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Como divulgar minha clínica na internet?

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Em resumo

Para divulgar uma clínica na internet, comece pelo Perfil da Empresa no Google, que coloca a clínica no mapa e nas buscas da região. Depois vêm um site com página para cada especialidade, anúncios de pesquisa no Google Ads e redes sociais com conteúdo educativo. Tudo dentro das regras de publicidade do conselho profissional e da LGPD.

A divulgação de uma clínica na internet começa pelo Google. Quem precisa de um dermatologista ou de um exame de imagem digita a especialidade e o bairro, olha o mapa, lê as avaliações e liga. Por isso a ordem de prioridade que a gente costuma recomendar é esta: Perfil da Empresa no Google, site, anúncios de pesquisa e, por último, redes sociais.

Muita clínica faz o caminho inverso. Capricha no Instagram e esquece de conferir se o telefone que aparece no Google ainda é o certo.

Perfil da Empresa no Google

É a ficha que aparece no Google Maps e ao lado dos resultados quando alguém busca o nome da clínica ou uma especialidade na região. O cadastro é gratuito e, para um negócio que atende em endereço físico, costuma ser a maior fonte de ligações e pedidos de rota. A ferramenta se chamava Google Meu Negócio até 2021.

O que preencher com cuidado:

  • nome, endereço e telefone idênticos aos do site e das redes;
  • horário de funcionamento, incluindo feriados;
  • categoria principal correta (a especialidade, e não um genérico como "clínica médica", quando houver opção mais específica);
  • fotos reais da fachada, da recepção e dos consultórios;
  • link para agendamento ou para o WhatsApp.

As avaliações pesam na decisão do paciente e na posição da clínica no mapa. Peça a avaliação a quem foi atendido, sem oferecer nada em troca, e responda a todas, inclusive às negativas. Na resposta, nunca confirme nem comente dados de saúde da pessoa: um "lamentamos a espera, entre em contato pelo telefone para resolvermos" protege o sigilo e mostra a quem lê que a clínica dá retorno. O artigo sobre SEO local detalha como subir nesses resultados.

Um site que responda às dúvidas do paciente

Tenha um site e um blog

O site é o único endereço que pertence à clínica. Rede social muda regra de alcance de um mês para o outro, e o site continua lá.

O erro mais comum é ter uma única página "Especialidades" com uma lista de nomes. Para o Google, e para o paciente, funciona melhor uma página para cada especialidade ou procedimento, explicando para que serve, como é feito, como se preparar, quais convênios são aceitos e como agendar. Uma clínica de ortopedia que atende joelho, coluna e ombro tem pelo menos três páginas, e cada uma pode aparecer para uma busca diferente.

O blog complementa essas páginas respondendo às perguntas que os pacientes fazem no consultório. "Quanto tempo dura a recuperação de uma artroscopia" é pauta melhor do que um texto genérico sobre a importância de cuidar da saúde. O conteúdo deve ser educativo, revisado por um profissional habilitado e assinado com nome e número de registro.

Cuide também do básico: o site precisa abrir rápido no celular, ter o botão de agendamento visível em todas as páginas e exibir o nome e o CRM do diretor técnico.

Anúncios para aparecer na hora da busca

SEO leva meses para dar resultado. Enquanto isso, os anúncios de pesquisa do Google Ads colocam a clínica no topo para quem digita a especialidade e a região. Paga-se por clique, e dá para limitar a exibição a um raio em torno do endereço.

Um exemplo de conta: uma clínica investe R$ 2.000 no mês, recebe 400 cliques e, desses, 40 pessoas entram em contato. Cada contato custou R$ 50. Se metade agenda, o custo por paciente novo é de R$ 100. Com esse número na mão, o gestor compara com o valor médio de uma consulta e do retorno e decide se aumenta ou corta a verba.

Para esse cálculo existir, é preciso medir os contatos: cliques no botão de WhatsApp, ligações e formulários enviados, registrados como conversão no Google Ads e no GA4. Sem isso, a clínica sabe quanto gastou e não sabe o que recebeu.

Dois avisos. As plataformas de anúncio têm políticas próprias para saúde, que restringem certos termos, tratamentos e a segmentação de pessoas por condição médica. E o texto do anúncio é publicidade, sujeito às mesmas regras do conselho que valem para um post. Se preferir entregar essa parte a quem faz isso todo dia, conheça o nosso serviço de gestão de tráfego pago.

Redes sociais com conteúdo educativo

Utilize as mídias sociais

Instagram e, para algumas especialidades, YouTube e TikTok servem para a clínica ser lembrada e para o paciente conhecer os profissionais antes da primeira consulta. O que funciona é o médico explicando, em linguagem simples, as dúvidas que ouve todos os dias.

Mantenha a identidade visual da clínica nas publicações e uma frequência que a equipe consiga sustentar. Duas publicações boas por semana valem mais que um mês intenso seguido de três meses de silêncio. Detalhamos o uso de cada rede em redes sociais para profissionais de saúde.

As regras de publicidade médica mudaram

A publicidade de médicos e clínicas é regulada pelo Conselho Federal de Medicina. A norma em vigor é a Resolução CFM nº 2.336/2023, que substituiu a de 2011 e passou a valer em março de 2024. Ela ficou mais permissiva em alguns pontos: admite, por exemplo, divulgar o valor da consulta e mostrar imagens de antes e depois com finalidade educativa, cumpridas condições específicas.

Continuam proibidos a promessa de resultado, o sensacionalismo e o anúncio de especialidade sem o registro correspondente. Toda peça precisa trazer o nome do médico, o CRM e, quando ele se apresenta como especialista, o RQE. No caso da clínica, o nome e o CRM do diretor técnico.

Leia a resolução inteira no site do CFM antes de aprovar uma campanha, e consulte o conselho regional em caso de dúvida. Odontologia, psicologia, fisioterapia, nutrição e as demais profissões de saúde seguem normas dos próprios conselhos, com regras diferentes.

WhatsApp e dados de pacientes

Boa parte dos contatos gerados por tudo isso termina no WhatsApp. Atendimento lento ali desperdiça o que foi investido para o paciente chegar. Vale ter uma conta comercial, mensagens prontas para as perguntas frequentes e alguém responsável por responder dentro do horário de funcionamento.

Dado de saúde é dado pessoal sensível pela LGPD. Formulário de agendamento deve pedir o mínimo, informar para que os dados serão usados e ficar em página segura. Lista de pacientes não pode ser usada para campanhas sem base legal adequada, e conversa com paciente não pode virar depoimento publicado sem autorização expressa.

Se a clínica ainda não tem nada disso, a primeira tarefa cabe em uma tarde: reivindicar o Perfil da Empresa no Google, corrigir telefone e horário e subir dez fotos. Para entender como essas peças se encaixam em um plano, leia o que é marketing médico.

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