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5 ferramentas para criar e-book e usar o material para gerar leads

criar e-book

Em resumo

Para criar e-book, as ferramentas mais usadas são Canva, Google Apresentações, Google Docs, Figma e Adobe InDesign. As três primeiras atendem quem nunca diagramou e têm versão gratuita; Figma e InDesign pedem prática e dão mais controle sobre a página. Em todas, o resultado é um PDF, que vai para trás de um formulário em uma landing page.

Para criar e-book hoje, cinco ferramentas cobrem quase todos os casos: Canva, Google Apresentações, Google Docs, Figma e Adobe InDesign. Quem nunca diagramou nada resolve com as três primeiras, que têm versão gratuita e modelos prontos. Figma e InDesign pedem prática e devolvem controle fino sobre cada página. A escolha depende menos do programa e mais de quem vai operá-lo.

Antes da lista, um aviso de quem produz esse tipo de material há bastante tempo: diagramar é a parte rápida. O que demora, e o que define se o e-book vai trazer contato qualificado, é o texto.

O que precisa estar pronto antes de abrir a ferramenta

O tema vem primeiro. Um bom e-book responde a uma dúvida que o cliente tem pouco antes de contratar e que um artigo de blog não esgota. Para um escritório de contabilidade, "Guia para abrir empresa no Simples Nacional" atrai gente perto de precisar de contador. "A história da contabilidade" atrai estudante fazendo trabalho de faculdade, e a lista de contatos enche de nomes que nunca vão virar cliente.

Depois, o texto. Escreva e revise tudo em um editor comum e só então leve para a diagramação, porque corrigir parágrafo dentro de página montada dá o dobro de trabalho. Sobre tamanho, o assunto manda. Dez páginas úteis funcionam melhor que quarenta infladas.

Assistentes de inteligência artificial ajudam a montar o roteiro dos capítulos e a revisar a redação. Os exemplos, os números da sua operação e a opinião sobre o que funciona precisam vir da empresa. Sem isso, sai um material igual ao de qualquer concorrente que fez o mesmo pedido à mesma ferramenta.

Uma estrutura que funciona: capa com título claro, sumário, capítulos curtos com subtítulos, e uma página final dizendo ao leitor o que fazer em seguida, seja pedir um orçamento, agendar uma conversa ou ler outro material.

As cinco ferramentas, da mais simples à mais completa

FerramentaCustoIndicada paraLimitação
CanvaPlano gratuito e plano pagoQuem quer um resultado bonito sem saber diagramarModelos muito usados deixam o material com cara conhecida
Google ApresentaçõesGratuito com conta GoogleEquipes que escrevem e revisam juntasPoucos recursos de tipografia
Google DocsGratuito com conta GoogleMaterial com muito texto e pouca imagemVisual simples
FigmaPlano gratuito e planos pagosEmpresas que já têm designer de produto ou de interfaceNão foi feito para texto longo
Adobe InDesignAssinatura pagaDesigners e materiais extensosCurva de aprendizado alta

Canva

canva

É o caminho mais curto para quem não tem designer. O Canva oferece modelos de e-book já no formato de página, e o trabalho consiste em trocar textos, imagens e cores. Ao final, você baixa o arquivo em PDF.

O plano gratuito atende a um primeiro material. Parte do banco de imagens e os recursos para guardar as cores e fontes da marca ficam no plano pago. O cuidado principal é com a aparência: milhares de empresas partem dos mesmos modelos. Troque as fontes, as cores e as fotos pelas da sua marca até o modelo original ficar irreconhecível.

Google Apresentações

Google Apresentações

A ferramenta de slides do Google funciona bem como diagramador improvisado. Você altera o tamanho do slide para o formato de uma página em pé, distribui blocos de texto e imagem em cada tela e exporta em PDF. O PowerPoint faz o mesmo para quem prefere o pacote da Microsoft.

A vantagem aparece quando várias pessoas participam. O redator escreve, o especialista comenta ao lado e o gestor aprova no mesmo arquivo, que é salvo sozinho na nuvem. Em troca, o controle de tipografia e de alinhamento é básico.

Google Docs

Para um guia técnico, um manual ou um relatório com muito texto, o editor de documentos resolve. Aplicando os estilos de título, o próprio Docs gera o sumário com links para cada capítulo. Uma capa feita à parte e um cabeçalho com o logotipo já dão acabamento suficiente. O Word entrega resultado equivalente.

Figma

Empresas com equipe de produto digital costumam ter o Figma à mão. Cada página do e-book vira um quadro, os elementos repetidos viram componentes e o conjunto é exportado em PDF. O designer trabalha com liberdade total de layout. O limite está no texto corrido: a ferramenta não distribui automaticamente um capítulo longo por várias páginas, então cada alteração no texto pode exigir ajuste manual.

Adobe InDesign

Adobe InDesign

É o programa padrão do mercado editorial, o mesmo usado em revistas e livros. Tem páginas-mestras, estilos de parágrafo, texto que flui de uma página para a outra e sumário automático. Em um material de sessenta páginas, esses recursos poupam horas a cada revisão.

O InDesign é vendido por assinatura e não é intuitivo. Faz sentido quando há um designer na equipe ou na agência. Para quem vai produzir um e-book por semestre sem apoio de design, o Canva entrega mais rápido.

Do PDF ao lead

Divulgando um E-book

Arquivo pronto, falta fazê-lo trabalhar. Comprima as imagens para o PDF ficar leve no celular, confira se os links internos estão clicáveis e dê ao arquivo um nome que faça sentido para quem o encontrar na pasta de downloads meses depois.

O e-book fica atrás de uma landing page com formulário. Peça apenas os dados que vai usar. Nome, e-mail e empresa bastam na maioria dos casos, e cada campo extra reduz o número de cadastros. A LGPD exige que você informe para que os dados servirão e que a pessoa concorde em receber suas comunicações. Enviar o material por e-mail, em vez de liberar o download na tela, ajuda a evitar endereços inventados.

Para divulgar, use os canais em que seu público já está: e-mail para a base, publicações nas redes sociais, chamadas dentro dos artigos do blog que tratam do mesmo assunto e anúncios segmentados para o perfil de cliente que interessa.

A medição tem duas etapas. Na primeira, a taxa de conversão da página: se 1.000 pessoas visitaram e 120 se cadastraram, ela é de 12%. Na segunda, quantos desses contatos avançaram até virar oportunidade de venda. Essa etapa depende de registrar a origem de cada lead no CRM e de manter uma sequência de nutrição de leads depois do download.

Coloque na agenda uma revisão anual do material. E-book com captura de tela antiga, regra que mudou ou ferramenta que deixou de existir continua sendo baixado, e passa a depor contra a empresa que assina a capa.

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