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4 perguntas para fazer antes de contratar uma empresa de consultoria de SEO

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Em resumo

Antes de contratar uma consultoria de SEO, pergunte se ela garante o primeiro lugar no Google, que casos pode mostrar, o que exatamente será feito no seu site e como o resultado será medido. Quem promete posição, esconde o método ou não entrega acesso aos dados deve ser descartado.

Quatro perguntas resolvem boa parte da escolha de uma consultoria de SEO: se ela garante o primeiro lugar no Google, que trabalhos anteriores pode mostrar, o que será feito no seu site mês a mês e como o resultado vai ser medido. As respostas dizem quase tudo sobre o fornecedor, e você consegue avaliá-las mesmo sem entender de SEO.

A seguir, o que esperar de cada uma e quais respostas devem fazer você encerrar a reunião.

Vocês me garantem o 1º lugar no Google?

Vocês me garantem o 1º lugar no Google?

Se a resposta for sim, agradeça e procure outra empresa. Ninguém fora do Google controla a ordem dos resultados, e o próprio Google orienta os donos de sites a desconfiar de quem promete posição. O ranqueamento depende do que os concorrentes fazem, das atualizações do buscador e do histórico do seu domínio, três coisas que nenhuma consultoria tem na mão.

A promessa costuma vir com um truque. A empresa garante a primeira posição para um termo que ninguém busca, como o nome da sua marca seguido do bairro, e apresenta isso como resultado.

O que uma consultoria séria pode prometer é o trabalho: quais problemas técnicos serão corrigidos, quantos conteúdos serão produzidos ou revisados, em que prazo. Sobre resultado, ela fala em estimativa e deixa claro que SEO leva meses. Um site novo, sem histórico, raramente vê movimento relevante antes de quatro a seis meses de trabalho contínuo.

Que experiência vocês têm com SEO?

Que experiência vocês têm com SEO?

Peça para ver casos, de preferência de empresas com porte e modelo de negócio parecidos com o seu. SEO para uma loja virtual com cinco mil produtos pede outro tipo de trabalho que SEO para uma clínica com oito páginas de serviço, e quem só fez um tende a tropeçar no outro.

Ao olhar um caso, repare em qual número a consultoria escolhe destacar. Crescimento de visitas é fácil de mostrar e diz pouco. O que interessa é se o tráfego orgânico trouxe vendas ou pedidos de orçamento, e por quanto tempo o resultado se manteve. Vale pedir o telefone de um cliente atual e ligar. Pergunte a ele o que mudou no dia a dia depois da contratação e como a consultoria reagiu quando alguma coisa deu errado.

Tempo de mercado ajuda, mas pesa menos que a qualificação de quem vai atender a sua conta. Pergunte quem será o responsável e há quanto tempo essa pessoa faz SEO.

O que será feito no meu site, e como vocês conseguem links?

SEO virou um rótulo que cobre muita coisa, então peça a lista. Um projeto bem montado costuma ter estas frentes:

  • auditoria técnica: velocidade, versão para celular, páginas que o Google não consegue rastrear ou indexar, conteúdo duplicado;
  • pesquisa de palavras-chave ligada ao que a empresa vende, e não só ao que tem muito volume de busca;
  • análise dos concorrentes que já aparecem para esses termos;
  • revisão das páginas existentes e produção de conteúdo novo;
  • conquista de links de outros sites.

É no último item que mora o risco. Comprar links em lote, montar redes de blogs falsos, esconder texto na página e publicar centenas de artigos gerados por inteligência artificial sem revisão são práticas conhecidas como black hat. Elas violam as políticas de spam do Google e podem derrubar o site nos resultados ou tirá-lo do índice. Quando a punição chega, quem perde é o seu domínio. A consultoria troca de cliente.

Uma resposta boa descreve de onde os links virão: assessoria de imprensa, parcerias com sites do setor, conteúdo que outros sites têm motivo para citar. Resposta vaga, do tipo "temos uma rede de parceiros", pede uma segunda pergunta. Se a explicação continuar nebulosa, considere um sinal de alerta.

Como vou acompanhar o resultado, e o que fica comigo se o contrato acabar?

Pergunte quais indicadores entram no relatório mensal. Posição média de algumas palavras-chave é pouco. O relatório precisa mostrar cliques e impressões vindos da busca, páginas que ganharam ou perderam tráfego e, principalmente, conversões, que são os formulários enviados e os pedidos fechados. Esses dados saem do Google Search Console e do GA4, duas ferramentas gratuitas.

As contas dessas ferramentas devem ser da sua empresa, com a consultoria adicionada como usuária. Quando a conta pertence à agência, a empresa que troca de fornecedor perde o histórico de anos junto com o contrato. O mesmo vale para os textos produzidos e para o acesso ao painel do site: tudo isso fica com você.

Confira também o que o contrato diz sobre prazo mínimo e cancelamento. Fidelidade de doze meses sem cláusula de saída protege só um dos lados.

Leve as quatro perguntas por escrito para a reunião e anote as respostas de cada concorrente. Comparadas lado a lado, as diferenças aparecem depressa, e o preço deixa de ser o único critério da decisão.

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