O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
O Instagram não tem um algoritmo único. Feed, Stories, Reels e Explorar usam sistemas de classificação próprios, que tentam prever o que cada pessoa vai assistir até o fim, curtir, comentar ou enviar para alguém. Para ganhar alcance, a empresa precisa publicar conteúdo original que prenda nos primeiros segundos e que as pessoas tenham motivo para compartilhar.
O que chamamos de algoritmo do Instagram é, na verdade, um conjunto de sistemas de classificação, um para cada área do aplicativo. Todos fazem a mesma coisa: pegam as publicações que poderiam ser mostradas a uma pessoa e ordenam pela chance de ela se interessar. O que muda de uma área para outra é de onde vêm essas publicações e quais ações o sistema tenta prever.
A ordem cronológica, que valia nos primeiros anos da rede, deixou de ser o padrão há muito tempo. Hoje ela existe só como opção, na visualização "Seguindo".

O Instagram já explicou publicamente, em mais de uma ocasião, que tipo de informação alimenta a classificação. São quatro grupos:
Com isso o sistema estima a probabilidade de cada ação: ficar alguns segundos na publicação, curtir, comentar, salvar, enviar para um amigo, tocar no perfil. As publicações com as maiores probabilidades sobem.
O feed mistura publicações de quem a pessoa segue com recomendações de contas que ela não segue. O histórico de interação pesa bastante: se um seguidor nunca reage ao que a sua empresa publica, o Instagram vai mostrando cada vez menos. Carrosséis costumam ter uma segunda chance, porque o aplicativo pode reapresentar a publicação a partir de outra imagem para quem passou direto na primeira vez.
Nos Stories aparecem só as contas seguidas, e a ordem depende de proximidade. Ficam na frente os perfis cujos Stories a pessoa abre com frequência e com quem ela troca mensagens e reações. Enquetes, caixas de pergunta e respostas diretas contam como interação e ajudam a manter a marca nas primeiras posições da fila.

A maior parte do que aparece na aba de Reels vem de contas que a pessoa não segue, e por isso é o formato com mais potencial para alcançar gente nova. O sistema testa o vídeo com um grupo pequeno. Se esse grupo assiste até o fim, reassiste ou compartilha, o vídeo é entregue a um grupo maior, e assim por diante.
Os sinais mais fortes são o tempo de exibição e os envios por mensagem direta. Curtida conta menos. O Instagram também declarou que reduz a entrega de vídeos com marca d'água de outros aplicativos, de baixa resolução ou que apenas republicam conteúdo alheio, e que favorece quem cria material original.
O Explorar é feito inteiro de recomendações, montadas a partir do que a pessoa curtiu e salvou. A busca funciona por texto: ela compara o que foi digitado com o nome do perfil, a bio, a legenda e as hashtags. Uma clínica de estética em Santo André que escreve isso no nome ou na bio do perfil tem mais chance de aparecer para quem busca o serviço na cidade.
Não. Conta pessoal, comercial e de criador de conteúdo passam pela mesma classificação. A diferença está nos recursos. As contas profissionais têm acesso às métricas de cada publicação, a botões de contato, à loja e aos anúncios. Para uma empresa, a conta comercial é a escolha óbvia por causa dos dados, e a troca pode ser feita a qualquer momento nas configurações.

Nenhum truque substitui o básico: o sistema amplia o que as pessoas demonstram querer ver. O trabalho é dar a elas motivos para assistir até o fim e para compartilhar.
Resolva os três primeiros segundos. Em vídeo, a decisão de ficar ou passar acontece logo no início. Comece pelo resultado, pela pergunta que o cliente faz ou pela cena mais interessante. Vinheta com logotipo e "olá, pessoal" custam audiência.
Pense no envio. Antes de publicar, pergunte para quem o seguidor mandaria aquilo. Uma loja de materiais de construção que publica "três erros ao assentar porcelanato" entrega um vídeo que o cliente encaminha para o pedreiro. Um vídeo institucional sobre os valores da empresa ninguém encaminha.
Grave na vertical, na proporção 9:16, e coloque legenda, porque muita gente assiste sem som. Deixe textos e rostos longe das bordas, onde ficam os botões do aplicativo.
Escreva a legenda com as palavras que o cliente usaria para buscar. Hashtags ajudam o Instagram a classificar o assunto, e poucas e específicas bastam. Encher a legenda com dezenas delas não aumenta a entrega.
Responda aos comentários e às mensagens. Além de ser atendimento, cada conversa reforça o histórico entre o perfil e aquela pessoa, o que melhora a posição das próximas publicações no feed e nos Stories dela.
E acompanhe os números certos. Nas métricas de cada publicação, veja quantas contas alcançadas não seguiam o perfil, o tempo médio de exibição dos Reels e a quantidade de compartilhamentos. São esses dados que mostram quais temas merecem ser repetidos.

O alcance orgânico tem teto, e ele é baixo para perfis pequenos. Os anúncios do Instagram são comprados pelo Gerenciador de Anúncios da Meta, o mesmo do Facebook, e aparecem no feed, nos Stories, nos Reels e no Explorar. A entrega paga segue outra lógica, a de leilão: o sistema considera o lance, a chance de a pessoa realizar a ação que a campanha busca e a qualidade do anúncio.
As duas frentes se ajudam. Uma publicação que foi bem no orgânico é forte candidata a virar anúncio, porque já provou que prende a atenção. E quem interagiu com o perfil pode formar um público para campanhas de remarketing. É assim que trabalhamos a gestão de tráfego pago aqui na Post Digital: o conteúdo orgânico serve de laboratório para os criativos das campanhas. Para entender o que muda de uma rede para a outra, veja o artigo sobre as principais diferenças entre Facebook Ads e Instagram Ads.
Um alerta para quem pensa em atalhos: comprar seguidores ou entrar em grupos de troca de curtidas piora a entrega. Seguidor falso não assiste nem compartilha, e o sistema lê essa indiferença como sinal de que o conteúdo é fraco.
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