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5 dicas de como usar o Twitter (hoje X) para divulgar a sua empresa

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Em resumo

O Twitter passou a se chamar X em 2023 e continua sendo a rede das conversas em tempo real. Para divulgar uma empresa ali, monte um perfil completo, use listas para acompanhar clientes e concorrentes, monitore o nome da marca pela busca avançada, aplique poucas hashtags e publique mais conversa do que propaganda. Antes de tudo, confirme se o seu público ainda usa a rede.

O Twitter mudou de nome para X em 2023, e muita gente ainda procura pela rede com o nome antigo. O uso para empresas segue parecido: é o lugar onde notícias, reclamações e comentários sobre marcas aparecem primeiro, em texto curto e público. Para divulgar um negócio ali, cinco práticas resolvem a maior parte do trabalho. Monte um perfil completo, organize listas, monitore o nome da marca pela busca avançada, use poucas hashtags e publique mais conversa do que propaganda.

Antes das dicas, uma verificação que economiza tempo.

O seu público ainda está lá?

A rede perdeu parte dos usuários e dos anunciantes depois da troca de dono, em 2022, e ganhou concorrentes diretos, como Threads e Bluesky. Continua forte em alguns assuntos: jornalismo, política, esportes, tecnologia, mercado financeiro, games e entretenimento. Empresa que vende para esses públicos, ou que depende de imprensa, tem motivo para estar ali. Uma loja de materiais de construção de bairro provavelmente aproveita melhor o tempo em outro canal.

O teste é simples. Pesquise na rede o nome da sua empresa, dos concorrentes e dos termos do seu mercado. Se encontrar conversa recente, há trabalho a fazer.

Três mudanças valem para quem conheceu o Twitter antigo. O limite de texto é de 280 caracteres nas contas gratuitas, e assinantes podem publicar textos longos. O selo azul deixou de indicar conta verificada pela plataforma e passou a ser parte de uma assinatura paga. E ferramentas que eram gratuitas, como o painel de colunas TweetDeck, hoje X Pro, foram para os planos pagos.

1. Monte um perfil que se explica sozinho

Quem vê um post seu e clica no nome decide em poucos segundos se segue ou não. Use o logotipo como foto, uma capa nas medidas certas e uma descrição que diga o que a empresa faz, para quem e em que cidade atende. O campo de link leva ao site ou à página de contato.

O post fixado é o recurso mais subaproveitado. Ele fica no topo do perfil e funciona como cartão de visita: pode ser a oferta principal, um fio explicando o serviço ou o canal de atendimento com os horários.

2. Crie listas

Lista é um agrupamento de contas que gera uma linha do tempo separada, só com as publicações daquele grupo. Resolve o maior problema da rede, que é o volume. Em vez de garimpar o feed principal, você abre a lista "Clientes" e vê o que eles andam dizendo, ou a lista "Concorrentes" e acompanha lançamentos e reclamações.

As listas podem ser públicas ou privadas. Nas privadas, quem foi incluído não é avisado, e por isso elas servem bem para acompanhar concorrentes. Uma terceira lista útil reúne jornalistas e perfis de referência do setor: é dali que saem as pautas para comentar.

3. Utilize a pesquisa avançada

A maioria das pessoas que reclama de uma empresa não marca o perfil dela. Escreve o nome, às vezes errado, e segue a vida. A pesquisa avançada encontra essas menções: dá para buscar por frase exata, excluir palavras, filtrar por idioma, por período e por conta que publicou.

Uma rotina de dez minutos por dia cobre o essencial. Busque o nome da marca com as grafias mais comuns, o nome do principal produto e termos como "indica" ou "alguém conhece" junto com o seu serviço. Responder a quem pediu indicação de contador, de pousada ou de ferramenta de gestão, com educação e sem empurrar venda, é uma das poucas formas gratuitas de conseguir cliente pela rede.

4. Use hashtags com economia

Use hashtags

As hashtags nasceram ali e ainda organizam eventos, transmissões e campanhas. Uma ou duas por post bastam. Texto cheio de marcações fica difícil de ler em um espaço que já é curto.

Os assuntos do momento pedem cuidado dobrado. Antes de usar uma hashtag em alta, abra e leia o que está sendo publicado nela. Marca que entra em um assunto sem entender o contexto acaba associada a tragédia, briga política ou piada interna. Quando o tema tem relação real com o negócio, vale participar; quando não tem, o silêncio custa menos. No guia de como usar hashtags nas redes sociais há mais critérios para escolher.

5. Fale da empresa, e fale de outras coisas

Perfil que só publica link de produto é ignorado. Perfil de empresa que nunca fala de si também não vende. O equilíbrio vem de variar: um comentário sobre a notícia do setor, a resposta a uma dúvida frequente, um bastidor, e então o lançamento ou a promoção.

O tom da rede é de conversa. Texto escrito como comunicado de imprensa destoa, e resposta copiada e colada irrita quem reclamou. Defina quem responde, em quanto tempo e até onde pode ir sem consultar ninguém. Reclamação pública respondida em uma hora, com solução, costuma virar elogio; a mesma reclamação ignorada por três dias vira captura de tela.

Mesmo que a decisão seja não investir tempo na rede, registre o nome da empresa e preencha o perfil com o endereço do site. Isso impede que outra pessoa ocupe o nome e deixa um caminho para quem procurar a marca por lá.

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