8 ferramentas para produção de conteúdo, da pauta à publicação
Oito ferramentas, quase todas gratuitas, que cobrem a produção de conteúdo da escolha da pauta até o calendário de publicação.
Para anunciar no Spotify, a empresa cria uma conta na plataforma de autoatendimento de anúncios do Spotify, define público, verba e período, e sobe um anúncio em áudio de até 30 segundos ou um vídeo. Os anúncios tocam para ouvintes do plano gratuito, entre as músicas. Formatos de maior impacto, como patrocínio de playlist, são negociados com a equipe comercial.
Anunciar no Spotify é parecido com anunciar em qualquer plataforma de mídia paga. Você cria uma conta de anunciante na ferramenta de autoatendimento do Spotify, escolhe o público, define verba e datas e envia a peça: um áudio de até 30 segundos ou um vídeo. O anúncio toca nos intervalos entre as músicas para quem usa o plano gratuito. Assinantes do Premium não ouvem esses anúncios.
Esse último ponto define para quem o canal serve. O público alcançado é o ouvinte que não paga assinatura, e ele está, na maior parte do tempo, com o celular no bolso.

O Spotify tem dois caminhos de compra.
O primeiro é a plataforma de autoatendimento, lançada como Spotify Ad Studio e hoje apresentada como Spotify Ads Manager. Funciona no modelo que quem usa Google Ads ou Meta Ads já conhece: cadastro com cartão, criação da campanha no painel, relatório no mesmo lugar. Existe um valor mínimo por campanha, que muda com o tempo e com o país, então confira na própria plataforma antes de planejar.
O segundo é a venda direta, por meio da equipe comercial do Spotify ou de uma agência. É por ali que passam os formatos de grande visibilidade, como o patrocínio de playlists e a ocupação da tela inicial do aplicativo, com investimentos de outra ordem. Uma empresa pequena ou média vai trabalhar pelo autoatendimento.
É o formato próprio da plataforma. Um spot de até 30 segundos toca entre duas faixas e, enquanto isso, a tela mostra uma imagem da marca com um botão clicável. Como não disputa atenção com outro conteúdo, o anúncio é ouvido inteiro na maior parte das vezes.
Você não precisa chegar com o áudio pronto. A plataforma oferece a produção do spot a partir de um roteiro escrito: você envia o texto, escolhe o perfil de voz e uma trilha, e recebe a gravação para aprovar. Para quem nunca fez rádio, isso tira do caminho o custo de estúdio e locutor.
O anúncio em vídeo só é entregue quando o aplicativo está aberto na tela, ou seja, quando há alguém olhando. Aparece no celular, no computador e em TVs conectadas. Serve para aproveitar um filme que a empresa já veicula em outras plataformas, mas alcança menos gente do que o áudio, porque a maior parte do consumo acontece com a tela apagada.
O Spotify também vende espaço dentro de podcasts. Diferentemente do anúncio entre músicas, a publicidade em podcast pode alcançar assinantes, já que faz parte do episódio. A disponibilidade varia por país e por programa, e em muitos casos a negociação é feita direto com o podcast.

Todo ouvinte usa o Spotify logado, o que dá à plataforma dados próprios para segmentar. As opções principais são:
O contexto é o que diferencia o canal. Uma academia pode falar com quem está ouvindo playlist de treino naquele instante, e um aplicativo de delivery pode aparecer para quem ouve música de fim de tarde em determinada cidade. O roteiro fica melhor quando reconhece a situação do ouvinte, em vez de repetir o texto usado no rádio.

Para o anunciante, a comparação com os concorrentes é curta. O Apple Music não tem plano gratuito com publicidade, então não há o que comprar. O Deezer tem plano gratuito com anúncios, com audiência menor. O Google Play Música foi encerrado em 2020 e deu lugar ao YouTube Music, cujos anúncios são comprados pelo Google Ads, junto com os do YouTube.
Trinta segundos comportam cerca de 60 a 70 palavras faladas em ritmo normal. Um roteiro que funciona costuma seguir esta ordem: uma frase que situa o ouvinte, o nome da marca logo no começo, uma única oferta e a instrução final.
A instrução final é onde a maioria erra. O ouvinte está correndo, dirigindo ou lavando louça, e não vai tocar na tela. Por isso o anúncio precisa deixar algo que a pessoa consiga lembrar dez minutos depois: o nome da marca fácil de buscar, um endereço curto ou um cupom falado, como "use o cupom TREINO10". Telefone e endereço completo de site ninguém memoriza.
O painel mostra impressões, alcance, frequência, taxa de áudio ouvido até o fim e cliques. A taxa de cliques costuma ser baixa, pelo motivo já descrito, e avaliar a campanha só por ela leva à conclusão errada de que o canal não funciona.
Três sinais ajudam a enxergar o efeito real:
Uma campanha concentrada em uma cidade facilita essa leitura. Se a verba é de R$ 2.000, vale mais colocá-la em uma praça durante duas semanas do que espalhá-la pelo país inteiro, onde o efeito se dilui e fica impossível de separar do movimento normal.
O Spotify é canal de lembrança de marca. Para quem ainda não anuncia para as pessoas que já estão procurando o produto, a verba rende mais primeiro na pesquisa do Google e nas redes da Meta. O áudio entra depois, como reforço, quando essas campanhas de tráfego pago já estão rodando e medidas.
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