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5 dicas de como usar o Google Analytics

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Em resumo

Para usar bem o Google Analytics 4, entenda que tudo nele é evento, marque como eventos principais as ações que valem dinheiro, exclua o tráfego da própria equipe, vincule a conta ao Search Console e ao Google Ads e monte um funil para ver onde os visitantes desistem. Com essas cinco configurações, os relatórios passam a responder perguntas de negócio.

O Google Analytics que você encontra hoje é o GA4. A versão anterior, o Universal Analytics, parou de coletar dados em 2023, e boa parte dos tutoriais que ainda circulam descreve menus e métricas que não existem mais. As cinco dicas abaixo valem para o GA4 e têm o mesmo propósito: fazer a ferramenta mostrar de onde vêm os contatos e as vendas, e não só quantas visitas o site teve.

Se você ainda está criando a conta, comece pelo artigo que explica o que é o Google Analytics e como ele funciona.

1. Entenda que tudo é evento

Pesquise e aprenda sobre a plataforma

No Analytics antigo, a unidade de medida era a sessão, e dentro dela ficavam as páginas vistas. No GA4, cada coisa que o visitante faz é registrada como um evento: abrir uma página, rolar até o fim, clicar em um link de saída, baixar um arquivo, enviar um formulário. Alguns eventos são coletados automaticamente; outros você precisa criar.

Isso muda a leitura dos relatórios. A taxa de rejeição perdeu espaço para a taxa de engajamento, que conta as sessões em que a pessoa ficou um tempo mínimo na página, viu uma segunda página ou realizou uma ação importante. Quem procura os números do jeito antigo acha que a ferramenta piorou. Quem entende a lógica de eventos percebe que ela descreve melhor o que a visita fez.

2. Marque como evento principal o que vale dinheiro

Depois de instalado, o GA4 conta visitas, e só. Para ele saber o que é resultado para a sua empresa, você precisa indicar quais eventos importam. O Google chamava isso de conversão e passou a chamar de evento principal.

Para uma prestadora de serviços, costumam ser o envio do formulário de orçamento, o clique no botão de WhatsApp e o clique no telefone. Para uma loja virtual, a compra, o início do checkout e a adição ao carrinho. A regra é marcar poucas ações, as que de fato antecedem uma venda. Se tudo vira evento principal, inclusive a visualização da página "Sobre", a coluna de resultados enche de número e deixa de servir para comparar canais.

Com isso configurado, o relatório de aquisição passa a mostrar quantos pedidos de orçamento vieram da busca orgânica, dos anúncios, das redes sociais e do e-mail. É a informação que decide para onde vai a verba. O artigo sobre métricas do Google Analytics aprofunda a leitura desses números.

3. Tire a sua equipe dos dados

Configure seu IP

Em empresa pequena, os funcionários podem ser os visitantes mais assíduos do site. O vendedor abre a página de produto dez vezes por dia para copiar uma especificação, o atendimento testa o formulário, a agência revisa as páginas. Em um site com 80 visitas diárias, 15 acessos internos distorcem o tempo de permanência, as páginas mais vistas e a taxa de conversão.

O GA4 permite informar o endereço IP da rede da empresa como tráfego interno e ativar um filtro que exclui esses acessos dos relatórios. Vale para o escritório com IP fixo. Para quem trabalha de casa, com IP que muda, a exclusão por IP falha, e a saída costuma ser uma extensão de navegador que bloqueia a coleta ou uma regra criada no Google Tag Manager.

Aproveite a visita às configurações para rever o prazo de retenção de dados. Por padrão, o GA4 guarda os dados detalhados de usuário por dois meses, o que impede comparações com o ano anterior nas análises personalizadas. A opção de quatorze meses está disponível nas propriedades gratuitas e não vale para o passado: só conta a partir do dia em que você muda.

4. Vincule o Search Console e o Google Ads

O Search Console é o nome atual do antigo Webmaster Tools. Ele mostra por quais buscas o site apareceu no Google, em que posição e quantos cliques recebeu. Vinculado ao GA4, permite cruzar a busca com o comportamento: quais termos trazem gente que pede orçamento e quais trazem só curiosos.

O vínculo com o Google Ads tem duas mãos. Os custos e cliques das campanhas aparecem dentro do Analytics, e os eventos principais do GA4 podem ser importados para o Google Ads como conversões, para que os lances automáticos busquem quem tem mais chance de converter. Sem esse vínculo, a campanha otimiza para clique, e clique barato raramente é o que a empresa quer.

Para o que não é Google (Meta Ads, e-mail, parceiros), a origem da visita depende dos parâmetros UTM nos links. Adote um padrão de nomes e use sempre o mesmo. "facebook", "Facebook" e "fb" viram três linhas diferentes no relatório.

5. Monte um funil para ver onde as pessoas desistem

Saber que a loja converte 1% diz pouco. Saber que, de cada 100 pessoas que colocam um produto no carrinho, 70 saem na tela de frete aponta exatamente o que consertar.

Na área de explorações do GA4 há um modelo de funil em que você define as etapas na ordem (ver produto, adicionar ao carrinho, iniciar o checkout, comprar) e a ferramenta mostra quantos visitantes passam de uma para a outra. Em site de serviços, o funil pode ser página de serviço, página de contato, formulário enviado. O funil pode ser quebrado por dispositivo, e é comum descobrir que a perda se concentra no celular, por causa de um formulário difícil de preencher em tela pequena. O artigo sobre funil de vendas explica o conceito para além do site.

O que olhar toda semana

Com as cinco configurações feitas, uma rotina de quinze minutos por semana já sustenta boas decisões. Três perguntas cobrem o essencial:

  • De onde vieram os eventos principais? Relatório de aquisição, por canal e por campanha.
  • Quais páginas receberam as visitas que converteram? Relatório de páginas, com a coluna de eventos principais.
  • O funil piorou em alguma etapa em relação à semana anterior?

Para apresentar a sócios ou à diretoria, o Looker Studio, também gratuito, conecta-se ao GA4 e gera um painel com esses mesmos números atualizados, sem precisar exportar planilha a cada reunião.

O que o GA4 não enxerga

Parte dos visitantes recusa cookies no aviso de consentimento, usa navegador que limita rastreamento ou tem bloqueador de anúncios. Essas visitas não aparecem, ou aparecem incompletas. O número do GA4 é uma amostra grande do que acontece no site e fica sempre abaixo da contagem total. Por isso ele raramente bate com o do Google Ads, o do Meta Ads ou o do seu sistema de pedidos.

Use o Analytics para comparar canais, páginas e períodos entre si, que é onde ele é confiável. Para o total de vendas e de contatos, o número que vale é o do CRM ou do sistema de pedidos. Quando a diferença entre os dois passa a atrapalhar decisões, é hora de revisar a coleta com alguém especializado; a nossa página de inteligência de dados descreve como fazemos esse diagnóstico. Para aprender por conta própria, o Google mantém cursos gratuitos de GA4 no Skillshop, sua plataforma de treinamento.

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