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Como escolher um domínio para um site

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Em resumo

Um bom domínio é o nome da marca, curto, sem hífen nem número, fácil de entender quando dito em voz alta. Para empresa brasileira, o .com.br ainda é a extensão mais reconhecida. Antes de registrar, confira se o nome não é marca de outra empresa e faça o registro no CNPJ do próprio negócio.

Escolha como domínio o nome da sua marca, o mais curto possível, sem hífen, sem número e sem palavra que as pessoas errem ao digitar. Para uma empresa que vende no Brasil, registre o .com.br. O resto do trabalho é conferir se o nome está livre, se não pertence a outra marca e garantir que o registro fique em nome da sua empresa.

O nome: curto e fácil de ditar

O teste que mais revela problema é falar o endereço em voz alta para alguém e pedir que a pessoa digite. Domínio é ditado por telefone, falado em áudio de WhatsApp, citado em rádio e em reunião. Se quem ouve precisa perguntar "com K ou com C?", "é junto ou separado?", parte das visitas vai parar em outro lugar.

Por isso, fuja de:

  • hífen, que ninguém lembra de digitar e obriga a explicar "tracinho" toda vez;
  • números, que criam a dúvida entre algarismo e extenso. A loja Dois Irmãos nunca sabe se o cliente tentou "2irmaos" ou "doisirmaos";
  • letras dobradas e grafias criativas, como trocar "s" por "z" ou "c" por "k";
  • palavras estrangeiras que o seu público não sabe escrever;
  • siglas longas, que só fazem sentido para quem trabalha na empresa.

O registro brasileiro aceita domínio com acento e cedilha. Evite. Boa parte das pessoas digita sem acento por hábito, e endereços de e-mail com caracteres acentuados ainda dão problema em vários sistemas.

Marca primeiro, palavra-chave depois

Se a empresa já tem nome, o domínio deve ser esse nome. É o que o cliente vai procurar e o que aparece na nota fiscal, na fachada e no cartão.

Quando o nome exato já está registrado por outra pessoa, acrescente uma palavra que descreva o negócio ou a cidade. A confeitaria Brigadeiros Gourmet que encontra o endereço ocupado pode ficar com "brigadeirosgourmetdoces.com.br" ou "brigadeirosgourmetsp.com.br". A solução funciona, desde que o resultado continue curto.

Existe uma crença antiga de que colocar o termo buscado no domínio, do tipo "comprardocesbaratos.com.br", ajuda a aparecer no Google. Esse efeito foi reduzido pelo buscador há mais de dez anos. Um domínio genérico assim ainda tem um custo: ninguém lembra dele como marca, e ele prende a empresa a um produto que ela pode deixar de vender.

Qual extensão escolher

Pense bem antes de escolher a sua extensão

A extensão é o final do endereço. Para negócio brasileiro, o .com.br continua sendo a escolha padrão: é o que o público digita por reflexo e o que passa a impressão de empresa estabelecida no país. O registro é feito no Registro.br, direto ou por meio de uma empresa de hospedagem, e exige CPF ou CNPJ.

O .com faz sentido para quem vende para fora ou quer proteger a marca. Se os dois estiverem livres, registre ambos e redirecione um para o outro. O custo anual é baixo perto do transtorno de ver um concorrente ocupando a variação.

O Registro.br oferece dezenas de categorias além do .com.br. Algumas são abertas a qualquer pessoa, como .app.br, .art.br e .eco.br. Outras pedem comprovação de atividade, como as destinadas a profissionais liberais e a instituições de ensino. Fora do .br, surgiram nos últimos anos extensões como .store, .shop, .tech e .digital. Elas resolvem quando o .com.br está ocupado e ficam bem em nomes de produto, mas têm um ponto fraco: parte do público completa o endereço com ".com.br" por conta própria e cai no site de outra empresa. Se optar por uma dessas, o nome precisa ser forte o bastante para ser lembrado inteiro.

Cuidados antes de registrar

Três verificações evitam a maioria dos problemas que a gente vê chegar em projetos de site.

Marca registrada. Domínio livre não significa marca livre. Pesquise o nome na base do INPI. Se outra empresa do mesmo ramo tem o registro da marca, ela pode contestar o seu domínio e ganhar, mesmo que você tenha chegado antes ao endereço.

Redes sociais. Ter "suamarca.com.br" no site e "@suamarca_oficial2" no Instagram confunde. Vale checar os principais perfis antes de bater o martelo.

Titularidade. Aqui está o erro mais caro. É comum a agência, o desenvolvedor ou um ex-sócio registrar o domínio no próprio CPF para agilizar. Anos depois a relação termina e a empresa descobre que não é dona do próprio endereço. O titular precisa ser o CNPJ do negócio, com um e-mail de contato que a empresa controla e que alguém de fato lê.

Faça o teste antes de comprar

Faça o teste

Com dois ou três candidatos na mão, mostre para cinco pessoas de fora da empresa. Peça que leiam em voz alta e, no dia seguinte, que escrevam de memória. Leia também o endereço todo em minúsculas, sem espaços, procurando palavras indesejadas que se formam na junção. O nome que voltar certo de todos, sem explicação, é o escolhido.

Feito o registro, ative a renovação automática ou marque a data no calendário financeiro da empresa. Domínio que vence por esquecimento tira do ar o site e todos os e-mails de uma vez, e pode ser registrado por terceiros depois do prazo de carência.

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