treinamento. Para a parte de divulgação, que alimenta o CRM com novos contatos, veja como fazer marketing médico para clínicas.

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