O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
Marketing sazonal é o planejamento de campanhas em torno das épocas em que a procura pelo seu produto sobe, como Dia das Mães, Black Friday, Natal ou uma data própria do seu nicho. Dá resultado quando a empresa escolhe poucas datas, reserva verba com antecedência e começa a aquecer o público semanas antes do pico.
Marketing sazonal é o conjunto de campanhas que uma empresa planeja para as épocas em que a procura pelo que ela vende aumenta. Pode ser uma data comercial conhecida, como Dia das Mães ou Black Friday, ou um período típico do setor: volta às aulas para papelarias, inverno para quem vende aquecedor, dezembro para buffets. O trabalho consiste em escolher essas datas com antecedência, separar verba para elas e deixar oferta, estoque e atendimento prontos antes que o movimento chegue.

As datas abaixo concentram boa parte do movimento do varejo no país. Quase nenhuma empresa precisa de todas. Uma floricultura vive de Dia das Mães, Dia dos Namorados e Finados; uma loja de brinquedos faz o ano em outubro e dezembro.
| Período | Data | Quem costuma aproveitar |
|---|---|---|
| Janeiro e fevereiro | Volta às aulas e Carnaval | Papelarias, escolas, cursos, moda, turismo |
| Março | Dia do Consumidor (15) | Lojas virtuais em geral |
| Março ou abril | Páscoa | Chocolates, alimentos, presentes |
| Maio | Dia das Mães (segundo domingo) | Moda, beleza, eletrodomésticos, flores, restaurantes |
| Junho | Dia dos Namorados (12) e festas juninas | Presentes, restaurantes, hotelaria |
| Agosto | Dia dos Pais (segundo domingo) | Moda masculina, eletrônicos, ferramentas |
| Setembro | Dia do Cliente (15) | Varejo e serviços com base de clientes ativa |
| Outubro | Dia das Crianças (12) | Brinquedos, moda infantil, lazer |
| Novembro | Black Friday (fim do mês) | Varejo, serviços por assinatura, cursos |
| Dezembro | Natal e Ano-Novo | Quase todo o varejo, eventos, turismo |
Nas datas grandes todo mundo anuncia ao mesmo tempo, e o leilão de anúncios fica mais caro para o mesmo clique. Datas de nicho escapam dessa disputa. Uma escola de idiomas pode trabalhar o Dia do Professor, em 15 de outubro. Uma loja de quadrinhos e colecionáveis tem o Dia do Orgulho Nerd, em 25 de maio. Uma livraria tem o Dia Nacional do Livro, em 29 de outubro.
Existe ainda a sazonalidade que não aparece em calendário nenhum. Abra as vendas dos últimos dois ou três anos, mês a mês. Se março sempre vende o dobro de julho, essa é uma estação do seu negócio e merece campanha própria. O histórico do CRM ou do sistema de vendas responde com mais precisão que qualquer lista pronta.

Escolha de três a cinco datas para o ano. Empresa pequena que tenta entrar em todas acaba fazendo dez campanhas apressadas, com a mesma arte trocando só a cor. Para cada data escolhida, o planejamento segue esta ordem:
O erro mais comum é ligar a campanha na véspera. As plataformas de anúncio precisam de alguns dias para aprender quem tem mais chance de comprar, e nos dias de pico o custo sobe porque todos os concorrentes entraram juntos. Quem aquece o público antes chega à data com gente que já conhece a oferta.
Um exemplo de conta: uma loja virtual de presentes investe R$ 3.000 por mês em anúncios e decide colocar R$ 6.000 no mês do Dia das Mães. Uma divisão possível seria esta.
| Fase | Quando | Verba | Para quê |
|---|---|---|---|
| Aquecimento | Três semanas antes | R$ 1.800 (30%) | Apresentar os produtos, captar contatos para uma lista de ofertas, formar públicos de quem visitou o site |
| Pico | Dez dias até o prazo de entrega | R$ 3.000 (50%) | Anúncios de oferta para os públicos aquecidos e para pesquisas com intenção de compra |
| Pós-data | Duas semanas depois | R$ 1.200 (20%) | Remarketing para quem visitou e não comprou, oferta de segunda compra para os clientes novos |
As proporções mudam conforme o negócio. Quem vende produto de decisão demorada, como móveis planejados, precisa de mais aquecimento. Quem vende item de compra por impulso pode concentrar no pico. O que não muda é a necessidade de reservar o dinheiro antes: se a verba extra sai do caixa do próprio mês, a campanha costuma ser cortada justamente quando começava a render. A gente detalha esse tipo de planejamento no serviço de gestão de tráfego pago.
Desconto que come a margem. Um produto de R$ 200 com margem de R$ 80 passa a deixar R$ 20 quando recebe 30% de desconto. A loja precisa vender quatro vezes mais unidades só para empatar com o lucro de um mês comum. Brinde, frete grátis acima de certo valor e kit com item de giro lento costumam preservar melhor o resultado.
Pior é inflar o preço dias antes para simular desconto. O consumidor compara, os sites de histórico de preço mostram, e a prática pode render autuação do Procon.
Há ainda o hábito de tratar a data como fim da linha. Quem comprou pela primeira vez na Black Friday entra na base e pode voltar em dezembro, se receber um e-mail com produto complementar ou um cupom para a segunda compra. Sem isso, o custo de aquisição daquele cliente foi pago para uma venda só.
O próximo passo cabe em uma planilha: liste as datas dos próximos doze meses, marque as que combinam com o seu produto e anote, ao lado de cada uma, a data em que o aquecimento precisa começar. Essa segunda coluna é a que vai para a agenda.
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