SEO para médicos
Como um consultório ou clínica aparece no Google: Perfil da Empresa, páginas por especialidade, conteúdo assinado e o que o CFM permite.
A canonical tag é uma linha no código da página que indica ao Google qual endereço é a versão principal quando o mesmo conteúdo aparece em mais de uma URL. Ela concentra em um só endereço os sinais que ficariam divididos entre as cópias. É uma sugestão, que o Google costuma seguir quando os demais sinais do site apontam na mesma direção.
Uma loja virtual vende um tênis. A página dele pode ser acessada por estes quatro endereços:
Para o cliente, é a mesma página. Para o Google, são quatro endereços distintos com conteúdo igual, e ele precisa escolher um para mostrar na busca. A canonical tag é a forma de você fazer essa escolha: uma linha no cabeçalho do HTML de cada versão, apontando para o endereço que deve ser considerado o principal.
<link rel="canonical" href="https://loja.com.br/tenis-corrida-azul">
Com essa linha presente nas quatro versões, o Google entende que deve indexar a primeira e atribuir a ela os links e demais sinais que as outras receberem.

Circula a ideia de que o Google pune sites com conteúdo duplicado. O próprio Google já esclareceu que não existe punição para duplicação interna, que é um efeito colateral comum do funcionamento dos sites. Punição cabe a quem copia conteúdo alheio em massa para enganar o buscador, e esse é outro assunto.
O prejuízo real é de outra natureza. Se três sites apontam para a versão com parâmetro e dois para a versão limpa, a força desses links fica dividida. O robô gasta visitas rastreando cópias, o que pesa em sites grandes. E o Google pode escolher como principal uma versão que você não queria, exibindo na busca um endereço comprido e cheio de parâmetros. Os relatórios também ficam bagunçados, com os números de uma mesma página espalhados por várias linhas.

Quase nunca alguém cria páginas duplicadas de propósito. Elas surgem do jeito que as plataformas montam os endereços:
A recomendação que seguimos nos projetos é que toda página indexável tenha uma canonical, mesmo sem duplicata conhecida. Nesse caso ela aponta para o próprio endereço, o que se chama de canonical autorreferente. Isso protege a página dos parâmetros que qualquer link externo ou ferramenta pode acrescentar ao endereço.
As três ferramentas tratam de endereços que não deveriam competir na busca, e a escolha depende do que o visitante precisa ver.
| Recurso | O visitante acessa a versão secundária? | Use quando |
|---|---|---|
| Canonical | Sim | As duas versões precisam existir e funcionar, como um filtro de loja ou um link com UTM |
| Redirecionamento 301 | Não, é levado para a principal | A versão antiga não tem mais razão de existir |
| Noindex | Sim | A página não é cópia de outra e simplesmente não deve aparecer na busca, como carrinho e área do cliente |
O Google trata a canonical como uma indicação forte, e não como uma ordem. Ele cruza a tag com outros sinais: para onde apontam os links internos, qual endereço está no sitemap, se há redirecionamentos. Quando os sinais se contradizem, ele decide sozinho. A maior parte dos problemas que encontramos vem dessas contradições.
Acontece por configuração errada do tema ou de um plugin. O site inteiro declara que a página principal é a versão oficial de tudo. O Google percebe que os conteúdos são diferentes e descarta a marcação, mas até lá a indexação das páginas internas pode ficar instável.
A canonical serve para conteúdo igual ou quase igual. Apontar a página 2 de uma categoria para a página 1 é um erro frequente: a página 2 lista outros produtos, que podem deixar de ser descobertos. Cada página da paginação deve ter canonical para si mesma.
A tag aponta para um endereço que redireciona para outro, que retorna erro 404, que tem noindex ou que está bloqueado no robots.txt. O destino da canonical precisa ser uma página que responde normalmente e pode entrar no índice.
A canonical indica o endereço A, o sitemap lista o B e o menu aponta para o C. Sitemap e links internos devem usar sempre o endereço canônico.
Endereço relativo em vez do endereço completo com https, duas canonical tags na mesma página (comum quando o tema e um plugin de SEO inserem cada um a sua) e tag colocada fora da seção head do HTML. Nos três casos o Google pode desconsiderar a marcação.
Uma instrução diz que a página é cópia de outra, a outra diz que ela não deve ser indexada. Escolha uma das duas conforme a tabela acima.
Abra uma página, peça ao navegador para exibir o código-fonte e procure por canonical. Deve haver uma única ocorrência, com o endereço completo que você espera ver na busca. Faça o teste em um produto, em uma categoria com filtro aplicado e em um artigo do blog.
No Google Search Console, a inspeção de URL mostra duas informações lado a lado: a canônica declarada pelo usuário, que é a da sua tag, e a canônica selecionada pelo Google. Quando são diferentes, o buscador não aceitou a sua indicação, e vale revisar a lista de erros. O relatório de indexação de páginas agrupa esses casos nas linhas que mencionam página duplicada ou página alternativa com tag canônica adequada. Esta última linha é uma boa notícia: significa que a marcação foi lida e respeitada.
WordPress com plugin de SEO e as principais plataformas de loja virtual já inserem a canonical automaticamente, com um campo para alterá-la página a página. O trabalho, na maioria dos sites, é conferir se o automático está certo. Faça essa conferência depois de qualquer troca de tema, de plugin de SEO ou de plataforma, que são os momentos em que a configuração se perde sem aviso.
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