8 ferramentas para produção de conteúdo, da pauta à publicação
Oito ferramentas, quase todas gratuitas, que cobrem a produção de conteúdo da escolha da pauta até o calendário de publicação.
Um anúncio do Facebook é definido por três escolhas feitas no Gerenciador de Anúncios da Meta: o objetivo da campanha (reconhecimento, tráfego, engajamento, cadastros, promoção do app ou vendas), o formato da peça (imagem, vídeo, carrossel ou coleção) e o posicionamento, que é o lugar onde ela aparece, como feed, Stories, Reels, Marketplace ou Messenger.
Quando alguém pergunta quais são os tipos de anúncio do Facebook, a resposta tem três camadas. A primeira é o objetivo da campanha, que diz ao sistema que resultado buscar. A segunda é o formato, ou seja, a peça em si: imagem, vídeo, carrossel ou coleção. A terceira é o posicionamento, o lugar onde a peça é exibida. Um "tipo de anúncio" é a combinação das três, como um vídeo nos Reels com objetivo de vendas ou uma imagem no feed com objetivo de cadastros.
Tudo é montado no Gerenciador de Anúncios da Meta, que serve ao Facebook, ao Instagram, ao Messenger e a aplicativos parceiros. Por isso a plataforma antes chamada de Facebook Ads hoje é conhecida como Meta Ads.
Até alguns anos atrás, o Gerenciador oferecia mais de dez objetivos, entre eles curtidas na página, envolvimento com a publicação, participações em eventos, obtenção de ofertas e conversões no site. A Meta reorganizou a lista em seis. Se você encontrar um tutorial antigo citando um objetivo que não existe mais, ele provavelmente foi absorvido por um destes.
O sistema procura exibir o anúncio para o maior número de pessoas dentro do público definido, ou para aquelas com mais chance de se lembrar dele. Serve para inauguração, lançamento ou para uma marca que acabou de chegar a uma cidade. A medida de sucesso é alcance, e não se deve esperar contato direto.
Busca cliques para um destino: o site, o WhatsApp, o perfil no Instagram, um aplicativo. É o antigo "cliques no site". Faz sentido para levar leitores a um artigo ou visitantes a um cardápio. Para gerar venda ou pedido de orçamento, costuma decepcionar, porque o sistema encontra quem clica muito e nem sempre quem compra.
Reúne o que antes eram objetivos separados: curtidas na página, reações e comentários em publicações, confirmações em eventos, visualizações de vídeo e também conversas por mensagem. É o objetivo usado nas campanhas que abrem conversa no WhatsApp, no Messenger ou no Direct.
Um alerta sobre curtidas na página. Número de seguidores não paga boleto, e o alcance gratuito das publicações é pequeno mesmo para páginas grandes. Verba colocada em ganhar seguidores rende menos do que a mesma verba em campanhas de contato ou venda.
Busca pessoas dispostas a deixar os dados. O recurso mais usado é o formulário instantâneo, que abre dentro do Facebook já preenchido com nome, e-mail e telefone do usuário. Imobiliárias, escolas, clínicas e empresas de serviço em geral usam bastante. O ponto fraco é a facilidade: como a pessoa envia com dois toques, parte dos contatos chega sem lembrar do que pediu. Acrescentar uma ou duas perguntas de qualificação e ligar no mesmo dia melhora o aproveitamento.
Para quem tem aplicativo próprio. Cobre tanto a instalação quanto ações dentro do aplicativo, como uma compra ou um cadastro, que antes eram os objetivos "instalação" e "envolvimento com o aplicativo".
Substitui os antigos objetivos de conversões e de vendas do catálogo. O sistema procura quem tem mais probabilidade de comprar, no site, no aplicativo ou por mensagem. Depende de o pixel da Meta e a API de Conversões estarem instalados e registrando as compras, porque é com esses dados que o algoritmo aprende quem é o seu comprador. Loja virtual que anuncia sem esse rastreamento paga para o sistema adivinhar.
| Formato | Como é | Uso típico |
|---|---|---|
| Imagem | Uma foto ou arte, com texto, título e botão | Oferta direta, simples de produzir e de testar |
| Vídeo | Horizontal, quadrado ou vertical, conforme o posicionamento | Demonstrar o produto em uso, depoimento, bastidores |
| Carrossel | Vários cartões de imagem ou vídeo, cada um com link próprio | Linha de produtos, passo a passo, antes e depois |
| Coleção | Capa em imagem ou vídeo, com produtos do catálogo logo abaixo; ao tocar, abre uma vitrine em tela cheia | Loja virtual com catálogo cadastrado |
Quem tem catálogo de produtos na Meta pode ainda criar anúncios que montam a peça sozinhos, exibindo para cada pessoa os itens que ela viu no site ou produtos parecidos. É o remarketing clássico de loja virtual, e funciona de modo semelhante às campanhas de Shopping do Google.
As medidas, durações e limites de cada formato mudam com frequência. A referência oficial é o Guia de Anúncios da Meta, que traz a especificação por formato e por posicionamento.
O termo ainda circula. Dark post é um anúncio criado direto no Gerenciador, que aparece para o público segmentado e não fica publicado na linha do tempo da página. Na prática, é o padrão de quase todo anúncio hoje. O contrário é impulsionar uma publicação que já existe na página, opção mais rápida e com menos recursos de segmentação e de teste.
Outra regra antiga caiu: a que limitava o texto a 20% da área da imagem. A Meta deixou de reprovar anúncios por isso. Imagem carregada de texto continua sendo má ideia no celular, por pura legibilidade.
Os posicionamentos disponíveis dependem do objetivo e do formato. Os principais:
O Gerenciador sugere deixar o sistema distribuir a verba entre os posicionamentos automaticamente. Para a maioria das contas funciona bem, com uma condição: fornecer a peça nas proporções certas. Um criativo quadrado forçado nos Stories fica com faixas vazias e texto cortado. Suba pelo menos uma versão para feed e outra vertical.
Vale conferir no relatório, pela quebra por posicionamento, para onde a verba foi. Se uma fatia grande estiver indo para o Audience Network com muitos cliques e nenhuma conversão, exclua esse posicionamento da campanha.
Algumas combinações que usamos como ponto de partida:
Em todos os casos, coloque de duas a quatro peças diferentes no mesmo conjunto de anúncios e deixe o sistema mostrar qual o público prefere. A peça costuma pesar mais no resultado do que qualquer ajuste fino de segmentação.
Como objetivos, nomes e formatos são revistos pela Meta de tempos em tempos, a tela que você vê no Gerenciador pode ter diferenças em relação a esta lista. A lógica das três camadas permanece: primeiro decida que ação você quer do cliente, depois escolha a peça que mostra melhor a oferta, e por fim confira onde ela está sendo exibida.
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