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Conheça 4 ferramentas de automação de marketing

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Em resumo

HubSpot, RD Station, Mailchimp e SharpSpring (hoje vendida pela Constant Contact) são quatro plataformas de automação de marketing bastante usadas no Brasil. Todas capturam contatos e disparam e-mails conforme o comportamento de cada um. O que muda é o CRM embutido, o suporte em português e o quanto a mensalidade sobe quando a base de contatos cresce.

HubSpot, RD Station, Mailchimp e SharpSpring estão entre as ferramentas de automação de marketing mais conhecidas por aqui. As quatro fazem o básico: capturam o contato em um formulário, guardam o histórico dele e enviam e-mails conforme o que a pessoa fez ou deixou de fazer. A diferença aparece no CRM que vem junto, no idioma do suporte e em quanto a mensalidade sobe quando a base de contatos cresce.

Se a dúvida ainda é anterior, vale ler primeiro o que é automação de marketing e para que ela serve. Daqui para a frente o assunto é a escolha da plataforma.

HubSpot

A HubSpot é a empresa americana que popularizou o termo inbound marketing. O produto parte de um CRM gratuito e cresce em módulos pagos de marketing, vendas e atendimento, que podem ser contratados separados ou em conjunto.

O ponto forte é ter tudo no mesmo cadastro. O vendedor abre a ficha de um contato e vê por qual anúncio ele chegou, quais e-mails abriu, que páginas visitou e em que etapa está a negociação. Para uma empresa com time comercial, isso encurta a conversa entre marketing e vendas, porque os dois olham para o mesmo dado.

O preço pede atenção. O plano de entrada é acessível, mas vários recursos de automação só existem nos planos intermediários, e o valor acompanha o número de contatos. Peça a cotação já com os recursos que você pretende usar no primeiro ano.

RD Station

RD Station

A RD Station nasceu em Florianópolis e hoje pertence à TOTVS. É a opção mais comum entre pequenas e médias empresas brasileiras, e isso tem efeito prático: cobrança em reais, suporte em português, integração pronta com sistemas nacionais e muita agência e profissional que já sabe operar a ferramenta.

O RD Station Marketing reúne landing pages, formulários, pop-ups, e-mail, fluxos de automação e pontuação de leads. O funil de vendas fica em outro produto, o RD Station CRM, contratado à parte. Quem precisa dos dois deve somar as mensalidades na comparação com concorrentes que entregam o CRM no mesmo pacote.

Mailchimp

MailChimp

O Mailchimp começou como ferramenta de e-mail marketing e foi comprado pela Intuit em 2021. Continua sendo a escolha de quem quer montar e enviar campanhas de e-mail sem depender de designer: o editor é simples e há modelos prontos para quase tudo.

As automações existem, mas são mais enxutas que as de HubSpot e RD Station. Dá para configurar boas-vindas, lembrete de carrinho abandonado e sequência pós-compra, e a integração com plataformas de loja virtual é um dos atrativos. O Mailchimp não tem funil de negociações para a equipe de vendas. Serve bem a uma loja online ou a um negócio em que o e-mail é o canal principal, e serve mal a quem vende por proposta e reunião.

O plano gratuito ainda existe, com limites que foram reduzidos ao longo dos anos. Confira no site o teto atual de contatos e de envios antes de contar com ele.

SharpSpring

A SharpSpring chegou ao Brasil mirando agências. Oferecia CRM nativo e a possibilidade de a agência aplicar a própria marca na plataforma e revendê-la aos clientes, o chamado white label. Em 2021 a empresa foi comprada pela Constant Contact, e o produto passou a ser vendido dentro da linha dessa marca, com outro nome.

Para quem avalia a ferramenta hoje, a consequência é checar com o representante como ficam suporte, contrato e cobrança para clientes brasileiros. Mudança de dono costuma mexer nessas três coisas.

Como escolher entre elas

Recurso por recurso, as plataformas se parecem. A decisão costuma sair de cinco pontos sobre a sua empresa:

  • Onde o time de vendas trabalha. Se já existe um CRM em uso, a ferramenta de marketing precisa conversar com ele. Se não existe, uma plataforma com CRM embutido evita uma segunda contratação.
  • O tamanho da base daqui a dois anos. Quase todas cobram por tamanho da base. Uma empresa que começa com 2.000 contatos e chega a 20.000 muda de faixa de preço várias vezes no caminho. Peça o valor para a base futura, e não só para a atual.
  • Quem vai operar. Sem alguém para desenhar fluxos e escrever os e-mails, a plataforma mais completa vira um disparador de newsletter caro.
  • O peso do WhatsApp na venda. Se os clientes compram por lá, verifique como cada ferramenta registra essa conversa no histórico do contato.
  • Idioma e horário do suporte. Isso pesa no dia em que um disparo sai errado.

Considere também o custo de sair. Exportar a lista de contatos é fácil em qualquer uma delas. Fluxos de automação, landing pages e histórico de interações ficam para trás e precisam ser refeitos na plataforma nova. Por isso a troca de ferramenta costuma levar meses, e a escolha inicial merece mais tempo do que parece.

Nos projetos de estruturação de CRM que atendemos, a gente desenha o processo comercial antes de abrir a tabela de preços. Com as etapas do funil no papel, fica claro quais recursos serão usados de verdade.

Antes de assinar, peça o período de teste das duas finalistas e monte nelas o mesmo fluxo: um formulário, um e-mail de boas-vindas e um aviso para o vendedor quando o contato pedir orçamento. A que deixar esse fluxo pronto com menos atrito é a que sua equipe vai conseguir manter.

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