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Como incluir o Telegram na sua estratégia de marketing

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Em resumo

O Telegram entra na estratégia de marketing como canal de distribuição e de comunidade. Um canal envia conteúdo e ofertas a um número ilimitado de inscritos, um grupo reúne clientes ou alunos, e os bots automatizam respostas e entregas. Ele complementa o WhatsApp, que segue sendo o aplicativo principal de atendimento no Brasil, e faz mais sentido para negócios de conteúdo, cursos, ofertas e comunidades.

O Telegram serve ao marketing de três jeitos: como canal de transmissão, para enviar conteúdo e ofertas a quem se inscreveu; como grupo, para manter uma comunidade de clientes ou alunos; e como plataforma de bots, que automatizam atendimento e entrega de materiais. Ele não substitui o WhatsApp no atendimento do dia a dia, porque é no WhatsApp que a maior parte dos clientes brasileiros está. O ganho aparece quando a empresa precisa falar com muita gente de uma vez sem os limites de uma lista de transmissão.

O aplicativo existe desde 2013, funciona em celular, computador e navegador ao mesmo tempo, e guarda as conversas na nuvem. Por isso, a mesma conta pode ser aberta por mais de uma pessoa da equipe em aparelhos diferentes.

Canal, grupo e bot: o que cada um faz

RecursoComo funcionaUso típico
CanalSó os administradores publicam. Não há limite de inscritos, e os números de telefone não ficam visíveis para os demaisOfertas do dia, conteúdo, avisos de lançamento
GrupoTodos podem escrever. Comporta até 200 mil membros e pode ser dividido em tópicosComunidade de alunos, clube de clientes, suporte entre usuários
BotConta automatizada, que responde a comandos e botõesEntrega de material, perguntas frequentes, cadastro, integração com outros sistemas

O canal é o recurso que mais interessa a quem faz marketing. Cada publicação mostra quantas pessoas a visualizaram, e é possível agendar mensagens, fixar um aviso no topo, fazer enquetes e abrir comentários. O inscrito entra por um link ou pelo nome público do canal e sai quando quiser, sem que o administrador precise fazer nada.

O Telegram também aceita arquivos muito maiores do que os outros aplicativos de mensagem, na casa dos gigabytes, e mantém o histórico disponível para quem entra depois. Um aluno que chega ao grupo no terceiro mês encontra as aulas e os materiais já publicados.

Para que tipo de negócio compensa

Pela nossa experiência, o Telegram rende em quatro situações.

Canais de oferta. Lojas e afiliados publicam promoções com link direto para a compra. O público desse tipo de canal entra justamente para receber ofertas, então a frequência pode ser alta sem incomodar.

Cursos e infoprodutos. O grupo ou canal fechado funciona como área de avisos e de comunidade para alunos. O acesso é liberado por link de convite depois da compra, e há bots que controlam a entrada e a saída conforme o pagamento.

Conteúdo. Quem produz artigos, vídeos ou podcast usa o canal como mais um ponto de distribuição, parecido com uma newsletter. A cada publicação, o link vai para os inscritos.

A quarta é a comunidade de clientes, comum em empresas de software e em negócios com público técnico, em que os próprios usuários se ajudam e a empresa acompanha as dúvidas mais repetidas.

Para o comércio local e para os serviços em que o cliente espera atendimento individual, como clínica, restaurante ou oficina, o Telegram costuma ficar em segundo plano. O cliente desses negócios manda mensagem pelo WhatsApp, e abrir um canal que ninguém vai procurar é esforço sem retorno.

Como começar

A conta é criada com um número de telefone. Use um número da empresa, e não o celular pessoal de um funcionário, para que o acesso não se perca se a pessoa sair. Ative a verificação em duas etapas nas configurações: invasão de conta é o problema de segurança mais comum em aplicativos de mensagem, e um canal com milhares de inscritos é um alvo interessante para golpistas.

Com a conta pronta, o caminho é este:

  1. Crie o canal pelo menu de nova mensagem, dê um nome e uma descrição que digam o que o inscrito vai receber e escolha se ele será público, com endereço próprio, ou privado, com acesso por convite.
  2. Publique alguns conteúdos antes de divulgar. Quem chega a um canal vazio sai.
  3. Divulgue o link onde seu público já está: bio do Instagram, rodapé do e-mail, página de obrigado depois de uma compra, embalagem do produto.
  4. Defina uma frequência e um tipo de conteúdo, e mantenha. O canal de ofertas pode publicar várias vezes ao dia; o de conteúdo, uma ou duas por semana.
  5. Acompanhe as visualizações por publicação e o saldo de inscritos. Queda forte depois de uma mensagem mostra o que o público não quer receber.

O Telegram tem ainda uma assinatura paga, o Premium, e recursos voltados a empresas, como horário de atendimento, mensagens de saudação e respostas rápidas, além de uma plataforma própria de anúncios em canais. Esses recursos mudam com frequência, e o que cada plano inclui deve ser conferido no site oficial do Telegram antes de entrar no planejamento.

Cuidados

A LGPD vale aqui como em qualquer canal. No canal, a pessoa se inscreve por conta própria, e isso resolve a questão do consentimento. Adicionar contatos a um grupo sem que tenham pedido é o tipo de prática que gera denúncia e saída em massa.

Grupos grandes exigem moderação. Sem regras fixadas e alguém cuidando, viram alvo de spam e de perfis falsos que se passam pela empresa para aplicar golpes nos membros. Avise no próprio grupo, em mensagem fixada, que a empresa nunca pede pagamento por conversa privada.

Por último, o canal é um terreno alugado. A lista de inscritos pertence à plataforma e não pode ser exportada como uma lista de e-mails. Use o Telegram para distribuir e conversar, e leve as pessoas, sempre que possível, a se cadastrarem também no seu site ou no seu CRM. Se o aplicativo sair do ar ou mudar as regras, o contato com o cliente continua com você.

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