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O que é marketing de relacionamento e por que ele importa

marketing de relacionamento

Em resumo

Marketing de relacionamento é o conjunto de ações que a empresa faz depois da primeira venda para que o cliente compre de novo, fique por mais tempo e indique outras pessoas. Ele importa porque o custo de conquistar aquele cliente já foi pago, e cada compra seguinte aumenta o retorno desse investimento. Na prática, depende de três coisas: dados do cliente organizados em um CRM, contatos planejados para cada momento e acompanhamento da taxa de recompra.

Marketing de relacionamento é tudo o que a empresa faz depois da primeira venda para que o cliente volte, permaneça e indique. Enquanto a mídia paga e o SEO cuidam de trazer gente nova, ele cuida de quem já está na base.

o que é marketing de relacionamento?

Por que ele pesa na conta

O argumento é financeiro. Imagine um pet shop que gasta, em média, R$ 80 em anúncios para conquistar cada cliente novo, e esse cliente faz um banho de R$ 70. Se ele nunca mais aparece, a venda deu prejuízo. Se volta uma vez por mês durante um ano, os mesmos R$ 80 renderam R$ 840 em faturamento. O custo de aquisição foi idêntico nos dois cenários. O que mudou foi o que aconteceu depois.

Empresas que olham só para a entrada de clientes novos costumam compensar a perda dos antigos aumentando a verba de anúncios, mês após mês. É encher um balde furado, e cuidar do relacionamento é tapar o furo.

Há ainda um efeito sobre a aquisição. Cliente satisfeito indica, e o indicado chega com metade da venda feita, sem custo de mídia.

Sem dados organizados não há relacionamento

Ninguém se relaciona com quem não conhece. O ponto de partida é ter, em um só lugar, quem é o cliente, o que comprou, quando comprou pela última vez e por onde prefere ser contatado. Esse lugar é o CRM. Pode ser um sistema simples; o que não funciona é a informação espalhada entre o caderno da recepção, a planilha do financeiro e a memória do vendedor.

Com esses dados dá para separar a base em grupos e falar com cada um sobre o que lhe interessa. Alguns recortes úteis para começar:

  • pelo que foi comprado (quem levou a impressora vai precisar de cartucho);
  • pelo tempo desde a última compra;
  • pelo valor ou pela frequência, para identificar os melhores clientes;
  • pelo estágio: primeira compra, cliente recorrente, cliente inativo.

Um cuidado com a LGPD: colete só o dado que vai usar, informe para quê e ofereça em toda mensagem um jeito fácil de parar de receber. Segmentar por histórico de compra é seguro e eficiente. Deduzir informações pessoais sensíveis para personalizar mensagens é invasivo, e o cliente percebe.

Se a empresa ainda não tem essa base montada, é o caso de começar por ela. É o que fazemos no serviço de estruturação de CRM.

O que fazer em cada momento do cliente

Logo depois da primeira compra

É quando o cliente está mais atento à empresa e quando a maioria das empresas some. Uma mensagem confirmando o pedido com prazo realista, uma orientação de uso e, alguns dias depois, uma pergunta sobre como foi a experiência. Se a resposta for boa, é o momento de pedir a avaliação no Google. Se for ruim, você soube antes de virar reclamação pública e ainda pode resolver.

Entre a primeira e a segunda compra

Incentive o retorno

A segunda compra costuma ser a mais difícil de conseguir, e quem voltou uma vez tende a voltar outras. Aqui o histórico trabalha a seu favor. Uma clínica odontológica sabe que a limpeza se repete a cada seis meses e pode lembrar o paciente no quinto. Uma loja de suplementos sabe quanto dura um pote.

O lembrete enviado na hora em que a necessidade reaparece funciona melhor que qualquer promoção genérica. Incentivos entram como reforço, seja um programa de pontos, seja um desconto na recompra. Vale fazer a conta antes, para que o desconto não consuma a margem de um cliente que voltaria de qualquer jeito.

Com o cliente recorrente

Quem compra sempre quer ser reconhecido. Atendimento que já sabe o histórico, acesso antecipado a lançamentos, um convite para evento, um contato do dono em data importante. São gestos baratos. O erro comum é reservar as melhores condições para atrair clientes novos e deixar os antigos pagando o preço cheio. Eles notam.

Com o cliente que parou de comprar

Defina o que é inatividade no seu negócio. Para um restaurante de almoço executivo, três semanas sem aparecer já é sinal. Para uma loja de colchões, três anos é normal. Passado o prazo, envie uma mensagem direta, sem fingir intimidade: lembre o que ele comprou, conte o que há de novo e, se fizer sentido, faça uma oferta. Quem não responder a duas ou três tentativas deve sair da régua de comunicação, para não virar marcação de spam.

Todo mundo que atende faz parte

Nenhuma sequência de e-mails compensa um atendimento ruim. O cliente que esperou quarenta minutos no telefone não quer cupom, quer que o problema seja resolvido. Por isso o marketing de relacionamento envolve quem está no balcão, no WhatsApp, na entrega e na cobrança. Essas pessoas precisam ter acesso ao histórico do cliente e alguma autonomia para resolver na hora o que for simples, como trocar um produto com defeito sem pedir três aprovações.

Como saber se está dando certo

Monitore os resultados

IndicadorComo calcular
Taxa de recompraClientes que compraram duas vezes ou mais ÷ total de clientes no período
Taxa de cancelamento (churn)Clientes perdidos no mês ÷ clientes ativos no início do mês. Serve para assinaturas e contratos
Valor do cliente ao longo do tempo (LTV)Valor médio da compra × compras por ano × anos de permanência
NPSPergunta de 0 a 10 sobre a chance de indicar a empresa; percentual de notas 9 e 10 menos o percentual de notas de 0 a 6

Acompanhe também o resultado de cada ação isolada: quantos dos lembretes de retorno viraram agendamento, quantos inativos voltaram depois da campanha de reativação. É o que permite cortar o que só gera trabalho.

Comece pequeno. Escolha um único momento, em geral o intervalo entre a primeira e a segunda compra, monte um contato para ele e meça a taxa de recompra por três meses. Com o número em mãos fica fácil decidir qual é o próximo momento a tratar, e mais fácil ainda defender o investimento diante de quem só quer saber de cliente novo.

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