8 ferramentas para produção de conteúdo, da pauta à publicação
Oito ferramentas, quase todas gratuitas, que cobrem a produção de conteúdo da escolha da pauta até o calendário de publicação.
Mailchimp, Brevo, GetResponse, AWeber e Substack são cinco ferramentas que resolvem o envio de uma newsletter. As quatro primeiras são plataformas de e-mail marketing, com lista segmentada e automação. O Substack serve a quem quer publicar uma newsletter autoral com página própria. Na escolha pesam a forma de cobrança, o idioma e a integração com o seu site.
Para enviar uma newsletter hoje, cinco ferramentas cobrem quase todos os casos: Mailchimp, Brevo, GetResponse, AWeber e Substack. As quatro primeiras são plataformas de e-mail marketing completas. A quinta é um serviço de publicação, bom para newsletter assinada por uma pessoa e fraco para quem precisa segmentar a lista.
Newsletter, para deixar o termo claro, é o e-mail periódico que a empresa manda a quem pediu para receber: uma seleção de artigos, novidades, uma dica da semana. Ela mantém o contato vivo entre uma compra e outra, sem depender do alcance das redes sociais.
É a mais conhecida e costuma ser a porta de entrada. O editor funciona no arrasta e solta, há modelos prontos e a integração com lojas virtuais e formulários de site é ampla. Tem plano gratuito, com teto baixo de contatos e de envios. A partir daí a cobrança sobe conforme o tamanho da lista.
É o antigo Sendinblue, que mudou de nome em 2023. A diferença está na conta: a Brevo cobra principalmente pelo volume de e-mails enviados, e não pela quantidade de contatos guardados. Uma empresa com 30.000 contatos que envia uma edição por mês tende a pagar menos nesse modelo do que em um que cobra pela lista inteira.

Plataforma com interface em português que junta, no mesmo painel, envio de e-mail, formulários, landing pages para captar assinantes e fluxos de automação. Serve a quem quer montar a página de inscrição e a newsletter sem contratar duas ferramentas.

Uma das veteranas do mercado, conhecida pelo autoresponder: a sequência de e-mails que cada assinante novo recebe na ordem, a partir do dia em que se inscreve. É simples de operar e resolve bem o caso de quem tem um curso por e-mail ou uma série de boas-vindas. Foi feita pensando no mercado americano, então teste antes como ela lida com seus textos e seu atendimento em português.
Aqui a lógica é outra. O Substack entrega uma página pública com o arquivo de todas as edições, botão de inscrição e a opção de cobrar assinatura dos leitores, ficando com uma parte desse valor. Para a newsletter gratuita não há mensalidade. Em troca, quase não existe segmentação nem automação, e a integração com CRM é limitada. Funciona para o consultor ou o sócio que escreve em nome próprio. Para a loja que quer mandar ofertas diferentes a públicos diferentes, não funciona.

Listas antigas de ferramentas, inclusive a versão anterior deste artigo, traziam o FeedBurner. Ele transformava cada post novo do blog em um e-mail para os inscritos. O Google desativou esse envio em 2021, e o serviço deixou de servir como ferramenta de newsletter. Se o seu blog ainda exibe um formulário do FeedBurner, quem se inscreve ali não recebe nada.
O MailPress, plugin de WordPress que também aparecia nessas listas, perdeu espaço para alternativas mantidas com mais frequência. Em sites WordPress, o caminho mais comum hoje é usar um plugin como o MailPoet ou conectar o formulário do site a uma das plataformas acima.
Comece pela conta. Estime quantos contatos você terá em um ano e quantas edições pretende enviar por mês, e simule o preço em duas ou três plataformas. Lista grande com poucos envios favorece quem cobra por volume. Lista pequena com envios frequentes favorece quem cobra por contato.
Depois veja a integração. O formulário do seu site precisa mandar o inscrito direto para a ferramenta, sem planilha no meio. Se a empresa usa CRM, o ideal é que a inscrição e os cliques apareçam no histórico do contato.
Por último, a entregabilidade. Qualquer plataforma séria pede que você autentique o domínio de envio com SPF, DKIM e DMARC, três registros configurados no DNS. Desde 2024, Gmail e Yahoo exigem essa autenticação de quem envia em volume, além de link de descadastro em um clique. Quem dispara de um endereço @gmail.com ou pula essa configuração cai no spam.
A ferramenta resolve o envio. O que decide se a pessoa abre é o que chega, e de quem.
Só mande para quem pediu. A LGPD exige uma base legal para usar o e-mail de alguém, e o consentimento registrado no formulário é a mais simples de comprovar. Lista comprada, além do problema legal, derruba a reputação do domínio: as pessoas marcam como spam e os provedores passam a barrar também os e-mails legítimos.
Tenha dia e formato fixos. Uma newsletter que chega toda quinta de manhã com três seções conhecidas cria hábito no leitor e facilita a produção, porque ninguém parte do zero a cada edição. Seções que costumam funcionar: a resposta a uma dúvida real de cliente, a indicação de um artigo do blog com duas linhas dizendo por que ler, e uma novidade da empresa que afete quem compra, como prazo novo de entrega ou serviço lançado. Notícia interna que só interessa à diretoria fica de fora.
O assunto do e-mail merece tanto cuidado quanto o texto. Diga o que há dentro, em poucas palavras. "3 erros no cadastro de produtos que travam o anúncio" funciona melhor do que "Newsletter de março". O layout pode ser simples, com uma coluna, pouca imagem e links bem visíveis, porque modelo muito elaborado quebra em alguns programas de e-mail. Há mais orientações em 10 dicas de como criar uma newsletter eficiente.
Na hora de medir, desconfie da taxa de abertura. Desde 2021 o aplicativo Mail da Apple carrega as imagens dos e-mails por conta própria, o que registra como abertas mensagens que ninguém leu. Cliques, respostas e descadastros contam uma história mais fiel. Se os cliques caem edição após edição, mexa na pauta antes de trocar de plataforma.
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