O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
Para criar uma loja virtual, escolha uma plataforma de e-commerce compatível com o tamanho do seu catálogo, configure os meios de pagamento (Pix, cartão e boleto), defina como calcular e cobrar o frete e publique as informações que a lei exige, como CNPJ, endereço e política de troca. Depois vêm as páginas de produto, os canais de atendimento e a divulgação, que é o que de fato leva compradores até a loja.
Criar uma loja virtual envolve seis decisões, mais ou menos nesta ordem: plataforma, pagamento, frete, regras legais, páginas de produto e divulgação. As quatro primeiras colocam a loja no ar. As duas últimas definem se ela vende. Muita loja nova trava justamente aí, com tudo funcionando e nenhuma visita.
Existem três caminhos para ter um e-commerce.
O primeiro são as plataformas por assinatura, como Nuvemshop, Shopify, Tray e Loja Integrada. Você paga uma mensalidade (algumas têm plano inicial gratuito), escolhe um modelo visual e cadastra os produtos. Hospedagem, segurança e atualização ficam por conta do fornecedor. É a escolha natural para quem está começando.
O segundo é a loja em código aberto, sendo o WooCommerce, que funciona sobre o WordPress, o exemplo mais conhecido. Dá liberdade para personalizar e não cobra mensalidade pela plataforma, mas exige hospedagem contratada à parte e alguém que cuide de atualizações e segurança.
O terceiro são os marketplaces, como Mercado Livre, Amazon e Shopee. Você vende dentro da vitrine deles, aproveita a audiência que já existe e paga comissão por venda. Funciona como complemento. A desvantagem é que o cliente pertence ao marketplace, e a concorrência aparece ao lado do seu produto.
Na hora de comparar plataformas, verifique se ela se integra aos meios de pagamento e às transportadoras que você pretende usar, se emite nota fiscal ou conversa com o seu sistema de gestão, quanto cobra por venda além da mensalidade e se permite instalar as tags do GA4, do Google Ads e do Meta Ads sem complicação.
O comprador brasileiro espera encontrar pelo menos três opções: Pix, cartão de crédito com parcelamento e boleto. O Pix tem a taxa mais baixa e o dinheiro entra na hora, e por isso muitas lojas oferecem desconto para quem paga assim. O cartão parcelado pesa em produtos de valor mais alto. O boleto atende quem não tem cartão, com o inconveniente de que parte dos boletos emitidos nunca é paga.
Para receber, a loja contrata um intermediador de pagamento ou um gateway. O intermediador (Mercado Pago, PagBank e similares) cuida de tudo, inclusive da análise de fraude, e cobra uma taxa maior por transação. O gateway liga a loja diretamente às operadoras de cartão, com taxa menor e mais trabalho de configuração. Loja nova costuma começar pelo intermediador.
Dois números merecem atenção no contrato: a taxa por transação em cada meio e o prazo para o dinheiro cair na conta. Receber em 30 dias uma venda parcelada pode apertar o caixa de quem precisa repor estoque.
Frete caro ou prazo longo, revelados só na última etapa, são motivo frequente de carrinho abandonado. Mostre o cálculo já na página do produto, com o campo de CEP.
As opções de envio são Correios, transportadoras privadas e plataformas que reúnem várias delas e mostram a mais barata para cada destino. Cadastre peso e dimensões corretos de cada produto, porque o cálculo depende disso e um erro vira prejuízo em cada pedido.
Frete grátis funciona como incentivo quando tem regra. O mais comum é oferecer a partir de um valor de compra um pouco acima do pedido médio, para regiões em que o custo cabe na margem. Se o pedido médio é de R$ 120, frete grátis acima de R$ 150 estimula o cliente a incluir mais um item. Retirada no local, para quem tem ponto físico, elimina o custo e agrada o comprador da mesma cidade.
O decreto que regulamenta o comércio eletrônico no Brasil (Decreto 7.962, de 2013) obriga a loja a exibir em local visível o nome empresarial, o CNPJ ou CPF, o endereço físico e um canal de contato. O Código de Defesa do Consumidor garante ao comprador o direito de desistir da compra feita pela internet em até sete dias após o recebimento, com devolução do valor pago. A loja precisa informar como exercer esse direito.
A LGPD se aplica aos dados de cadastro e de compra. Tenha uma política de privacidade que diga quais dados são coletados e para quê, e peça autorização para enviar ofertas por e-mail.
Quem compra pela internet não pega o produto na mão. A página precisa substituir essa experiência com fotos de vários ângulos, medidas, material, instruções de uso e tabela de tamanhos, quando for o caso. Descrição copiada do fornecedor, igual à de dezenas de outras lojas, não ajuda o cliente nem o posicionamento no Google.
Se você revende, a escolha do fornecedor afeta diretamente essa etapa. Prazo de reposição, regularidade de estoque e qualidade das fotos e fichas técnicas que ele fornece determinam o que você consegue prometer na página.
Teste o caminho inteiro da compra pelo celular, do produto ao pagamento. A maioria dos acessos vem dele, e um botão que não funciona em tela pequena custa vendas todos os dias sem que ninguém perceba.
Parte dos compradores quer falar com alguém antes de pagar, principalmente em loja que ainda não conhece. Um botão de WhatsApp visível, com resposta em horário comercial, resolve dúvidas sobre tamanho, prazo e troca. Uma página de perguntas frequentes reduz o volume dessas mensagens. Avaliações de clientes nas páginas de produto fazem o trabalho de convencimento que o vendedor faria no balcão.
Loja publicada não recebe visita sozinha. As formas de divulgar se complementam:
Quem pretende investir em mídia de forma contínua pode conhecer o nosso serviço de tráfego pago.
A loja virtual dispensa aluguel de ponto e funciona 24 horas, mas tem custos próprios. Some mensalidade da plataforma, taxa de pagamento, embalagem, frete subsidiado, impostos e verba de anúncios, e divida pelo número de pedidos que espera ter. Se um produto de R$ 80 com margem de R$ 30 precisa de R$ 25 em anúncio para ser vendido, sobra pouco. Fazer esse cálculo por produto, antes de cadastrar o catálogo inteiro, mostra quais itens compensam anunciar e quais só fazem sentido como segunda compra de um cliente já conquistado.
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