8 ferramentas para produção de conteúdo, da pauta à publicação
Oito ferramentas, quase todas gratuitas, que cobrem a produção de conteúdo da escolha da pauta até o calendário de publicação.
CRM é a sigla de Customer Relationship Management, a gestão do relacionamento com o cliente. Na prática, é o sistema em que a empresa registra cada contato, cada conversa e cada negociação, do primeiro interesse ao pós-venda. Ele importa porque mostra onde as vendas travam, impede que contatos fiquem sem resposta e permite saber quais ações de marketing trazem clientes de verdade.
CRM é a sigla de Customer Relationship Management, gestão do relacionamento com o cliente. O termo designa duas coisas: o jeito de trabalhar, em que toda interação com o cliente é registrada e usada para atender e vender melhor, e o sistema onde esse registro fica. Quando alguém diz "vamos colocar no CRM", está falando do sistema. Sem a primeira parte, porém, a segunda vira uma agenda de contatos cara.

Pense em uma empresa que instala energia solar. Uma pessoa preenche o formulário do site pedindo orçamento. No CRM nasce uma ficha com nome, telefone, cidade e a origem do contato, por exemplo uma campanha do Google Ads. O vendedor liga, anota o valor da conta de luz e agenda a visita técnica. Depois envia a proposta, e a negociação muda de etapa. Se o cliente pede um mês para pensar, o sistema cria uma tarefa para o vendedor retomar na data combinada.
Cada negociação anda por uma sequência de etapas, chamada de funil ou pipeline:
Com todas as negociações nesse quadro, o gestor enxerga em um minuto quantas propostas estão abertas, quanto elas somam e qual vendedor está com contato parado há dez dias.

O jeito mais fácil de entender é olhar o que acontece sem ele. Os contatos ficam espalhados entre o WhatsApp de cada vendedor, uma planilha e a caixa de e-mail. Um pedido de orçamento que chegou na sexta à tarde só é visto na terça. Dois vendedores ligam para o mesmo cliente. Quando alguém sai da empresa, leva o histórico no celular. E, na reunião de resultados, ninguém sabe dizer por que as vendas caíram, porque não há registro de quantas propostas foram feitas nem de por que foram recusadas.
Com o processo dentro do sistema, a empresa passa a ter respostas:
Para o marketing, o ganho é ligar o investimento à venda. A plataforma de anúncios informa quantos formulários uma campanha gerou. Só o CRM informa quantos desses contatos viraram cliente e quanto pagaram. Uma campanha que gera cem contatos baratos e nenhuma venda perde para outra que gera vinte contatos caros e seis contratos, e essa comparação só existe quando a origem do contato acompanha a ficha até o fechamento. Com a integração feita, dá para devolver essa informação ao Google Ads e ao Meta Ads, que passam a buscar pessoas parecidas com quem comprou.
A classificação tradicional separa os sistemas pela função principal. A maioria das ferramentas atuais reúne as três em graus diferentes.
| Tipo | O que faz | Exemplo de uso |
|---|---|---|
| Operacional | Organiza a rotina de vendas, marketing e atendimento: fichas, funil, tarefas, automações | Lembrar o vendedor de retomar uma proposta e enviar um e-mail automático de boas-vindas |
| Analítico | Cruza os dados registrados e gera relatórios | Descobrir que contatos vindos de indicação fecham em metade do tempo |
| Colaborativo | Compartilha o histórico entre áreas e canais | O suporte vê o que o comercial prometeu antes de responder a um chamado |
Para uma empresa pequena, o operacional resolve a primeira dor, que é parar de perder contato. A parte analítica ganha valor depois de alguns meses de dados bem preenchidos.
Há dezenas de opções no mercado, de ferramentas simples de funil, como Pipedrive e RD Station CRM, a plataformas amplas, como HubSpot e Salesforce. A escolha fica mais fácil se você inverter a ordem habitual e definir o processo antes do software.
Comece desenhando as etapas da sua venda em uma folha, com o critério de passagem de uma para a outra. Depois liste o que precisa ser registrado em cada ficha. Menos campos é melhor: formulário longo o vendedor não preenche. Só então compare as ferramentas, olhando três pontos. O primeiro é a integração com o que você já usa, como formulários do site, WhatsApp, e-mail, ERP e a ferramenta de disparo de newsletter. O segundo é a facilidade de uso no celular, porque é ali que o vendedor externo vai atualizar as negociações. O terceiro é o custo por usuário quando a equipe crescer.
Na implantação, o que derruba o projeto é a adesão. Nos projetos que atendemos, funciona estabelecer uma regra simples desde o primeiro dia: negociação que não está no sistema não existe para efeito de meta e de comissão. E a reunião semanal de vendas passa a ser feita olhando o funil na tela, o que mostra a todos que o registro tem utilidade.
Um cuidado legal: o CRM guarda dados pessoais, e a LGPD se aplica. Registre de onde veio cada contato e com que finalidade ele forneceu os dados, limite o acesso de cada usuário ao que ele precisa e tenha um procedimento para atender quem pedir a exclusão do cadastro.
Se a sua empresa ainda controla vendas por planilha, o primeiro passo cabe nesta semana: escreva as etapas do funil e conte quantas negociações estão em cada uma hoje. Esse retrato já mostra onde está o gargalo, e é o ponto de partida do nosso trabalho de estruturação de CRM quando uma empresa nos procura para organizar o comercial.
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