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Como funciona o Google Shopping e como anunciar seus produtos nele

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Em resumo

O Google Shopping exibe produtos com foto, preço e nome da loja nos resultados de busca. Para aparecer, a loja envia o catálogo ao Google Merchant Center. A partir daí, os produtos podem entrar nas listagens gratuitas e, com uma conta do Google Ads vinculada, em campanhas pagas de Shopping ou Performance Max.

O Google Shopping é a vitrine de produtos do Google. Quando alguém busca "tênis de corrida masculino", aparecem cartões com foto, preço e nome da loja, tanto no topo da busca comum quanto na aba Shopping. Para a sua loja estar ali, o catálogo precisa ser enviado ao Google Merchant Center. Uma parte da exibição é gratuita e outra é paga por clique, via Google Ads.

Isso mudou em relação ao que se lia sobre o assunto até 2020, quando o Shopping era um espaço exclusivamente pago. Hoje a loja pode aparecer sem investir em mídia, embora as posições de maior destaque continuem sendo dos anúncios.

Google Shopping

Como o Google decide qual produto mostrar

Aqui está a principal diferença em relação aos anúncios de texto: no Shopping o lojista não escolhe palavras-chave. O Google lê os dados de cada produto no catálogo (título, descrição, categoria, marca) e decide sozinho para quais buscas aquele item é relevante.

Na prática, o título do produto faz o papel da palavra-chave. Um item cadastrado como "Tênis Modelo X" disputa poucas buscas. O mesmo item como "Tênis de corrida masculino Marca Modelo X preto 42" passa a aparecer para quem pesquisa por tipo, gênero, marca, cor e numeração.

Quando a pessoa clica no cartão, vai direto para a página do produto na loja. Ela já viu a foto e o preço antes de clicar, o que explica por que o visitante do Shopping costuma chegar mais perto da compra que o visitante de um anúncio de texto.

O que é preciso para começar

São três peças: uma conta no Merchant Center, um feed de produtos e um site que cumpra as políticas do Google.

Merchant Center e feed

O feed é a lista dos seus produtos em formato que o Google entende. As principais plataformas de e-commerce geram e atualizam esse arquivo de forma automática, por integração nativa ou aplicativo. Cada produto leva um conjunto de atributos, e os que mais pesam são estes:

AtributoO que informarErro comum
TítuloTipo de produto, marca, modelo e variaçãoCopiar o nome interno do cadastro, sem o tipo do produto
ImagemFoto nítida do produto em fundo limpoImagem com texto promocional ou marca d'água, que é reprovada
Preço e disponibilidadeIguais aos da página do produtoFeed desatualizado mostrando preço antigo ou item esgotado
GTIN e marcaCódigo de barras do fabricanteDeixar em branco em produto que tem código
FreteCusto e prazo de entregaNão configurar e ter o produto reprovado

Divergência entre o feed e o site é o motivo mais frequente de reprovação. Se o preço no feed é R$ 199 e na página está R$ 219, o Google suspende o item e, quando o problema se repete, pode suspender a conta inteira.

Esteja atento nas informações dos produtos

Requisitos do site

O site precisa ter HTTPS, checkout funcionando, política de troca e devolução visível e dados de contato da empresa. O Merchant Center verifica isso antes de aprovar a conta e volta a verificar depois.

Listagens gratuitas e campanhas pagas

Com o catálogo aprovado, os produtos ficam aptos a aparecer nas listagens gratuitas da aba Shopping e em outros espaços do Google. Não há custo por clique. O volume costuma ser modesto, mas é tráfego que vem do mesmo trabalho de cadastro, então não há motivo para deixar de ativar.

Para disputar os cartões do topo da busca, é preciso vincular o Merchant Center a uma conta do Google Ads e criar campanha. Há dois formatos.

A campanha de Shopping padrão exibe os produtos na busca e na aba Shopping e dá controle ao anunciante: dá para separar o catálogo em grupos (por marca, categoria, margem), definir lances diferentes para cada um e excluir termos de busca que trazem clique sem venda.

A Performance Max usa o mesmo feed para anunciar em todo o inventário do Google de uma vez: busca, Shopping, YouTube, Gmail, Display e Maps. O anunciante informa orçamento e meta, e a automação distribui a verba. Ela substituiu as antigas campanhas inteligentes de Shopping em 2022. Entrega escala com menos trabalho manual e, em troca, mostra menos sobre onde o dinheiro foi gasto.

A gente costuma começar pelo Shopping padrão quando a loja ainda tem poucas vendas registradas, porque a automação da Performance Max depende de histórico de conversão para acertar. Com dados acumulados, testar a Performance Max em parte do catálogo passa a fazer sentido.

Cinco ajustes que melhoram o resultado

  1. Reescreva os títulos dos produtos mais vendidos com os termos que o cliente usa na busca. É a mudança de maior efeito e não custa nada.
  2. Separe o catálogo por margem. Um produto com R$ 15 de lucro não comporta o mesmo custo por venda de outro com R$ 150. Colocar os dois no mesmo grupo faz a campanha gastar com o que dá menos retorno.
  3. Olhe o relatório de termos de pesquisa toda semana na campanha padrão e negative buscas sem relação com o que você vende.
  4. Configure o acompanhamento de conversões com o valor de cada pedido. Sem isso, não há como calcular o retorno sobre o investimento em anúncios (ROAS), e a automação de lances fica sem referência.
  5. Use os recursos adicionais do Merchant Center quando fizer sentido. Promoções cadastradas aparecem como selo no cartão, e as avaliações de produto exibem estrelas ao lado do preço.

Fácil gerenciamento

Uma conta de exemplo ajuda a decidir se a campanha se paga. Uma loja investe R$ 3.000 no mês e recebe 2.000 cliques, a R$ 1,50 cada. Se 1,5% dos cliques vira pedido, são 30 vendas. Com tíquete médio de R$ 250, o faturamento é de R$ 7.500 e o ROAS, de 2,5. Se a margem bruta dessa loja é de 30%, sobram R$ 2.250 para cobrir os R$ 3.000 de mídia, e a campanha dá prejuízo. A mesma campanha com margem de 50% fica no azul.

Faça essa conta com os números da sua loja antes de aumentar o orçamento. Se quiser ajuda para estruturar o feed e as campanhas, veja como trabalhamos a gestão de tráfego pago para e-commerce.

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