O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
O CAC, custo de aquisição de clientes, é a soma de tudo o que a empresa gastou com marketing e vendas em um período dividida pelo número de clientes novos. Para reduzi-lo, calcule o CAC de cada canal, corte ou corrija os canais caros, melhore as taxas de conversão entre visita, lead e venda e responda aos leads mais rápido. Reduzir verba sem olhar essas taxas costuma derrubar as vendas junto.
Reduzir o CAC é gastar menos para conquistar cada cliente sem vender menos. Há dois caminhos: diminuir o que se gasta com marketing e vendas ou aumentar o número de clientes obtidos com o mesmo gasto. O segundo quase sempre rende mais, e é nele que estão as medidas deste artigo. Antes, a conta precisa estar certa.

CAC é a sigla de Customer Acquisition Cost, ou custo de aquisição de clientes. Ele mostra quanto a empresa desembolsa, em média, para transformar um desconhecido em cliente pagante.
O número importa porque revela uma situação comum e difícil de enxergar no dia a dia: a empresa fecha vendas todo mês, o time comemora e o caixa não melhora. Quando se faz a conta, descobre-se que cada cliente custou quase tanto quanto deixou de margem, ou que cancelou antes de pagar o que custou.

A fórmula é simples: some os gastos de marketing e de vendas de um período e divida pelo número de clientes novos conquistados no mesmo período.
O erro está em geral na primeira parte. Muita empresa considera só a verba de anúncios e chega a um CAC irreal. Entram na soma:
Um exemplo. Em um trimestre, uma escola de idiomas gastou R$ 18.000 em anúncios, R$ 30.000 com a folha de duas pessoas no comercial e uma no marketing, R$ 4.500 de agência e R$ 1.500 em ferramentas. Total de R$ 54.000. No mesmo trimestre matriculou 90 alunos novos. O CAC é de R$ 600.
Dois cuidados com o período. Se a venda leva meses para fechar, o gasto de janeiro gera clientes em abril, e calcular mês a mês distorce o resultado. Nesse caso, use trimestres ou compare o gasto de um mês com os clientes que vieram dos leads gerados naquele mês. E conte só clientes novos. Renovação e recompra ficam fora.
O CAC sozinho não diz nada. R$ 600 é caro para vender um curso de R$ 400 e barato para um contrato de R$ 20.000. Ele precisa ser comparado com o que o cliente rende.
A comparação mais usada é com o LTV, o valor que o cliente deixa durante todo o tempo em que compra da empresa, de preferência calculado sobre a margem e não sobre o faturamento. Na escola do exemplo, se o aluno paga R$ 350 por mês, fica em média 14 meses e a margem é de 40%, o LTV em margem é de R$ 1.960. A relação entre LTV e CAC fica um pouco acima de três para um, patamar que o mercado costuma tratar como saudável. Perto de um para um, a empresa paga para trabalhar.
A segunda comparação é o tempo de retorno, o payback: em quantos meses a margem gerada pelo cliente cobre o CAC. No exemplo, R$ 600 divididos por R$ 140 de margem mensal dão pouco mais de quatro meses. Quanto maior esse prazo, mais capital de giro o crescimento exige.
O CAC geral esconde diferenças grandes. Separe os clientes por origem (pesquisa paga, redes sociais, orgânico, indicação, prospecção ativa) e atribua a cada canal os custos dele. É comum descobrir que um canal traz clientes pela metade do custo de outro. A decisão seguinte é direta: mover verba do caro para o barato até o barato parar de escalar. Isso depende de registrar a origem de cada lead no CRM e mantê-la até a venda.
Se mil visitantes geram vinte leads e dois clientes, dobrar a taxa de qualquer uma dessas etapas dobra os clientes sem gastar um real a mais em mídia. Vale revisar a página de destino (título claro, formulário curto, carregamento rápido no celular), a oferta e o processo comercial. Normalmente há uma etapa muito pior que as outras, e é nela que o esforço rende.
Lead que nunca vai comprar custa duas vezes: no clique e no tempo do vendedor. Defina com clareza o perfil de cliente ideal e use essa definição nas campanhas. Na pesquisa paga, cadastre como palavras-chave negativas os termos que trazem curiosos e estudantes. Nos formulários, inclua uma pergunta que ajude a filtrar, como porte da empresa ou prazo para a compra. O custo por lead pode até subir. O que interessa é o custo por cliente.
Boa parte do CAC alto vem de lead bom que se perde na passagem entre as áreas. O marketing entrega, o comercial demora dois dias para ligar, e o cliente já fechou com outro. Combinar por escrito o que é um lead pronto para abordagem, o prazo do primeiro contato e o número de tentativas reduz esse desperdício. Tratamos do assunto no artigo sobre vendarketing.
Conteúdo que aparece na busca orgânica, uma base de e-mails bem cuidada e um programa de indicação trazem clientes sem custo de mídia a cada visita. O Inbound Marketing organiza esse trabalho. O retorno demora mais que o dos anúncios e exige produção constante, e por isso funciona como complemento da mídia paga, que continua trazendo volume no curto prazo.
Manter o cliente não altera a fórmula do CAC, mas muda o quanto de CAC a empresa suporta. Cliente que fica mais tempo e compra de novo aumenta o LTV, e cliente satisfeito indica outros, que chegam com custo de aquisição próximo de zero e puxam a média para baixo.
Cortar a verba de anúncios é o jeito mais rápido de baixar o CAC no relatório e, muitas vezes, de piorar o negócio. Os custos fixos de equipe e ferramentas continuam os mesmos, as vendas caem e, no trimestre seguinte, o CAC volta maior. Outra armadilha é buscar o menor CAC possível: um canal com custo um pouco mais alto pode trazer clientes que ficam o dobro do tempo.
O acompanhamento que funciona é mensal e por canal, com CAC, LTV e payback lado a lado. Se a empresa ainda não registra a origem dos clientes, esse é o primeiro passo, e todo o resto depende dele. É o tipo de base que montamos nos projetos de inteligência de dados.
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