O que são os 8 Ps do Marketing Digital?
O que significa cada um dos 8 Ps do Marketing Digital, de onde o método veio, como ele se relaciona com os 4 Ps e como aplicar na sua empresa.
MQL, ou Marketing Qualified Lead, é o lead que tem o perfil de cliente da empresa e demonstrou interesse suficiente para ser passado ao time de vendas. Definir esse critério por escrito evita que os vendedores gastem tempo com contatos sem chance de compra e que bons leads fiquem esquecidos na base. A definição combina dados de perfil, como cargo e porte da empresa, com sinais de comportamento, como pedir orçamento.
MQL é a sigla de Marketing Qualified Lead, o lead qualificado pelo marketing. É o contato que passou por um filtro combinado entre marketing e vendas e, por isso, merece a atenção de um vendedor. O conceito importa por um motivo prático: sem ele, ou o marketing envia todo cadastro ao comercial, que perde a tarde ligando para estudantes e curiosos, ou segura leads prontos para comprar em uma fila de e-mails automáticos.

Dois critérios precisam aparecer juntos.
Perfil. O lead se parece com os clientes que a empresa atende bem. Em vendas para empresas, isso costuma envolver segmento, porte, cargo de quem preencheu o formulário e região. Em vendas para o consumidor, faixa de renda, cidade ou momento de vida.
Interesse. O lead fez algo que indica intenção de compra. Baixar um e-book introdutório é um sinal fraco. Visitar a página de preços, pedir orçamento ou responder a um e-mail perguntando sobre prazo são sinais fortes.
Um só não basta. O diretor de uma empresa do tamanho ideal que leu um único artigo ainda não está pronto para uma ligação. O estagiário que baixou dez materiais e pediu demonstração tem muito interesse e nenhum poder de decisão. O MQL está no cruzamento dos dois.

O SQL, Sales Qualified Lead, é o passo seguinte. O marketing marca o MQL com base em dados e comportamento. O vendedor ou pré-vendedor faz o primeiro contato, confirma se existe necessidade real, orçamento e prazo, e só então o lead vira SQL e entra no funil comercial como oportunidade.
| MQL | SQL | |
|---|---|---|
| Quem qualifica | Marketing, por critérios definidos em conjunto | Vendas, depois de uma conversa |
| Com base em quê | Dados do formulário e comportamento registrado | Necessidade, orçamento, decisor e prazo confirmados |
| Próximo passo | Primeiro contato do comercial | Diagnóstico, proposta e negociação |
Lead que não atinge o critério não é descartado. Ele continua recebendo conteúdo até mudar de situação. E o MQL que o vendedor recusa volta para o marketing com o motivo registrado.
O ponto de partida são os clientes que já existem. Pegue os vinte ou trinta melhores, aqueles que compraram sem desgaste e continuam na casa, e procure o que têm em comum. Depois faça o mesmo com os negócios perdidos e com os clientes que deram prejuízo. As características que separam um grupo do outro viram os critérios de perfil.
Para o interesse, olhe o histórico de quem comprou: quais páginas visitou e quais formulários preencheu antes de falar com o vendedor. Em geral aparece um padrão, e ele costuma envolver pedido direto de contato, página de preço ou de serviço e retorno ao site em poucos dias.
Com essas duas listas, dá para montar uma pontuação, o lead scoring. Veja um exemplo para uma empresa que vende software de gestão para indústrias:
| Critério | Pontos |
|---|---|
| Segmento industrial | +20 |
| Empresa com 50 funcionários ou mais | +15 |
| Cargo de gerência ou diretoria | +15 |
| Visitou a página de preços | +20 |
| Assistiu ao webinar de demonstração | +15 |
| Baixou um e-book | +5 |
| E-mail pessoal em vez de corporativo | -10 |
| Estudante ou concorrente | -50 |
Nesse exemplo, o lead vira MQL ao somar 60 pontos. Os números são ilustrativos, e cada empresa calibra os seus com os próprios dados.
Dois ajustes tornam o modelo mais realista. Pedido de orçamento ou de contato comercial vira MQL na hora, sem depender de pontuação, desde que o perfil não seja eliminatório. E os pontos de comportamento perdem validade com o tempo: uma visita à página de preços feita há oito meses diz pouco sobre a intenção de hoje.
Empresa com poucos leads por mês não precisa de pontuação. Uma regra simples resolve, do tipo "é MQL quem pede orçamento e tem CNPJ no segmento que atendemos". O scoring passa a compensar quando o volume é grande o bastante para o vendedor não conseguir olhar um por um.
A definição de MQL só funciona se as duas áreas a assinarem juntas. Esse combinado costuma ser chamado de SLA, sigla de Service Level Agreement, e cabe em uma página. Nele ficam registrados:
O prazo de contato merece atenção. Um pedido de orçamento respondido no dia seguinte encontra o lead já conversando com o concorrente que ligou primeiro.
O registro disso tudo acontece no CRM: a etapa de cada lead, a data em que virou MQL, quem atendeu, o motivo da perda. Sem esse histórico, a reunião entre marketing e vendas vira troca de impressões. É por aí que começamos os projetos de estruturação de CRM, antes de qualquer automação.

O vendedor que recebe dez leads filtrados trabalha melhor do que o que recebe cinquenta sem critério. Sobra tempo para preparar a abordagem, e a taxa de fechamento por contato sobe.
Com o MQL definido, a discussão sai do "os leads são ruins" contra "o comercial não liga". Passa-se a olhar três taxas: quantos leads viram MQL, quantos MQLs viram SQL e quantos SQLs viram venda. Se poucos MQLs são aceitos pelo comercial, o critério está frouxo. Se quase todos são aceitos e poucos fecham, o problema está na abordagem ou na proposta.

Saber o perfil que vira cliente orienta o que produzir e onde anunciar. Se os MQLs que fecham vêm de busca por um termo específico e os de uma campanha de rede social nunca passam da primeira ligação, a verba muda de lugar. O custo por MQL e, melhor ainda, o custo por venda de cada canal passam a guiar o investimento no lugar do custo por lead.
Falamos mais sobre o tema neste vídeo do nosso canal:
Depois de definir o critério, marque uma revisão para dali a três meses. A primeira versão sempre erra para algum lado, e a correção vem dos motivos de recusa que o comercial anotou nesse período.
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