O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
Geomarketing é o uso de dados de localização para decidir onde e para quem fazer marketing: em que bairro abrir uma loja, até que distância anunciar, qual mensagem mostrar a quem está perto. No digital, ele aparece na segmentação por cidade ou raio do Google Ads e do Meta Ads e no Perfil da Empresa no Google, que coloca o negócio no mapa das buscas locais.
Geomarketing é a prática de usar informação geográfica nas decisões de marketing. A pergunta que ele responde é sempre alguma variação de "onde": onde moram os meus clientes, onde vale abrir a próxima unidade, onde meu anúncio deve aparecer e onde ele é dinheiro jogado fora.
O conceito é anterior à internet. Redes de varejo sempre estudaram renda, fluxo de pessoas e concorrência antes de escolher um ponto. O celular acrescentou a outra metade: como o aparelho informa a posição de quem pesquisa, as plataformas de anúncios conseguem mostrar uma mensagem só para quem está, ou costuma estar, em determinada área.
O primeiro uso é de análise. A empresa cruza os endereços dos clientes atuais com dados públicos da região, como os do Censo do IBGE, e descobre de onde vem a receita, quais bairros têm perfil parecido e ainda não compram, até onde compensa entregar. É o geomarketing que orienta expansão, rotas e área de atendimento.
O segundo é de comunicação: definir, pela localização, quem vê o anúncio e o que ele diz. É dele que trata o restante deste artigo, porque é o que uma empresa pequena consegue aplicar ainda nesta semana.
Os dois termos aparecem em qualquer conversa sobre o assunto.
Geotargeting é segmentar a comunicação por local. A mesma rede de academias mostra em Santos o anúncio da unidade de Santos, com o endereço e a promoção de lá, e em Sorocaba o da unidade de Sorocaba.
Geofencing é desenhar uma cerca virtual em torno de um ponto e acionar uma mensagem para quem entra nela. Aplicativos fazem isso com notificações, desde que o usuário tenha autorizado o uso da localização. Nas plataformas de anúncios, o efeito equivalente é a segmentação por raio: um quilômetro em torno de um shopping ou de um centro de eventos, por exemplo.
Um terceiro recurso é adaptar o próprio site à região do visitante, com páginas por cidade que tragam endereço, telefone e condições locais. Elas também ajudam nas buscas do tipo "serviço + cidade".
Toda campanha do Google Ads pede uma definição de local. Dá para escolher país, estado, cidade ou um raio em torno de um endereço, e também excluir áreas. Uma clínica em Pinheiros pode anunciar em um raio de 6 km e excluir a região em que os pacientes nunca aparecem por causa do trânsito.
Existe um ajuste que passa despercebido e muda o resultado. Nas opções de local, a plataforma permite escolher entre alcançar pessoas que estão na área ou a visitam com regularidade e alcançar também quem apenas demonstrou interesse por ela. Para um negócio de atendimento presencial, a primeira opção evita pagar pelo clique de alguém de outro estado que pesquisou o nome do bairro.
Outros dois recursos completam o trabalho. Vincular o Perfil da Empresa à conta faz o anúncio exibir endereço e distância. E o relatório de locais mostra o custo por conversão em cada cidade ou região, o que permite aumentar o lance onde o retorno é melhor e reduzir onde é pior.
No gerenciador de anúncios da Meta (Facebook e Instagram), a lógica é parecida: você marca cidades ou solta um alfinete no mapa e define o raio em volta dele. Como o anúncio aparece para quem não estava procurando nada, a mensagem local faz diferença. "Pizza no forno a lenha no Tatuapé, entrega em 40 minutos" conversa com o morador do bairro de um jeito que "a melhor pizza de São Paulo" não consegue.
Façamos uma conta de exemplo. Uma pizzaria que entrega até 5 km investe R$ 1.500 por mês em anúncios configurados para a cidade inteira. Se dois terços das pessoas alcançadas moram fora da área de entrega, R$ 1.000 pagam cliques que não podem virar pedido. Restringir o raio não aumenta a verba, mas triplica a parte dela que trabalha.
Esse tipo de ajuste é rotina na gestão de tráfego pago que fazemos para negócios locais, e costuma ser a primeira correção em contas que chegam até nós.
Quando alguém pesquisa "dentista perto de mim" ou "autoelétrica aberta agora", o Google mostra um mapa com alguns estabelecimentos antes dos resultados comuns. Quem alimenta esse bloco é o Perfil da Empresa no Google, o antigo Google Meu Negócio. O cadastro é gratuito e passa por uma verificação de que o negócio existe naquele endereço.
O que mantém o perfil bem posicionado é o cuidado contínuo: categoria correta, horário atualizado (inclusive em feriados), fotos recentes, telefone que alguém atende e respostas às avaliações, boas e ruins. Peça avaliação aos clientes satisfeitos logo depois do atendimento. O artigo sobre SEO local aprofunda esse trabalho.
Localização é dado pessoal, e a LGPD se aplica. Usar a segmentação das plataformas é seguro, porque o anunciante escolhe a área e não recebe a posição de ninguém. O cuidado aparece quando a própria empresa coleta o dado, em um aplicativo ou no cadastro com CEP: é preciso informar a finalidade e usar o dado só para ela.
O mapa do primeiro passo costuma trazer uma surpresa: um bairro com muitos clientes onde a empresa nunca anunciou. É por ali que o próximo teste deve começar.
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
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