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O que é publicidade nativa?

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Em resumo

Publicidade nativa é o anúncio pago que assume o formato do conteúdo ao redor dele: um post patrocinado no feed, uma matéria paga em um portal, uma recomendação de leitura no rodapé de uma notícia. Ele é identificado como patrocinado, mas não interrompe a navegação como um banner.

Publicidade nativa é o anúncio pago que tem o mesmo formato do conteúdo em volta dele. No Instagram, é o post marcado como "Patrocinado" entre as fotos de quem você segue. Em um portal de notícias, é a matéria assinada como conteúdo de marca ou a caixa de "recomendados" no fim do texto. O anunciante paga pelo espaço, como em qualquer mídia, e a peça é feita para ser lida ou assistida do mesmo jeito que o restante da página.

É a versão digital do informe publicitário das revistas impressas.

Onde a publicidade nativa aparece

O que é Publicidade Nativa?

O formato muda conforme o lugar, e é isso que o nome quer dizer: o anúncio é "nativo" daquele ambiente. Os mais usados hoje são estes:

  • Anúncios no feed das redes sociais. Posts, carrosséis e vídeos patrocinados no Instagram, no Facebook, no TikTok, no LinkedIn e no X. Para a maioria das empresas pequenas e médias, a publicidade nativa é feita aqui, pelo gerenciador de anúncios de cada plataforma.
  • Conteúdo de marca em portais. Reportagem ou artigo produzido com o anunciante, ou por ele, e publicado em um veículo com a identificação de patrocínio. Também é chamado de publieditorial ou branded content.
  • Caixas de recomendação. Os blocos de "você também pode gostar" que aparecem abaixo das notícias, vendidos por redes como Taboola e Outbrain. O clique leva a uma página do anunciante.
  • Anúncios em feeds do Google. Formatos que acompanham a aparência do Discover, do YouTube e do Gmail, comprados pelo Google Ads.
  • Publicações pagas de influenciadores. O conteúdo sai no perfil do criador, na linguagem dele, com o aviso de parceria paga.

Em todos os casos existe uma marcação: "patrocinado", "publicidade", "conteúdo de marca", "parceria paga". Ela é obrigatória. O Código de Defesa do Consumidor determina que a publicidade seja veiculada de modo que o consumidor a identifique fácil e imediatamente como tal, e o código do Conar segue o mesmo princípio. Anúncio disfarçado de notícia, sem aviso, é publicidade irregular e costuma custar caro em reputação quando o leitor percebe.

Qual a diferença para o marketing de conteúdo

A confusão é comum porque as duas coisas entregam conteúdo. A diferença está em quem é o dono do espaço e em como o público chega.

No marketing de conteúdo, a empresa publica nos próprios canais, como blog, canal no YouTube e newsletter, e a audiência vem por busca, por indicação ou por assinatura. O resultado demora e fica: um artigo bem posicionado no Google recebe visitas por anos. Na publicidade nativa, a empresa aluga a audiência de outro canal. O alcance começa no dia em que a campanha entra no ar e termina quando a verba acaba.

As duas se completam. Um bom artigo do blog pode ser distribuído com anúncio nativo para chegar a quem ainda não conhece a marca, em vez de esperar meses pelo tráfego orgânico.

Por que investir nesse tipo de publicidade

Porque investir nesse tipo de publicidade?

O motivo principal é atenção. Quem navega aprendeu a ignorar as áreas da página onde ficam os banners, e muita gente usa bloqueador. O anúncio nativo ocupa o lugar para onde o olho já está indo, com um formato que a pessoa já está consumindo. Quando o conteúdo é útil ou divertido, ele é visto até o fim e, nas redes, comentado e compartilhado como qualquer outra publicação.

Ele serve melhor a produtos que precisam de explicação. Um curso, um software de gestão ou um tratamento estético vendem mais depois que o cliente entende o problema, e um vídeo ou artigo patrocinado dá espaço para isso. Para quem já decidiu comprar e está pesquisando preço, os links patrocinados na busca costumam trazer a venda com menos custo.

Há um limite claro: a promessa do anúncio precisa ser cumprida na página seguinte. Título chamativo que leva a uma página de vendas sem relação com ele gera clique barato e nenhum cliente.

Como medir sem se enganar

Clique é a métrica mais fácil de ver e a que menos diz nesse formato. Como o anúncio parece conteúdo, muita gente clica por curiosidade. Olhe o que acontece depois: tempo de permanência na página, rolagem até o fim, cadastro, pedido de orçamento. O GA4 mostra isso por origem de tráfego, desde que os links da campanha estejam marcados com parâmetros UTM.

Faça a conta até o fim. Suponha uma clínica que investe R$ 1.500 em um artigo patrocinado no feed e recebe 2.000 visitas, das quais 30 pedem avaliação. Cada pedido custou R$ 50. Se a mesma verba em outro formato traz pedidos a R$ 35, a peça nativa precisa compensar em outra frente, como alcançar um público que a busca não alcança.

Comece pequeno e com material que já existe. Pegue o conteúdo que mais gera contato no seu blog ou no seu perfil, patrocine para um público parecido com o dos clientes atuais e compare o custo por contato com o das outras campanhas. Se a sua empresa já anuncia e quer incluir esse formato no plano de mídia, é o tipo de teste que fazemos na gestão de tráfego pago.

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