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Estratégias eficientes para reduzir o CAC

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Em resumo

O CAC, custo de aquisição de clientes, é a soma de tudo o que a empresa gastou com marketing e vendas em um período dividida pelo número de clientes novos. Para reduzi-lo, calcule o CAC de cada canal, corte ou corrija os canais caros, melhore as taxas de conversão entre visita, lead e venda e responda aos leads mais rápido. Reduzir verba sem olhar essas taxas costuma derrubar as vendas junto.

Reduzir o CAC é gastar menos para conquistar cada cliente sem vender menos. Há dois caminhos: diminuir o que se gasta com marketing e vendas ou aumentar o número de clientes obtidos com o mesmo gasto. O segundo quase sempre rende mais, e é nele que estão as medidas deste artigo. Antes, a conta precisa estar certa.

O que é o CAC

O que é o CAC?

CAC é a sigla de Customer Acquisition Cost, ou custo de aquisição de clientes. Ele mostra quanto a empresa desembolsa, em média, para transformar um desconhecido em cliente pagante.

O número importa porque revela uma situação comum e difícil de enxergar no dia a dia: a empresa fecha vendas todo mês, o time comemora e o caixa não melhora. Quando se faz a conta, descobre-se que cada cliente custou quase tanto quanto deixou de margem, ou que cancelou antes de pagar o que custou.

Como calcular

Como calcular?

A fórmula é simples: some os gastos de marketing e de vendas de um período e divida pelo número de clientes novos conquistados no mesmo período.

O erro está em geral na primeira parte. Muita empresa considera só a verba de anúncios e chega a um CAC irreal. Entram na soma:

  • mídia paga (Google Ads, Meta Ads e outras plataformas);
  • salários e encargos das equipes de marketing e de vendas;
  • comissões e bonificações;
  • agência, freelancers e produção de conteúdo;
  • ferramentas: CRM, automação de e-mail, telefonia, plataformas de pesquisa;
  • eventos, brindes e viagens comerciais.

Um exemplo. Em um trimestre, uma escola de idiomas gastou R$ 18.000 em anúncios, R$ 30.000 com a folha de duas pessoas no comercial e uma no marketing, R$ 4.500 de agência e R$ 1.500 em ferramentas. Total de R$ 54.000. No mesmo trimestre matriculou 90 alunos novos. O CAC é de R$ 600.

Dois cuidados com o período. Se a venda leva meses para fechar, o gasto de janeiro gera clientes em abril, e calcular mês a mês distorce o resultado. Nesse caso, use trimestres ou compare o gasto de um mês com os clientes que vieram dos leads gerados naquele mês. E conte só clientes novos. Renovação e recompra ficam fora.

Como saber se o seu CAC está alto

O CAC sozinho não diz nada. R$ 600 é caro para vender um curso de R$ 400 e barato para um contrato de R$ 20.000. Ele precisa ser comparado com o que o cliente rende.

A comparação mais usada é com o LTV, o valor que o cliente deixa durante todo o tempo em que compra da empresa, de preferência calculado sobre a margem e não sobre o faturamento. Na escola do exemplo, se o aluno paga R$ 350 por mês, fica em média 14 meses e a margem é de 40%, o LTV em margem é de R$ 1.960. A relação entre LTV e CAC fica um pouco acima de três para um, patamar que o mercado costuma tratar como saudável. Perto de um para um, a empresa paga para trabalhar.

A segunda comparação é o tempo de retorno, o payback: em quantos meses a margem gerada pelo cliente cobre o CAC. No exemplo, R$ 600 divididos por R$ 140 de margem mensal dão pouco mais de quatro meses. Quanto maior esse prazo, mais capital de giro o crescimento exige.

Seis medidas para reduzir o CAC

1. Calcule o CAC por canal

O CAC geral esconde diferenças grandes. Separe os clientes por origem (pesquisa paga, redes sociais, orgânico, indicação, prospecção ativa) e atribua a cada canal os custos dele. É comum descobrir que um canal traz clientes pela metade do custo de outro. A decisão seguinte é direta: mover verba do caro para o barato até o barato parar de escalar. Isso depende de registrar a origem de cada lead no CRM e mantê-la até a venda.

2. Melhore as taxas de conversão do funil

Se mil visitantes geram vinte leads e dois clientes, dobrar a taxa de qualquer uma dessas etapas dobra os clientes sem gastar um real a mais em mídia. Vale revisar a página de destino (título claro, formulário curto, carregamento rápido no celular), a oferta e o processo comercial. Normalmente há uma etapa muito pior que as outras, e é nela que o esforço rende.

3. Refine o público

Lead que nunca vai comprar custa duas vezes: no clique e no tempo do vendedor. Defina com clareza o perfil de cliente ideal e use essa definição nas campanhas. Na pesquisa paga, cadastre como palavras-chave negativas os termos que trazem curiosos e estudantes. Nos formulários, inclua uma pergunta que ajude a filtrar, como porte da empresa ou prazo para a compra. O custo por lead pode até subir. O que interessa é o custo por cliente.

4. Alinhe marketing e vendas

Boa parte do CAC alto vem de lead bom que se perde na passagem entre as áreas. O marketing entrega, o comercial demora dois dias para ligar, e o cliente já fechou com outro. Combinar por escrito o que é um lead pronto para abordagem, o prazo do primeiro contato e o número de tentativas reduz esse desperdício. Tratamos do assunto no artigo sobre vendarketing.

5. Invista em canais que não cobram por clique

Conteúdo que aparece na busca orgânica, uma base de e-mails bem cuidada e um programa de indicação trazem clientes sem custo de mídia a cada visita. O Inbound Marketing organiza esse trabalho. O retorno demora mais que o dos anúncios e exige produção constante, e por isso funciona como complemento da mídia paga, que continua trazendo volume no curto prazo.

6. Cuide da retenção

Manter o cliente não altera a fórmula do CAC, mas muda o quanto de CAC a empresa suporta. Cliente que fica mais tempo e compra de novo aumenta o LTV, e cliente satisfeito indica outros, que chegam com custo de aquisição próximo de zero e puxam a média para baixo.

O que não fazer

Cortar a verba de anúncios é o jeito mais rápido de baixar o CAC no relatório e, muitas vezes, de piorar o negócio. Os custos fixos de equipe e ferramentas continuam os mesmos, as vendas caem e, no trimestre seguinte, o CAC volta maior. Outra armadilha é buscar o menor CAC possível: um canal com custo um pouco mais alto pode trazer clientes que ficam o dobro do tempo.

O acompanhamento que funciona é mensal e por canal, com CAC, LTV e payback lado a lado. Se a empresa ainda não registra a origem dos clientes, esse é o primeiro passo, e todo o resto depende dele. É o tipo de base que montamos nos projetos de inteligência de dados.

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