SEO para médicos
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SEO para imagens é o conjunto de ajustes que ajuda o Google a entender e a exibir as fotos do seu site: nome de arquivo descritivo, texto alternativo, formato leve como WebP ou AVIF, dimensões corretas e carregamento tardio. Bem feito, ele traz visitas pelo Google Imagens e pelo Google Lens e ainda deixa a página mais rápida.
Otimizar uma imagem para o Google envolve duas frentes. A primeira é dizer ao buscador o que a imagem mostra, por meio do nome do arquivo, do texto alternativo e do conteúdo ao redor dela. A segunda é entregar esse arquivo rápido, no formato e no tamanho certos. Quem cuida das duas ganha tráfego pela busca de imagens e melhora o tempo de carregamento da página, que também conta para o ranqueamento do texto.
Para uma loja virtual, um restaurante, um arquiteto ou qualquer negócio em que o cliente decide olhando, esse tráfego tem valor comercial. Em um blog de conteúdo técnico, o ganho maior costuma estar na velocidade.

O Google Imagens existe desde 2001 e, por muito tempo, dependeu só de texto para saber o que havia em cada foto. Hoje o buscador também reconhece objetos, lugares e produtos pelo conteúdo visual. O Google Lens é a face mais visível disso: a pessoa aponta a câmera do celular para um tênis, uma planta ou um móvel e recebe páginas onde aquele item aparece, muitas vezes com preço.
Mesmo com essa capacidade, os sinais de texto continuam pesando. O buscador combina o que enxerga na foto com o nome do arquivo, o atributo alt, a legenda, o título da página e os parágrafos vizinhos. Uma foto nítida de um sofá cinza, em uma página que fala de sofá cinza de três lugares, com alt coerente, é fácil de classificar. A mesma foto solta em uma página sobre outro assunto, com o nome IMG_4032.jpg, deixa o Google em dúvida.
Renomeie antes de subir. Use palavras que descrevem a imagem, em minúsculas, separadas por hífen e sem acentos: sofa-cinza-3-lugares-linho.webp em vez de IMG_4032.jpg. Trocar o nome depois de publicado muda o endereço do arquivo, então compensa acertar na primeira vez.

O atributo alt é a descrição que substitui a imagem quando ela não carrega e que os leitores de tela leem para pessoas cegas ou com baixa visão. É o sinal de texto mais forte para o Google e, antes disso, um requisito de acessibilidade.
Escreva como se descrevesse a foto por telefone. "Sofá cinza de três lugares em linho, com pés de madeira clara" funciona. "Sofá" é vago, e "sofá barato sofá cinza comprar sofá promoção" é repetição de palavra-chave, que o Google trata como spam. Imagens puramente decorativas, como um ícone de seta, podem ficar com alt vazio. WordPress, Shopify e os demais gerenciadores de conteúdo têm um campo próprio para isso na biblioteca de mídia.
O title é o texto que aparece quando o cursor para sobre a imagem. Ele tem pouco peso para SEO e não substitui o alt, então preencha se quiser, sem gastar energia. A legenda rende mais: fica visível, é lida por quase todo mundo que olha a foto e dá contexto ao buscador. Use-a para acrescentar informação, como faz a legenda de jornal, e não para repetir o que já se vê.
JPEG e PNG ainda funcionam em qualquer lugar, mas geram arquivos maiores do que o necessário. Os formatos atuais são o WebP e o AVIF, que entregam qualidade visual parecida com arquivos bem mais leves. O WebP é aceito por todos os navegadores modernos. O AVIF comprime ainda mais e tem suporte amplo nos navegadores recentes.
| Formato | Quando usar |
|---|---|
| AVIF | Fotos em que o menor peso possível importa; sirva com alternativa em WebP ou JPEG |
| WebP | Padrão seguro para fotos e ilustrações, com ou sem transparência |
| JPEG | Alternativa para navegadores antigos e para sistemas que não aceitam os formatos novos |
| PNG | Capturas de tela e gráficos com transparência, quando não for possível usar WebP |
| SVG | Logotipos e ícones, que precisam ficar nítidos em qualquer tamanho |
Muitas plataformas e plugins de otimização já fazem a conversão automaticamente no upload. Confira se a sua faz antes de converter arquivo por arquivo.
O erro mais comum que encontramos em auditorias é a foto de 4.000 pixels de largura, saída direto da câmera, exibida em um espaço de 800. O navegador baixa o arquivo inteiro e só depois reduz. Redimensione a imagem para a maior largura em que ela aparece no layout e use o atributo srcset para oferecer versões menores a telas de celular. Informar width e height na tag evita que o texto pule de lugar enquanto a foto carrega, um dos pontos medidos nas Core Web Vitals.
O carregamento tardio (lazy loading) faz o navegador baixar cada imagem só quando o visitante se aproxima dela ao rolar a página. Basta o atributo loading="lazy" na tag, e os principais gerenciadores de conteúdo já o aplicam por padrão.
Há uma exceção que derruba muita nota de desempenho: a imagem principal do topo da página não deve ser carregada de forma tardia. Ela costuma ser o maior elemento visível na abertura, e atrasá-la piora justamente a métrica que mede a velocidade percebida pelo visitante.
As orientações oficiais estão na documentação do Google sobre SEO para imagens.
Foto própria, sempre que der. A imagem de banco que está em centenas de outros sites não tem por que aparecer em seu nome na busca, e no Lens ela leva o usuário a qualquer um desses sites. Já a foto do seu produto, da sua equipe ou da sua obra só existe no seu endereço. Para e-commerce, vale fotografar o item em mais de um ângulo e com fundo limpo, que é a condição em que a busca visual reconhece melhor o objeto.
Se o site já tem centenas de imagens antigas, não é preciso refazer tudo. Comece pelas páginas que mais recebem visitas e pelas de produto, rode o PageSpeed Insights em cada uma e trate primeiro os arquivos que o relatório aponta como pesados. O restante entra na rotina de publicação daqui para a frente. Para o quadro geral de otimização, temos um guia com tudo sobre SEO.
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