8 ferramentas para produção de conteúdo, da pauta à publicação
Oito ferramentas, quase todas gratuitas, que cobrem a produção de conteúdo da escolha da pauta até o calendário de publicação.
Martech é a junção de marketing e technology: o conjunto de softwares que a empresa usa para atrair, registrar, atender e medir clientes, como CRM, automação de e-mail, plataformas de anúncios e GA4. A vantagem aparece quando essas ferramentas trocam dados entre si, porque só então dá para saber qual campanha gerou qual venda e parar de fazer à mão o que pode ser automático.
Martech vem de marketing technology e designa os softwares usados no trabalho de marketing: o CRM onde ficam os contatos, a ferramenta que dispara e-mails, as plataformas de anúncios, o GA4 que registra o que acontece no site, o painel que junta os números. O termo também é usado para as empresas que desenvolvem esses produtos. Ao conjunto de ferramentas que uma empresa adota dá-se o nome de stack de marketing.
Quase toda empresa já tem um stack, mesmo sem chamar assim. Uma planilha de clientes, uma conta no Meta Ads e o WhatsApp Business formam um. A questão prática é se essas peças conversam entre si ou se alguém passa a sexta-feira copiando dados de uma para a outra.
| Categoria | O que resolve | Exemplos conhecidos |
|---|---|---|
| CRM | Guarda cada contato, o histórico de conversas e a etapa da negociação | Salesforce, HubSpot, RD Station CRM, Pipedrive |
| Automação de marketing e e-mail | Envia mensagens conforme o comportamento do contato e segmenta a base | Mailchimp, RD Station Marketing, ActiveCampaign |
| Mídia paga | Compra de anúncios com segmentação e medição | Google Ads, Meta Ads, LinkedIn Ads |
| Análise de dados | Mede visitas, conversões e origem do tráfego | GA4, Google Search Console, Looker Studio |
| Atendimento | Centraliza conversas de WhatsApp, chat e redes sociais | WhatsApp Business e plataformas de atendimento multicanal |
| Conteúdo e site | Publica páginas, artigos e landing pages | WordPress e construtores de landing page |
A lista de categorias é bem maior em empresas grandes, que somam plataformas de dados de clientes, ferramentas de teste e de personalização. Para uma empresa pequena ou média, as quatro primeiras linhas da tabela já cobrem o essencial.
Imagine uma empresa de energia solar que investe em Google Ads e em Meta Ads. O relatório de cada plataforma mostra o custo por contato. O que nenhum dos dois mostra é quantos desses contatos assinaram contrato, porque a venda acontece semanas depois, no CRM. Quando a origem do contato é gravada no CRM no momento em que ele chega, a empresa passa a comparar os canais pela receita. É comum descobrir que o canal com o contato mais barato traz os piores clientes.
Sem um CRM compartilhado, o marketing comemora o número de leads e o comercial reclama da qualidade deles, e os dois têm razão dentro do que enxergam. Com o registro único, o marketing vê quais contatos avançaram e ajusta campanhas e conteúdos para atrair mais gente parecida. O vendedor, por sua vez, abre a ficha e sabe que aquela pessoa baixou um material sobre financiamento antes de pedir orçamento.
Enviar a confirmação de um cadastro, avisar o vendedor que entrou um pedido de orçamento, lembrar o cliente de uma renovação, mandar uma sequência de e-mails para quem pediu uma proposta e sumiu. Tudo isso pode rodar sozinho, disparado por um evento. O ganho está na regularidade: a mensagem sai para todos os contatos, no prazo, inclusive na semana em que a equipe está sobrecarregada.
Com os dados reunidos, a empresa manda a oferta de manutenção só para quem comprou há mais de um ano, exclui clientes atuais das campanhas de aquisição e cria, nas plataformas de anúncio, públicos semelhantes aos melhores compradores. Sem integração, todo mundo recebe a mesma mensagem.
É esse uso combinado de dados, automação e personalização que Philip Kotler e seus coautores descrevem no livro Marketing 5.0. Para aprofundar o lado dos dados, veja nosso artigo sobre data driven marketing.
A ordem importa. Comprar uma plataforma de automação sofisticada antes de ter os contatos organizados num CRM é automatizar a bagunça.
O primeiro é contratar pela lista de funcionalidades. A empresa assina o plano mais completo, usa uma pequena parte e paga o resto todo mês. Comece pelo processo: escreva quais etapas um contato percorre desde o primeiro clique até a venda e o pós-venda, e só então veja que ferramenta atende cada uma.
O segundo é ignorar a integração. Antes de assinar, confirme que o software se conecta com o que você já usa, de forma nativa ou por um integrador. Duas ferramentas excelentes que não trocam dados dão mais trabalho do que uma mediana que troca.
O terceiro é não ter dono. Ferramenta sem um responsável por manter cadastros, regras e automações em ordem envelhece rápido: campos duplicados, etapas de funil que ninguém usa, e-mails automáticos com oferta vencida.
O quarto diz respeito à LGPD. Cada ferramenta nova é mais um lugar onde ficam dados pessoais de clientes. Registre de onde veio o consentimento para cada tipo de comunicação, limite quem tem acesso e apague o que não tem mais uso.
Algumas perguntas para fazer ao fornecedor e a você mesmo antes de contratar:
Se a resposta à primeira pergunta for vaga, adie a compra. E desconfie de qualquer implantação que comece pelo software e deixe o processo comercial para depois: nos projetos de estruturação de CRM que atendemos, a maior parte do trabalho é definir etapas, campos e responsabilidades, e a configuração da ferramenta vem por último.
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